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23 de ago. de 2008

Tommy Bolin - Energy - 72


Posto hoje aqui o primeiro disco solo do grande guitarrista Tommy Bolin,gravado após o fim de sua primeira banda,o Zephyr,e antes do cara ficar conhecido mundialmente,como guitarrista da James Gang e depois,do Deep Purple.Energy é,também,o disco que chamou a atenção de Billy Cobhan para o jovem guitarrista americano,que de menino só tinha mesmo a cara,pois tocava como gente grande.Apesar de ser creditado como um disco solo de Bolin,Energy era o nome da banda que o jovem gênio montou após o fim do Zephyr.A habilidade de Bolin chamava atenção (inclusive de Jimmy Page, que o elogiou no palco quando a banda abriu um dos shows do Led Zeppelin), mas o grupo não decolava, após dois bons discos, em 71, Tommy pulou fora para montar o seu próprio grupo, o Energy – influenciado por luminares do jazz rock, como o Weather Report e a Mahavishnu Orchestra. O Energy fazia sucesso no circuito de shows, mas não conseguia descolar um contrato de gravação, apesar da fama corrente de Tommy Bolin como guitarrista. Foi quando surgiu o convite de Billy Cobham, o super baterista da Mahavishnu Orchestra, para que Bolin fosse seu guitarrista no seu legendário álbum solo “Spectrum”, de 1973.Como a fama de Bolin é crescente nos últimos anos,o sempre honesto pessoal das gravadoras preferiu lançar o disco com o nome Bolin estampado na capa,creditando como um disco solo o que na verdade era um trabalho de banda,ainda que essa banda fosse dele,e neste disco já dá pra perceber que Bolin não entrava em projeto algum sem deixar sua marca particular,podemos encontrar em Energy peculiaridades sonoras que Bolin imprimiria mais tarde em todos os seus trabalhos posteriores,traço típico de um guitarrista que tinha personalidade própria,ainda que navegando por vários estilos,como funk,jazz,blues e rock.Uma raridade que vale a pena baixar,pra todos aqueles que gostam de Bolin em particular,e de boa música em geral.Fica em Energy a primeira versão da música Dreamer,mais tarde regravada no segundo disco solo oficial de Bolin,Teaser,já que Energy,apesar de ser lançado como disco solo,é,na verdade,homônimo da banda Energy.
FAIXAS DO DISCO:
1. Red Skies
2. Heartlight
3. Hok-O-Hey
4. Got No Time For Trouble
5. Limits
6. Eyes Of Blue
7. Dreamer
8. Miss Christmas
9. Naked Edge
10. Sky Sail
LINK:

31 de jul. de 2008

Billy Cobham - Spectrum - 1973

Quando ouvi esse disco pela primeira vez, eu não imaginava que depois daquele dia eu nunca mais deixaria de lembrar uma frase que eu disse a respeito da música “Stratus”: “essa música tem que ser ouvida no talo!”. E foi o que fiz.O panamense Billy Cobham já havia adquirido grande respeito desde suas sessões com Miles Davis, em seu revolucionário "Bitches Brew", mas o grande estrondo veio com a Mahavishnu Orchestra, que fez dele um nome super cotado entre músicos de diversos gêneros musicais, no início dos anos 70.A merecida popularidade ajudou-o a lançar esse seu primeiro álbum solo, em 1973. Músicas envolventes, arranjos complexos, muita adrenalina e uma modéstia singular fazem desse disco um trabalho não de baterista para bateristas, mas sim um álbum universal, altamente recomendado para qualquer um que queira ter o prazer de se emocionar com essa pérola do jazz-rock / fusion.Digo modéstia singular porque apesar de ser o disco solo de um grande baterista, todos os outros músicos que aqui participam acabam dividindo a cena com o batera, a começar com “Quadrant 4”, uma paulada no pé da orelha que no início tem o batera e o espetacular tecladista Jan Hammer quebrando tudo. Em seguida vem o baixo pulsante de Lee Sklar, fazendo a “cama” para a entrada triunfal da guitarra quente e esmerilhante do mestre Tommy Bolin, até então um jovem guitarrista que estava chamando a atenção por seu estilo marcante, mestre do pedal delay e com grande versatilidade, vide suas posteriores passagens por bandas como Zephyr, James Gang e Deep Purple.Foi em Spectrum que Bollin chamoou a atenção do mundo da música,arrancando comentários elogiosos de nomes como Jeff Beck,Jimmy Page,David Gilmour e até mesmo do genioso Ritchie Blackmore,que o teria indicado para substitui-lo no Purple.Não vou ficar aqui descrevendo música por música porque esse álbum é indescritível e nada melhor do que você escutá-lo e tirar as suas próprias conclusões, mas vale lembrar que um time de peso participa desse play, como o grande baixista Ron Carter, na música “Spectrum”.Outras músicas que completam o disco são as envolventes “Le Lis” e “Red Baron” e a porrada “Taurian Matador”, mas sugiro que comece a ouvir esse álbum da mesma forma que eu comecei, ou seja, com “Stratus” e o volume no máximo. Aguarde a introdução pois ela reserva uma surpresa incrível assim que Billy Cobham dá a última batida e o baixo entra. FANTÁSTICO!!!!!!!!
Faixas:
1-"Quadrant 4" – 4:20
2-"Searching For the Right Door" – 1:24
3-"Spectrum" – 5:09
4-"Anxiety" – 1:41
5-"Taurian Matador" – 3:03
6-"Stratus" – 9:50
7-"To the Women of My Life" – 0:51
8-"Le Lis" – 3:20
9-"Snoopy's Search" – 1:02
10-"Red Baron" – 6:37

http://rapidshare.com/files/35959915/SPECTRUM.rar

2 de jul. de 2008

Tommy Bolin - The Ultimate (2CD Box Set, 1989)

Esta retrospectiva do saudoso guitarrista vinha em uma caixa tamanho LP com 2 CDs e um excelente livro com biografia e fotos espetaculares. Os disquinhos dão uma retrospectiva da carreira do Bolin com uma média de 2 faixas de cada disco que ele gravou e mais uma faixa inédita até então.O primeiro grupo profissional de Tommy Bolin foi o Zephyr, formado em 1968 por Bolin e pelo casal Candice Givens (vocalista) e David Givens (baixo) e mais John Faris (teclados) e Robbie Chamberlain(bateria). A música do grupo era uma mistura de rock, funk, jazz, blues e em 1969 foram contratados pelo selo Probe. O primeiro disco, homonimo, saiu no mesmo ano. O segundo disco do Zephyr saiu pelo selo Warner Brothers. "Going Back To Colorado" saiu em 1971, gravado no famoso estúdio Electric Ladyland. Depois de dois anos de muitas tours, o grupo evoluiu muito e tocava muito mais desenvolto. Houve uma troca de bateristas, Bobby Berge sendo o substituto. Mas Tommy se desencantou com o rumo que o som do Zephyr havia tomado. Assim, junto com Berge, eles sairam em 1972 e formaram o Energy, junto com o flautista Jeremy Steig, Tom Stepherson (teclados) e Stanley Sheldon (baixo). O Energy tinha uma natureza mais voltado à fusão de rock e jazz, sendo seu forte as improvisões e longas jam sessions. Eles chegaram a gravar várias demos, mas nenhuma gravadora se interessou e o grupo acabou encerrando atividades sem gravar nenhum disco. Várias faixas apareceram mais tarde em coletaneas de faixas inéditas de Bolin. Alem disso, "Lady Luck", que mais tarde apareceu no "Come Taste The Band" do Deep Purple e "Dreamer" do disco solo "Teaser" de Bolin tiveram sua origem na época do Energy.Atraves da amizade de Bolin com o tecladista Jan Hammer, ele conheceu o excepcional baterista Billy Cobham, recem saído de sua estada no Mahavishnu Orchestra. Em outubro de 1973 Bolin foi chamado para participar do disco solo de Cobham, "Spectrum". Muito por causa dos solos esplendidos de Tommy o album é um marco e um dos melhores discos do estilo. Um dos pontos altos do disco está inclusa aqui, "Quadrant 4".O próximo passo foi um convite para integrar o The James Gang. Ele foi chamado pelo próprio guitarrista fundador do grupo, Joe Walsh para substituir Domenic Troiano, que não havia se adaptado ao grupo. Era 1973 e Troiano foi para o Guess Who e Tommy entrou para o lendário The James Gang. Em apenas alguns meses o primeiro disco do grupo estava nas lojas, "Bang". A maior parte das composições era de Bolin, na verdade 8 das 9 faixas do disco. O disco tambem marca a primeira vez que Tommy faz o vocal principal, o que acontece na faixa "Alexis" (tambem incluida aqui na caixa). Infelizmente a lua de mel com os integrantes do The James Gang logo se deteriorou, com os demais membros se mostrando insatisfeitos com as músicas de Tommy. O segundo disco, "Miami", lançado em 1974, mostra um Bolin perdendo interesse no som do grupo. Apesar disso existem vários pontos altos, especialmente na grande guitarra dele em faixas como "Spanish Lover". De todo modo o disco chamou a atenção de Richie Blackmore declarando que Tommy Bolin era um dos poucos guitarristas americanos dignos de atenção.Ele finalmente saiu do The James Gang no final de 1974 e participou das gravações de um disco do grupo Rainbow Canyon. Ainda participou de sessões de gravações de Dr. John e de Alphonse Mouzon, baterista de jazz. Tommy participou de 4 faixas do disco de Mouzon, "Mind Transplant", duas delas estão aqui. O som é próximo ao do disco de Billy Cobham, rock-jazz fusion.Por essa época a Atlantic Records ofereceu a Bolin a chance de gravar seu próprio disco solo. A idéia inicial dele era gravar um LP com um lado de músicas com vocais e o outro com instrumentais com um muito espaço para a experimentação. Quando a Atlantic começou a dar muitos palpites sobre como o disco deveria ser, Bolin voltou atrás e decidiu adiar o projeto e começou a gravar demos com suas músicas e com ele mesmo como vocalista. Foi ajudado nisso por integrantes dos Beach Boys que lhe deram dicas de técnica vocal. Uma das demos está nesta caixa tambem, "Brother Brother", uma faixa inédita então. Essas demos lhe renderam um contrato com a gravadora de jazz Nemperor. Nesse meio tempo um desesperado Deep Purple procurava por Bolin após ter seu guitarrista fundador Richie Blackmore deserdado o grupo após o ótimo disco "Stormbringer". Blackmore saiu em meados de 1975 para fundar seu próprio grupo, o Rainbow. O Deep Purple decidiu continuar sem Blackmore e seus membros fizeram listas de prováveis substitutos. David Coverdale foi quem indicou Bolin para um teste. O problema era que ninguem conseguia localizar o homem. Foi um dos roadies do Purple que conseguir achar Bolin, que na época morava em Malibu. Bastou a Bolin plugar sua guitarra em um stack de 4 Marshalls para ser aprovado no Purple. Em pouco tempo Bolin e Coverdale compuseram material para metade de um disco. Entre maio e junho de 1975 Bolin tirou um intervalo para gravar seu disco solo "Teaser". Em julho ele se reuniu novamente com o Purple para uma série de ensaios sérios para um novo disco e turnê. Ele alternou seu tempo entre as mixagens do seu disco solo, as gravações de "Come Taste The Band" e ainda os ensaios para a turnê, que se iniciaria no Havaí. A reação ao disco do Purple foi de perplexidade. Enquanto hoje em dia já se dá o status de clássico ao disco, à época parecia uma heresia a mudança de sonoridade que o disco tem. Ao invés de músicas marcadas pelos famosos riffs de guitarra de Blackmore havia agora um avanço para um lado mais funky e jazzy, alem de vocais quase soul, algo que Glenn Hughes já tinha, mas que é marcante aqui. Em relação aos discos anteriores do Purple foi um fracasso comercial. Mas aos poucos os fãs começaram a reconhecer os méritos do disco. Um dos pontos altos é o instrumental "Owed to 'G'", G, no caso, significa George Gershwin. Quase ao mesmo tempo "Teaser" tambem foi lançado. Disco extremamente variado, mostrando várias facetas do músico Tommy, com a usual variedade estilo de que era capaz.Neste ponto é que o Deep Purple toma conhecimento do estado de saúde de Bolin, que estava viciado em heroína. Na véspera da turnê, Tommy faz uma má aplicação e acerta um músculo, o que lhe paralisa o braço esquerdo e na maior parte dos shows ele tem que tocar sem sua usual habilidade. Na impossibilidade de desmarcar os shows, Jon Lord arca com a responsabilidade de fazer os solos que Tommy estava incapaz de fazer.A tour pela Asia estava irremediavelmente arruinada; platéias vaiavam Bolin e clamavam pela volta de Ritchie. Os shows do Japão já estavam agendados para serem gravados e um Purple desgostoso teve que engolir o souvenir destes shows, o "Last Concert In Japan", que absolutamente não é o retrato do que Bolin podia fazer.Em 1976 começa a tour pela America. Com Bolin recuperado alguns shows são realmente excitantes e ele estava novamente confiante. Mas em seguida vinha outro passo difícil: a tour pela Inglaterra. Como Ian Paice chegou a explicar, nos shows Tommy precisava de um tempo para esquentar e engatar. A platéia britanica foi impiedosa. As vaias eram rotina e com isso Bolin não suportou a pressão. Era o fim dele no Purple."Private Eyes", o segundo solo dele foi gravado em seguida. Apesar de não ser bom como "Teaser" tinha seus momentos, como "Hello Again". Novamente é um disco bastante eclético, que tem desde jazz-rock a pop.Em meio a isso Bolin ainda foi requisitado para gravar no disco de estréia do Moxy, que tambem tem duas faixas nesta coletanea.Para a promoção de "Private Eyes" Tommy montou o Tommy Bolin Band, que abriu shows para Robin Trower e Jeff Beck. Justamente num desses shows abrindo para Beck, em 3 de dezembro de 1976 que Tommy desmaiou após chegar ao hotel. Quando a ambulancia chegou ele já estava morto. Com 25 anos de idade Tommy morreu de intoxicação multipla de drogas. Justamente em um momento em que ele estava planejando vários trabalhos novos e estava tentando se livrar dos vícios. "The Ultimate" dá uma boa mostra do potencial de Tommy e o que o mundo perdeu.

Disco 1:
1.sail on (zephyr)
2.cross the river (zephyr)
3.see my people come together (zephyr)
4.showbizzy (zephyr)
5.alexis (the james gang)
6.standing in the rain (the james gang)
7.spanish lover (the james gang)
8.do it (the james gang)
9.quadrant 4 (billy cobham)
10.train (moxy)
11.time to move on (moxy)

Disco 2:
1.golden rainbows (alphonse mouzon)
2.nitroglycerin (alphonse mouzon)
3.gettin' tighter (deep purple)
4.owed to 'g' (deep purple)
5.you keep on moving (live, deep purple)
6.wild dogs (live, deep purple)
7.dreamer (tommy bolin)
8.people, people (tommy bolin)
9.teaser (tommy bolin)
10.sweet burgundy (tommy bolin)
11.shake the devil (tommy bolin)
12.brother, brother (tommy bolin)

http://rapidshare.de/files/39896452/Tommy_Bolin_-_The_Ultimate_-_by_lets_rock.rar.html

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