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17 de jan. de 2010

Muddy Waters - The London Muddy Waters Sessions (1971)


Este é mais um volume da magnífica série "The London Sessions", lançada no início da década de 1970 e que partia de uma premissa muito interessante: reunir em um mesmo estúdio os mestres e pioneiros do blues norte-americano aos seus jovens discípulos britânicos. O álbum dedicado a Muddy Waters, como é de praxe em todos os discos da coleção, conta com uma banda de apoio espetacular, com a participação de músicos como Rory Gallagher, Rick Grech, Steve WInwood e Mitch Mitchell. O resultado? Você já deve imaginar, mas mesmo assim eu conto: um disco excelente!

O repertório da bolacha conta com maravilhas como "Blind Man Blues", a mais do que clássica "Key to the Highway", "Young Fashioned Ways", "Walkin´ Blues" e os boogies apimentados por vigorosos metais de "I´m Ready" e "I Don´t Know Why". Como ocorre no álbum dedicado a Howlin´ Wolf, a banda fica em segundo plano, segurando as pontas para que Muddy Waters voe alto, prendendo o ouvinte a cada faixa.

Ótimo play, com um line-up só de feras. Recomendadíssimo.


Faixas:

1. Blind Man Blues
2. Key To The Highway
3. Young Fashioned Ways
4. I'm Gonna Move To The Outskirts Of Town
5. Who's Gonna Be Your Sweet Man When I'm Gone
6. Walkin' Blues
7. I'm Ready
8. Sad Sad Day
9. I Don't Know Why

http://rapidshare.com/files/176655896/1971_Muddy_Waters_-_The_London_Muddy_Waters_Sessions.rar

4 de mai. de 2009

Rory Gallagher: Calling Card - 1976


Este Irlandês ‘puro sangue’ e cachaceiro inveterado - Scoth e Jack Daniels até a medula - sempre foi reverenciado entre os artistas, pelo seu jeito simples e personalidade generosa que cativava a todos.

Seu Power/Rock/Blues eletrizante pega no ato quem o ouve pela primeira vez, tamanha a energia e o desempenho que ele imprimia em seus discos, executando riffs incendiários em sua Fender Strato, que o acompanhou desde os 15 anos de idade.

Sua verdadeira paixão pelo Power Blues o credenciava cada vez mais entre os grandes guitarristas, tanto que feras como Pete Townshend e Eric Clapton, entre outros, chegaram a declarar de maneira até surpreendente que o respeitavam de uma forma diferenciada em relação aos outros, pois, sua pegada e seus riffs demolidores, o transformavam num ‘performer’ único e absoluto.
Glover também produziu, “Calling Card”, oitavo álbum da carreira de Rory, gravado em Munich em 1976 com, Gary McVoy (baixo), Lou Martin (teclados) e Rod de’Ath (batera).

Debulhando solos ensandecidos por todo o disco, destaco duas composições deste álbum que são arrebetadoras: “Moonchild” e “Jack-Knife Beat”, clássicos que, conseqüentemente, alçaram Rory ao patamar dos imortais, confirmando mais uma vez sua condição de ‘Guitar-Hero’ entre os maiores ‘heroes’ da época.

Faixas:
1- Do You Read Me
2- Country Mile
3- Moonchild
4- Calling Card
5- I'll Admit You're Gone
6- Secret Agent
7- Jacknife Beat
8- Edged In Blue
9- Barley And Grape Rag
10- Rue The Day (Bonus Track)
11- Public Enemy No. 1 (B-Girl Version)(Bonus Track)


http://sharebee.com/7b8904f5

24 de ago. de 2008

Irish Tour - Rory Gallagher - 74


retratarei aqui,pela segunda vez nessa semana,um dos ícones mais queridos e ‘underground’ por opção, dos saudosos anos 70. Trata-se do guitarrista Rory Gallagher.Em tempos onde o termo globalização ainda não havia sido criado, Rory Gallagher transcendeu em adotar e difundir de forma definitiva o Blues tradicional e o Hard Rock como seu estilo musical. Era chamado carinhosamente de ‘guitarrista das multidões’ em virtude de seu jeito despojado e comunicação com seu fiel público.Livre do estigma de sua ex- banda, a Taste que findara em 1971, e embasado em vendas consagradoras de seu álbum “Live in Europe” de 1972, que lhe valeu um disco de ouro, de “Blue Print” e “Tatto” ambos discos de estúdio de 1973 e ainda do “BBC’s Sessions” de 1974, quando teve a honra de ter sido convidado especial de seu ídolo e lenda viva do blues, Muddy Waters, Rory Gallagher ganhava a fama e o respeito mundial de uma forma definitiva.Com suas apresentações incendiárias e desprovidas de qualquer tipo de produção mais elaborada, tão comum aos grandes mitos de sua época, bastava para Rory sua fiel e detonada Stratocater e um cabo ligado direto ao seu amplificador para a magia acontecer.Calcado nesta realidade e na extrema vontade em permanecer em seu ‘habitat’ natural, que eram os palcos, o nosso ‘guitar-hero’ e sua gravadora resolveram repetir a dose e lançar mais um trabalho ao vivo em curto espaço de tempo, devido às impecáveis apresentações em sua terra natal, a Irlanda.Gravado nas cidades de Belfast, Dublin e Cork com a Lane Móbile Unit e tendo como apoio Gerry McAvoy no baixo, Lou Martin nos teclados e Rod de‘Ath na bateria, “Irish Tour” foi lançado em 1974 e rapidamente resultou em outro êxito, obtendo vendas superiores a dois milhões de cópias e servindo para Rory receber uma série de elogios por suas performances, sendo considerado pela conceituada revista Melody Maker, como melhor guitarrista daquele ano, culminando inclusive, com convites tentadores para fazer parte do Free de Paul Rogers,Ritchie Blackmore quando este saiu do Purple e até, pasmem, substituir Mick Taylor nos Rolling Stones.Fiel e purista em suas convicções, inclusive de não permitir-se participar de gravações de vídeos-clips e nada afeito ao ‘glamour’, seguiu carreira solo até falecer em 1995 vitimado por um transplante de fígado mal sucedido em meio a mais uma turnê, dentre as várias de sua brilhante carreira. Influenciou com sua arte e simpatia vários monstros sagrados do rock’n roll tais como Brian May, Jimmy Page, Gary Moore, Slash, Bono & The Edge, etc.Foram mais de 30 milhões de discos vendidos em todo mundo ao longo de sua trajetória,e isso em se tratando de um artista,que pelo menos que me conste,nunca fez qualquer concessão ao comercialismo. Para ter-se a idéia de sua relevância, em virtude do 50º aniversário da Fender, a Stratocaster de Rory foi adquirida junto à sua família: foi estudada, copiada fielmente e lançada numa versão limitada chamada Rory Gallagher Tribute Stratocaster. Privilégio para poucos e uma justa homenagem a quem devotou sua vida inteiramente ao Blues e ao Rock’n Roll.


Neste disco ao vivo Irish Tour,assim como no anterior,Live In Europe,é que dá pra sentir a força de Rory em cima de um palco,ao lado da extensão de seus braços,a Fender da foto acima.Note que é muito difícil flagrar Rory separado dela,raras são as fotos em que ele não aparece empunhando seu instrumento de magia,por isso mesmo postei aqui as duas capas de Irish Tour,uma seguindo a tradição de suas capas,e a outra da maneira como se vê,como se fosse uma folha de papel datilografada,simples como Rory sempre fez questão de ser.Irish Tour é um belo disco ao vivo onde Rory toca aacmpanhado de seus competentes companheiros,como o amigo inseparável Gerry McAvoy (Baixo),que o acompanharia até seus últimos dias,Lou Martin (Teclados)Rod de’Ath (Bateria e Percussão),uma banda coesa,que não se alongava fazendo solos intermináveis,como era comum na época,mas que nem por isso deixava de mostrar toda a competência,harmonia e coesão necessários a músicos propensos a grandes apresentações,e Irish Tour é uma grande apresentação ao vivo,das melhores que se pode encontrar por aí.

FAIXAS DO DISCO:

01. Cradle Rock
02. I Wonder Who
03. Tattoo’d Lady
04. Too Much Alcohol
05. As The Crow Flies
06. A Million Miles Away
07. Walk On Hot Coals
08. Who’s That Coming?
09. Back On My Stompin’ Ground (After Hours)

MÚSICOS:

Rory Gallagher (Vocais, Guitarra e Harmônica)
Gerry McAvoy (Baixo)
Lou Martin (Teclados)
Rod de’Ath (Bateria e Percussão

LINK:

19 de ago. de 2008

Rory Gallagher - Rory Gallagher - 70

Logo após o fim do power-trio Taste,em 1969,o ainda muito jovem guitarrista irlandês Rory Gallagher deu inicio à sua carreira solo,com este disco homônimo,que é simplesmente um disco lindo,que certamente merece estar na coleção de qualquer bom amante do rock honesto,de alta qualidade,sem firulas,por que era assim que Rory era,simples,sem firulas,(não usava pedais,ligava sua Fender diretamente no amplificador)mas um músico extraordinário,que aliava como poucos técnica,feeling,e construía melodias realmente cativantes com sue velha Fender Strato caster de segunda mão,que ele adquirira ainda na adolescência,na Irlanda natal,e que nunca abandonaria ao longo de sua extensa discografia - toda de alta qualidade,diga-se de passagem- e curta vida,pois morreu em Junho de 1995 em decorrência de complicações após uma cirurgia para transplante hepático. Apesar de ter sido criado em Cork, uma pequena cidade na costa leste da Irlanda, Rory estava sempre atento aos blueseiros americanos, que ele considerava os verdadeiros pais da música contemporânea. Em uma entrevista ele declarou: "Mesmo que você não goste do gênero, é preciso ouvir muito blues para se ter consciência de quanto tempo é necessário até se chegar a ser um grande guitarrista. Eles é que entendem do riscado". Em outra ocasião disse: "Quando estou ouvindo música, gosto de ser arrancado da cadeira e ser jogado pelos quatro cantos da sala. Eu gosto de garra, pique, o que pode ocorrer com músicas lentas também. Não existe essa história de autenticidade em música, se ela é bem tocada e o sentimento sincero, a música é boa".A música de Rory foi sua religião. A convicção e sinceridade com a qual ele a teve projetada, assegurou-lhe um lugar na história do rock e angariou para si aclamadas críticas como um dos grandes porta-vozes do rock e blues. Os novos álbuns ampliaram e multiplicaram o que já se sabia sobre Rory, as performances que o mostravam sob nova óptica. Este disco que posto aqui não é considerado o melhor da carreira de Rory,mas ainda assim é um disco excelente,em que nos deliciamos,saboreando cada música com um sentimento de enorme satisfação ao final de cada uma delas,e ficamos aguradando para nos deliciarmos com a música seguinte,mas mesmo assim dá pra destacar I Fall Apart,ou a música de abertura,Laundromat,o desbunde de slide-guitar em Sinner Boy,e ainda a explosão de talento em For the Last Time,certamente uma das melhores performances de guitarra que eu conheço,onde Rory simplesmente arrebenta em um dos solos mais lindos que já tive o prazer de ouvir,nada de extremo virtuosismo - não combinava com ele,mas vários solos entrecortando a música,fazendo o ouvinte sentir exatamente a mesma sensação que ele cita na frase acima.Rory era um cara bastante simples e de temperamento afável, que sempre se relacionou bem com seus músicos, sendo que sua banda sofreu poucas alterações durante sua carreira.Rory Gallagher é,sem sombra de dúvida,um dos melhores guitarristas de todos os tempos.Ouvi-lo tocar me faz ter o seguinte pensamento:Será que quando algum desses novos guitar-heroes,ao ouvir o som desse cara,não se perguntam: ''será que eu sou tão bom assim?''.

Faixas

1. Laundromat
2. Just The Smile
3. I Fall Apart
4. Wave Myself Goodbye
5. Hands Up
6. Sinner Boy
7. For The Last Time
8. It's You
9. I'm Not Surprised
10. Can't Believe It's True
11. Gypsy Woman
12. It Takes Time
http://www.badongo.com/file/10275479
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