8 de ago. de 2009

Bob Dylan & The Band (1974) Before The Flood

O Bob Dylan da primeira metade dos anos 70 era um artista difícil de ser catalogado.

Apesar de estar produzindo álbuns, participando de filmes, escrevendo livros e sendo entrevistado sem parar, era visto como um artista em crise e com discos poucos representativos desde o final dos anos 60.

Entediados, críticos procuravam por um "novo Bob Dylan" e um dos primeiros a ser buscado foi Bruce Springsteen que, sabiamente, fugiu às comparações. E não só a crítica procurava um "novo Dylan": a própria gravadora ordenou que John Hammond - produtor - saísse a caça.

Mas se há uma coisa boa em gênios como Dylan é a capacidade de ficar "surdo" ao que é dito e seguir em frente, sem se preocupar com comentários.

E o Dylan que começava o ano de 1974, já tinha lançado um belo disco de estúdio, Planet Waves. O novo disco foi recebido de maneira diversa e apenas três canções seriam tocadas na nova turnê.

Enquanto o disco novo era lançado, o cantor tinha outras preocupações. Ele estava ansioso em cair na estrada com a única banda que realmente sabia soar como gostava: The Band.

As negociações para uma nova turnê começaram em novembro de 1973, enquanto Planet Waves era gravado e rapidamente uma histeria tomou conta dos fãs e da imprensa.


E Dylan não queria repetir a loucura e tensão que aconteceram entre 1965 e 1966 quando excursionou também com o Band, na época, chamados de The Hawks. Por isso, ele queria apenas fazer shows em uma dúzia de cidades em lugares de boas condições técnicas.

Os empresários ficaram desesperados e explicaram que seria um suicídio comercial. Depois de alguma negociação, ficou acertado que a turnê teria 40 cidades em seis semanas.

No dia 4 de janeiro de 1974, a banda abre a série de shows, em Chicago, em um dia tremendamente frio. Mas Dylan estava mais calmo e confiante do que nunca.

Nas seis semanas seguintes, o show apresentou 53 músicas dos dois artistas.

O show não era apenas uma apresentação de Dylan cantando suas músicas e acompanhado pelo Band, era muito mais do que isso. Apesar de abrirem com as composições de Dylan, em boa parte do show ele deixava o palco, onde o grupo reinava absoluto para tocar suas composições. Afinal, The Band era um grupo grande demais e tinha uma carreira mais do que consolidada para ser um mero grupo de apoio.

A turnê tornou-se um estrondoso sucesso. Apesar de terem apenas 650 mil lugares disponíveis, mais de 5 milhões de pedidos foram feitos.

Os fãs eram obrigados a disputar ingressos com membros dos clãs Kennedy e Rockfeller, e a turnê causou um interesse nunca antes visto.

Em palco, Dylan canta de maneira diferente, mais suave e contido, lembrando muito o Dylan "crooner" do disco Nashville Skyline. Dessa forma, algumas canções são totalmente reestruturadas, ganhando uma nova dimensão e interpretações desconhecidas.

Após as seis semanas de excursão, começaram os trabalhos para separar as músicas que entrariam no disco ao vivo, devidamente planejado.

Apesar de gravarem várias apresentações, a maioria delas saiu dos três últimos dias, onde tocaram no Inglewood Forum, em Los Angeles. A produção seria assinada por Dylan e The Band, que chamaram Rob Fraboni e Phil Ramone para serem engenheiros e fazer a mixagem.

Ao ser editado, em junho de 1974, Before the Flood, se tornou um sucesso, chegando ao terceiro posto na Inglaterra e na América.

O título foi tirado do livro Farn Mabul do autor iídiche Sholem Asch; Bo Dylan era amigo do filho de Sholem, Moses, dono do selo Folkways Records, gravadora de muita importância no começo da carreira do cantor.

O disco vendeu bem, mas sofreu perdas significativas com a abundâncias de discos piratas que apareceram no mesmo período, com boa qualidade de som e que cobriam todas as apresentações.

Ao ser editado, o disco trazia as seguintes faixas, todas de Bob Dylan, exceto as indicadas:

Lado 1

1. "Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)" – 4:15
2. "Lay Lady Lay" – 3:14
3. "Rainy Day Women #12 & 35" – 3:27
4. "Knockin' on Heaven's Door" – 3:51
5. "It Ain't Me, Babe" – 3:40
6. "Ballad of a Thin Man" – 3:41

Lado 2

1. "Up on Cripple Creek" (Robbie Robertson) – 5:25
2. "I Shall Be Released" – 3:50
3. "Endless Highway" (Robertson) – 5:10
4. "The Night They Drove Old Dixie Down" (Robertson) – 4:24
5. "Stage Fright" (Robertson) – 4:45

Lado 3

1. "Don't Think Twice, It's All Right" – 4:36
2. "Just Like a Woman" – 5:06
3. "It's Alright, Ma (I'm Only Bleeding)" – 5:48
4. "The Shape I'm In" (Robertson) – 4:01
5. "When You Awake" (Richard Manuel/Robertson) – 3:13
6. "The Weight" (Robertson) – 4:47

Lado 4

1. "All Along the Watchtower" – 3:07
2. "Highway 61 Revisited" – 4:27
3. "Like a Rolling Stone" – 7:09
4. "Blowin' in the Wind" – 4:30

Os músicos dividiram-nos seguintes instrumentos:

Bob Dylan: guitars, harmonica, piano, vocal
Garth Hudson: Lowrey organ, clavinet, piano, synthesizer, saxophone
Richard Manuel: piano, electric piano, organ, drums, vocal
Robbie Robertson: electric guitar, vocal
Rick Danko: bass, fiddle, vocal
Levon Helm: drums, mandolin, vocal

O lançamento era muito importante para o Band, que precisava cumprir seu contrato com a Columbia. Por esse motivo, ganharam um lado inteiro (B) só com composições próprias.

O disco abria com canções do período Blonde on Blonde - "Most Likely You Go Your Way (And I'll Go Mine)" e "Rainy Day Women #12 & 35", intercalando com o sucesso da trilha-sonora Pat Garrett and Billy the Kid - "Knockin' on Heaven's Door" - e fecha o lado A com uma emocionante versão de "Ballad of a Thin Man".

O lado B era todo dedicado ao The Band. A surpresa viria no lado C, onde Dylan começa o show apenas de violão e gaita, tocando "Don't Think Twice, It's All Right" e fazendo uma versão linda para a mais que delicada "Just Like Woman".

The Band retorna com três números clássicos de seu repertório - "The Shape I'm In", "When You Awake" e "The Weight" e encerram o show com clássicos de Dylan, com o próprio cantor.

Um lançamento espetacular que mostrava à Columbia que não era necessária buscar novos Bob Dylans, até porque Dylan voltaria com força total lançando uma série de discos entre 1975 e 1976 de tirar o fôlego - e o dinheiro dos fãs.


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Texto de Rubens do site Mofo e links do Seres da Noite

4 de ago. de 2009

Shawn Lane - Powers of Ten -1992


Shawn Lane foi um guitarrista extremamente talentoso,dono de uma técnica ímpar, que infelizmente nunca foi aplaudido por outros que não os críticos e os amantes da guitarra. Quando garoto ele estudou piano e cello; aos dez passou à guitarra e montou uma banda com os colegas de escola. Como todos os instrumentos ficavam na sua casa, na ausência dos amigos ele foi aprendendo bateria e baixo também. Aos 16 ele entrou para o Black Oak Arkansas com o qual ficou por 4 anos e depois foi tocar com Willie Nelson, Johnny Cash e outros. Durante 2 anos ele trabalhou nesse seu álbum de estréia que é meio difícil de definir: tem erudito, jazz, prog... e ele toca todos os instrumentos. Depois do seu lançamento, a revista Guitar Player o elegeu o melhor guitarrista do ano e a revista Keyboard Player, o segundo melhor "tecladista". Aí, ele partiu para uma parceria de 10 anos com o baixista Jonas Hellborg, lançando discos bastante experimentais com elementos musicais do oriente médio e um segundo disco solo, até falecer em 2003 de uma doença no pulmão.

Powers of Ten -1992


1 Get You Back
2 West Side Boogie
3 Not Again
4 Esperanto
5 Illusions
6 Piano Concertino: Transformation of Themes 7 Powers of Ten: Suite
8 Paris
9 Rules of the Game
10 Gray Pianos Flying
11 Epilogue (For Lisa)

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por Mega Marcelo

1 de ago. de 2009

Budgie - Never Turn Your Back On A Friend - (1973)

Power-trio formado em 1968 em Cardiff (Inglaterra)

Em 1973 lançam sua obra-prima, "Never Turn Your Back On A Friend".

O que vinha sendo apenas insinuado então se confirma, longas e pesadas (para a época) faixas entremeadas de interlúdios extremamente melódicos, aliados à instrumentação afiada dos três membros, e o vocal extremamente peculiar de Burke (estranhíssimo de início, lembra um pouco o Geddy Lee) fazem deste play "discoteca básica" de qualquer coleção de hard-rock que se preze! É deste disco que temos a versão original de "Breadfan" coverizada bem mais tarde pelo Metallica.

Além disso ainda tem arte de Roger Dean na capa.

Never Turn Your Back On A Friend - (1973)

01 Breadfan
02 Baby Please Don't Go
03 You Know I'll Always Love You
04 You're The Biggest Thing Since Powdered Milk
05 In The Grip Of A Tyrefitter's Hand
06 Riding My Nightmare
07 Parents

Burke Shelley - baixo, vocais
Tony Bourge - guitarra
Ray Phillips - bateria

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por João Luis da Sábado Som

Stone Axe - Stone Axe (2009)



Stone Axe é outra "two men band" . Tony Dallas Reed (guitarrista e vocalista da banda americana Mos Generator) toca todos os instrumentos, e os vocais ficam a cargo de Brinkerhoff (The Swinos).
A estética dos anos 70 está presente lembrando Free e Bad Company mas o disco tem uma pegada de stoner rock.
Tony toca tudo muito bem, mas louve-se também a voz poderosa e quente de Brinkerhoff que soa como um cruzamento de Paul Rodgers com David Coverdale.
Riffs incríveis, muita paixão e excelente rock'n roll; direto na jugular.

Faixas:

01 Riders Of The Night
02 My Darkest Days
03 Black Widow
04 Sky Is Falling
05 There'd Be Days
06 The Skylah Rae
07 Rhinoceros
08 Diamonds & Fools
09 Return Of The Worm
10 Taking Me Home

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31 de jul. de 2009

Gäa - Auf Der Bahn Zum Uranus (1973)



O nome da banda é estranho, do mesmo modo que o título do disco, mas o som é magnífico! Esta rara pérola de 1973 é dos grandes álbuns Hard-Prog da história, com magníficas composições executadas por grandes músicos. Trata-se de um progressivo bem ao estilo alemão, com doses exatas de peso, melodia, lirismo e esquisitices. Item obrigatório em todas as coleções.

1.Uranus (9:45)
2.Bossa Rustical (4:07)
3.Tanz Mit Dem Mond (7:26)
4.Mutter Erde (6:59)
5.Welt Im Dunkel (7:07)
6.GAA (7:33)

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Cold Sun - Dark Shadow (1969)



Excelente album pra quem gosta de uma boa e velha psicodelia, guitarras distorcidas se destacam no album, banda com influência em diversas bandas psicodelicas da época como 13Th Floor Elevator e Kaleidoscope, destaque para a faixa Ra-Ma com os seus mais de 11:00.
Bastannte indicado a apreciadores do estilo.

1.South Texas - 5.19
2.Twisted Flower - 3.02
3.Here in The Year - 8.53
4.For Ever - 4.26
5.See What You Cause - 3.41
6.Fall - 7.12
7.Ra-Ma - 11.18
8.Live Again [Live Bonus 1972] - 10.18
9.Mind Aura [Live Bonus 1972] - 7.26

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30 de jul. de 2009

Agnes Strange - Theme for a Dream (1972-1974)

Agnes Strange foi um trio de Southampton, Inglaterra, liderado pelo vocalista-guitarrista John Westwood. A banda faz um heavy blues rock muitas vezes comparado com Taste, Groundhogs e Budgie. Os riffs de guitarra são pesados e bem trabalhados, a bateria é frenética e tem enorme destaque, o baixo bem colocado.
Um power trio impecável que fez um disco poderoso que se ouve sacudindo a cabeça!

Faixas:
01.Theme For A Dream
02.Messin' Around
03.Graveyard
04.Rockin ' In ' E
05.Dust In The Sunlight
06.The Day Dreamer
07.Book With No Cover

Bonus Tracks
08.Failure (Demo)
09.Motorway Rebel (Demo)
10.Children Of The Absurd (Demo)
11.Clever Fool (Demo)
12.Strange Flavour (Demo)
13.Odd Man Out (Demo)
14.Highway Blues (Demo)

*John Westwood: lead guitar & vocals
*Alan Green: bass & vocals
*Dave Rodwell: drums & vocals

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espelho
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por Giulianella Furlan

2 de jul. de 2009

Stone Circus - Stone Circus (1969)



Banda que mistura um som bem no melhor estilo pop-rock psicodélico, um album muito bem trabalhado de melodias simples mas que podem grudar facilmente na cabeça de qualquer um.
Grande instrumentação, boas guitarras e orgãos, belas linhas de baixo e uma bateria bem solida fazem desse trabalho um album super agradável do seu começo ao fim.

1.What Went Wrong
2.Adam's Lament
3.Mr. Grey
4.Blue Funk
5.Carnival Of Love
6.Sara Wells
7.Inside-Out Man
8.Camino Real
9.People I Once Knew


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Joseph Pusey - In My Lady's Chamber (1977)



O musico Joseph Pusey(ex-Yellow Autumn) é um excelente musico, e mostra isso nesse album, principalmente a parte instrumental que é muito bonita, um album que contem apenas violões, flauta, algumas percursões, alguns barulhos de sino, mas que em nada deixa quem escuta sentindo um vazio no som.
Pra quem gosta de folk psicodélico esse album é simplesmente obrigatório.

1.The Chambermaiden's Dream
2.Blue Jay Preacher
3.The Lady Nicolette
4.Renaissance
5.A Cotton Tale
6.The Red Planet Descends
7.After The Rain
8.In My Lady's Chamber

http://www.badongo.com/pt/file/8296664

The Moving Sidewalks - Flash (1968)



Banda que teve como integrante Billy Gibbons, sim ele mesmo, o guitarrista barbudo do ZZ.Top.
A banda tem um som psicodelico, só que na época as bandas psicodelicas do Texas não tinham toda aquelas florestas encantadas e flores no cabelo dos hippies como acontecia na California e em Londres. Lá a influência de todos os musicos eram obrigatoriamente o Blues, principalmente pelos guitrristas, caso de Gibbonn. Com isso o The Moving Sidewalks aparecia no cenário com o seu charme especial em meio a tantas bandas de rock psicodelico, fazendo uma espécia de blues garageiro que influenciaria e muito o movimento Stoner Rock, 30 anos depois.
Flash, unico album da banda, mostrava tanto um lado bluseiro bem toscão, quando um lado mais de experimentações de estudio.
A sonoridade lembrava as loucuras da 13th Floor Elevators e o som rasgado de bandas britânicas como a Rolling Stones e Pretty Things.
The Moving Sidewalks sem dúvida é uma banda pra quem não gosta de viagens lisérgicas bonitinhas e prefere pancadas garageiras bem distorcidas ao ouvido.
Otimo album.

1.Flashback
2.Scoun Da Be
3.You Make Me Shake
4.You Don't Know The Life
5.Pluto September 31st
6.No Good To Cry
7.Crimson Witch
8.Joe Blues
9.Eclipse
10.Reclipse

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19 de jun. de 2009

Deep Purple com Yngwie Malmsteen & Jon Lord: State Of Love And Trust - Int'l Forum, Tokyo, Japan 2009.





Deep Purple - State Of Love And Trust. (The See No Evil)
Recorded Live at International Forum, Tokyo, Japan - April 15, 2009.

Disco 1
01. Intro
02. Highway Star
03. Things I Never Said
04. Into The Fire
05. Strange Kind Of Woman
06. Rapture Of The Deep
07. Mary Long
08. Contact Lost
09. Sometimes I Feel Like Screaming
10. The Well Dressed Guitar
11. Wring That Neck
12. The Battle Rages On

Disco 2
01. Don Airey Solo
02. Perfect Strangers (with Jon Lord)
03. Space Truckin'
04. Steve & Yngwie Guitar Solo
05. Smoke On The Water (with Jon Lord & Yngwie Malmsteen)
06. Hush Incl. Drum Solo
07. Black Night
08. Outro
09. Woman From Tokyo

*Deep Purple 2009 Tour*
Formação: Ian Gillan :: Roger Glover :: Ian Paice :: Steve Morse :: Don Airey.
Convidados: Yngwie Malmsteen :: Jon Lord .


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Iron Maiden - Secret Gig at the Marquee Club



Com o término da Slavery Tour de 1985,os caras tiraram seis meses de merecidas férias,nesse meio tempo Adrian Smith e Nicko McBrian decidem trampar num projeto solo e chamam amigos como Dave Colwell: os violões (Samson) aquele que escreveu Reach Out (Wasted Years B-side), Andy Barnnet: Violões (Urchin & FM) e Martin Connoly (o Amigo de Nicko),o set list inclui canções de todos os memmbros e ainda cover do Thin Lizzy, ZZ top e duas músicas de Adrian.
Foram dois concertos,essa gravação é do primeiro dia.Bruce Dickinson e Steve Harris se juntaram a banda na hora dos Bises com Losfer Words,2 Minutes To Midnight,Rosalie e Tush.

Faixas:

Juanita

See Right Through You

Reach Out

Chevrolet

Silver & Gold

That Girl

Fighting Man

School Days

She's Gone

Try

Losfer Words

2 Minutes To Midnight

Rosalie

Tush

http://www.sendspace.com/file/zcit8t

Traffic - The Low Spark of High Heeled Boy (1971)


Este é o sétimo álbum desta banda lidera pelo "garoto prodígio" Steve Winwood após a sua passagem pelo supergrupo, de vida curta, Blind Faith (Ginger Baker, Steve Winwood, Rick Grech e Eric Clapton) com o lançamento do álbum homônimo em 1.969.

Neste disco, acho, que Winwood quis provar que não era apenas um darling da mídia e que realmente tinha um grande talento, e acho que conseguiu.


1. Hidden Treassure (4:16) - esta é primeira faixa do álbum e inicia-se com uma bela flauta que nos introduz a melodia da música, guiando a música junto com o teclado de Winwood.

2. The Low Spark of High-Heeled Boys (12:10) - nesta música percebemos o grande talento de Winwood no piano e o grande entrosamento da banda, com destaque para a ótima percussão de Reebop. Esta faixa começa lenta com o piano e a percussão dando uma acelerada no refrão, mas nada que comprometa sua beleza. Esta é a maior música do álbum.

3. Rock & Roll Stew (4:29) - esta é a música mais "suingada" da disco lembrando um pouco o Deep Purple fase Coverdale/Hughes/Bollin. Simplesmente maravilhosa.

4. Many a Mile To Freedom (7:12) - esta música inicia-se com uma guitarra muito parecida com a música I've Got a Feeling dos Beatles (Beatles... progressivo ou não? ), mas depois a música toma outro rumo, inclusive com uma parte de flauta maravilhosa acompanhada de um ótimo solo de guitarra.

5. Light up Or Leave Me Alone (4:53) - Um blues elétrico a lá Cream, muito, muito bom, não é 100% progressiva, mas é muito boa.

6. Rainmaker (7:39) - começa com uma flauta vinda de longe, é a mais triste do álbum, mas também é muito bonita. Grand Finale.


Não é um disco 100% progressivo, de uma banda não progressivo, mas é um grande álbum para quem curte uma boa música.

Formação:
Jim Capaldi; bateria, teclados , vocal. Steve Winwood; guitarra, teclados, vocal. Rick Grech; baixo. Jim Gordon; bateria. Reebop Kwaku Baah; percussão. Chris Wood; sax, flauta.


Faixas:
1. Hidden Treassure
2. The Low Spark of High-Heeled Boys
3. Rock & Roll Stew
4. Many a Mile To Freedom
5. Light up Or Leave Me Alone
6. Rainmaker

link do Blog Prog Rock Vintage
http://www.4shared.com/file/65368840/63b29f08/Traffic_-The_Low_Spark_Of_High_Heeled_Boys_1971_-_by_progrockvintage.html

10 de jun. de 2009

George Harrison - 1970 - All Things Must Pass


Quando os Beatles ainda oficialmente estavam na ativa, em fins de 1969 e começo de 1970, George Harrison era um sujeito angustiado e infeliz, sempre tendo suas composições preteridas pela dupla Lennon e McCartney(especialmente McCartney), Harrison – como confessou anos depois – viu o fim dos Beatles como um alento e uma oportunidade de trilhar seu próprio caminho sem ter sua capacidade criadora abafada por quem quer que fosse. Por isso foi o primeiro beatle a lançar um disco solo e não um disco solo qualquer, All Things Must Pass é uma das maiores obras-primas de todos os tempos.

George Harrison nos anos que se seguiram jamais chegou perto (mesmo gravando bons discos como Living in the material world e Dark Horse) do brilhantismo desse seu disco de estréia em carreira solo.
All Things Must Pass veio à tona poucos meses após a separação oficial dos Beatles, ainda em 1970, o que - entre outras coisas - nos faz imaginar que muitas das canções do disco já estavam devidamente “guardadas” há um bom tempo, apenas esperando pelo momento de serem gravadas e lançadas.

Contando com a colaboração de músicos do nível de Eric Clapton, Alan White, Ginger Baker e Billy Preston, os destaques do trabalho são inúmeros, comentar faixa a faixa tornaria a resenha desinteressante e gigante então vale ressaltar a beleza, a mensagem de paz, amor à vida e as pessoas que George transmite em letras como as inesquecíveis Isn't It a Pity , What Is Life, All Things Must Pass e Beware of Darkness. A fé e a reverência às crenças do compositor também estão presentes em faixas como na clássica My Sweet Lord e na sensacional Hear Me Lord. Não dá pra destacar essa ou aquela faixa num trabalho tão próximo da perfeição como esse.

All Things Must Pass é um disco para toda a vida, para todas as vidas e gerações, muito mais que a libertação de um músico que até então vinha sendo oprimido, é um trabalho que além de músicas inesquecíveis e de beleza única, simboliza otimismo e crença no amor, na vida e nas pessoas.

Músicos:
George Harrison: guitarra, violão,vocal
Ginger Baker: bateria
Dave Mason: guitarra, vocal
Billy Preston: teclado
Ringo Starr: bateria
Gary Wright: teclado
Jim Gordon: bateria
Alan White: bateria
Eric Clapton: guitarra
Bobby Keys: saxofone
Klaus Voormann: baixo
Jim Price: trompete
Phil Collins: conga
Carl Radle: baixo
Gary Brooker: teclado


Faixas:

01. I'd Have You Anytime (02:57)
02. My Sweet Lord (04:37)
03. Wah-Wah (05:35)
04. Isn't It a Pity [Version One] (07:08)
05. What Is Life (04:22)
06. If Not for You (03:29)
07. Behind That Locked Door (03:05)
08. Let It Down (04:57)
09. Run of the Mill (02:51)
10. Beware of Darkness (03:48)
11. Apple Scruffs (03:04)
12. Ballad of Sir Frankie Crisp (Let It Roll) (03:46)
13. Awaiting on You All (02:45)
14. All Things Must Pass (03:44)
15. I Dig Love (04:54)
16. Art of Dying (03:37)
17. Isn't It a Pity [Version Two] (04:45)
18. Hear Me Lord (05:48)
19. It's Johnny's Birthday (0:49)
20. Plug Me In (03:18)
21. I Remember Jeep (08:05)
22. Thanks for the Pepperoni (05:32)
23. Out of the Blue (11:13)

VERSÕES ADICIONADAS NA EDIÇÃO DE 30 ANOS (2000)
24. I Live For You (03:36)
25. Beware Of Darkness (03:20)
26. Let It Down (03:55)
27. What Is Life (04:22)
28. My Sweet Lord (2000) (04:58)

http://www.filefactory.com/dlf/f/af7gd65/b/7/h/de7cfc0322044e04c8c77d49686973c70717b837/j/0/n/All_Things_Must_Pass_30th_Ann_rar



Excelente disco desta banda tresloucada com ótimas guitarras e bastante sintetizadores. Um dos álbuns mais pesados do progressivo nos anos 70 ( vale lembrar que foi celeiro de um tal Lemmy que anos mais tarde formaria o pesadíssimo Motorhead). O álbum tem um certo ar sinistro e músicas maravilhosas como " You Shouldn't do that " ( a melhor de todas ), "Master of the Universe", "We Took the Wrong Step Years ago" e "Silver Machine". Lembra demais o Pink Floyd da era Syd Barret ( vide "Interstelar Overdrive"), só que Muito pesado. Tanto que no primeiro álbum, "Hawkwind " ( 1970 ), eles prestam uma homenagem ao Floyd colocando em seu álbum a música "Cymbaline" do álbum "More" (1969).

Faixas:
01.You Shouldn't Do That
02.You Know You're Only Dreaming
03.Master Of The Universe
04.We Took The Wrong Step Years Ago
05.Adjust Me
06.Children Of The Sun
07.Seven By Seven
08.Silver Machine
09.Born To Go

Formação:
Nick Turner - Sax , flauta e Vocal
Dave Brock - Vocal , Guitarra elétrica e acústica
Dave Anderson - Baixo
Del Dettmar - Syntetizadores
Terry Olins - Bateria

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8 de jun. de 2009

Samurai - Kappa (1971)



Esta não é o Samurai de Dave Lawson (Greenslade), para evitar confusões algumas vezes é referida como Miki Curtis & Samurai e é muito difícil encontrar informações sobre esta banda, mesmo na internet, então eu creio que Kappa é o segundo disco após um homônimo Samurai de 1970 (imagino que existam outros além destes).
Este Samurai fez um hard blues psicodélico muito bom na linha de Traffic, Mountain ou mesmo Cactus e contou neste disco com o baixo de Tetsu Yamauchi, famoso pelas colaborações com Free, The Faces e ainda Peter Hammill.
A banda morou algum tempo na Inglaterra onde gravou alguns singles (lançados inclusive na Itália) e fez várias turnês. Após o retorno ao Japão em 1970, gravou Kappa, que possui cinco faixas de longa duração, contendo letras em inglês. Destaque para a longa faixa King Riff And Snow Flakes, com mais de 22 minutos trazendo longos solos e jams, além de Trauma e Vision of Tomorrow. A tranquila faixa Daredatta lembra ainda Caravan.

1.Trauma
2.Same Old Reason
3.Daredatta
4.Vision Of Tomorrow
5.King Riff And Snow Flakes


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Zauber - Phoenix (1977)



Zauber é uma banda italiana de Turim nos moldes de Pierrot Lunaire ou Saint Just, ainda que na minha opinião pode ser considerada inferior a estas. Lançou um disco auto-intitulado Zauber (também conhecido com Il Sogno) em 1978 e como aconteceu com muitas outras bandas italianas, desapareceu.
Phoenix foi originalmente gravado em 1977 mas ficou engavetado até 1992, um ano após a banda voltar à ativa, ano em que também foram lançado outras obras póstumas como Dietro L'Uragano do Alphataurus e Il tempo Della Semina do Biglietto Per L'Inferno.
A música é suave, de instrumentação rica e refinada, contando com elementos de música clássica/barroca e folk bem dosados. Destaque para a bela voz de Liliana Bodini.
Não é uma obra-prima ou um disco essencial, mas tanto Il Sogno como Phoenix constariam entre os clássicos do prog italiano e irão agradar tanto a fãs das já citadas bandas ou ainda Renaissance.

1.Est
2.Antares
3.Dalla Finestra
4.Invito
5.Adagio
6.Uomo
7.Antares II
8.Sogni
9.Il Povero Piero


http://rapidshare.com/files/84608046/Zauber_-_Phoenix.rar.html

4 de jun. de 2009

CHICKENFOOT - CHICKENFOOT (2009)


O supergrupo CHICKENFOOT se apresentou ao vivo pela primeira vez no dia 18/03/2009, na cidade de Anaheim (Califórnia, EUA).

O show, só para convidados, durou cerca de 45 minutos. Foram oito músicas, todas composições próprias que estão no álbum de estréia da banda,álbum que posto aqui e agora.

O grupo é formado pelo vocalista Sammy Hagar, o baixista Michael Anthony (ambos ex-VAN HALEN), o guitarrista Joe Satriani (solo) e o baterista Chad Smith (RED


Faixas:
01. Avenida Revolution
02. Soap on a Rope
03. Sexy Little Thing
04. Oh Yeah
05. Runnin’ Out
06. Get it Up
07. Down the Drain
08. My Kinda Girl
09. Learning to Fall
10. Turnin’ Left
11. Future in the Past

http://www.flameupload.com/files/RRTSUFRR/Chickenfoot_by_Fireball.rar

link do Lágrima

Steamhammer - Steamhammer (1969 UK Rock Bluesy)


Grande banda de blues rock que misturava psicodelia e progressivo no seu som sempre com maestria e competencia!
A banda foi formada em 68 e foi escolhida para acompanhar a banda do mestre bluseiro "Freddie King" na sua turne pela europa...assim que finalizou o giro o STEAMHAMMER gravou esse que foi seu primeiro disco.

Formação:

Martin Quittenton - guitar
Kieran White - vocals, guitar, harmonica
Martin Pugh - guitar
Steve Davy - bass
Michael Rushton - drums
Guest musician B.B. King played guitar on "You'll Never Know"

Faixas:
1. Water (Part One)
2. Junior's Wailing
3. Lost You Too
4. She Is The Fire
5. You'll Never Know
6. Even The Clock
7. Down The Highway
8. On Your Road
9. Twenty-Four Hours
10. When All Your Friends Are Gone
11. Water (Part 2)


http://rapidshare.com/files/144164742/Steamhammer69_Venenos.rar

postado anteriormento por LUIZ CARLOS MENEGON do Venenos do Rock

Cinderella - Cinderella (1970)

Apesar de estampado na capa, este trio dinamarquês não tem nada de progressivo, um termo que acabou se tornando genérico para as bandas mais maluquetes do começo dos anos 70. O som aqui é pauleira total, blues acidificado no saturado apito das válvulas dos amplificadores. O grupo todo é muito bom musicalmente, mas o guitarrista Henning Pedersen se destaca com seus solos cortantes, num estilo meio Jimmy Page meio Jimi Hendrix e um timbre magnífico de guitarra. Este registro me leva a crer se tratar de um "live in studio", com algumas sobreposições de solos de guitarra. Releituradas envenenadas de Red House, Fire e Parchman Farm, com alguns toques de rockabilly e swing na cozinha, fazendo um som deliciosamente quente e a agitado.
Faixas:
01 - Break Song-Red House
02 - Carlt
03 - Parchman Farm
04 - Sexbombe
05 - Fire
06 - Ana-T-Nas
07 - Mr Wild

Músicos : Allan Vokstrup (bateria), Henning Kragh Pedersen (guitarra, vocais), Søren Hilligsøe (baixo, vocais)

http://www.mediafire.com/?jhnjjzhtjqd

postado anteriormente por Stepping Stone do hard rock70's.
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