16 de nov. de 2011

The Allman Brothers Band - Duane Allman Years

Uma das correntes artísticas mais predominantes na louca década de 60 era aquela que mostrava certos elementos da natureza dentro de um conceito psicodélico, como o tradicional sinal de paz e amor, estrelas, pequenas criaturas e... cogumelos. Tanta lisergia acabou se misturando com o lamento do blues já devidamente eletrificado pelos ingleses e produziu uma das maiores lendas musicais de todos os tempos.

Há 38 anos, os irmãos Duane e Gregg Allman fundaram o The Allman Brothers Band. Seus integrantes foram os arquitetos daquilo que posteriormente ficou conhecido como southern rock ou rock sulista, influenciando todo o planeta na primeira metade dos anos 70 . Sua devoção ao blues sempre foi inquestionável. Algumas versões elaboradas pela banda Statesboro Blues, Stormy Monday e Crossroads, só para citar as mais famosas muitas vezes superaram as canções originais no que se refere à entrega da alma.


Seu sentido de improvisação, que jamais soou auto-indulgente, se tornou lendário a versão ao vivo de Whipping Post’, com 22 minutos, ainda é considerado um marco dentro da história da espontaneidade guitarrística mundial. Uma história de triunfos, tragédias, arrependimentos, redenções, brigas, drogas alucinógenas e renascimentos.

Uma lenda chamada Duane


Desde o momento em que subiu em um palco,Duane Allman revelou traços do seu carisma e sua enorme sensibilidade.
Com extraordinário senso de dinâmica e um inacreditável carisma,ele eletrizava quem quer que estivesse na platéia.

Howard Duane Allman nasceu em Nashville em 1946,enquanto seu irmão Gregg Lenoir Allman,nasceu um ano depois.
Os dois começaram tocando juntos em pequenos bailes da re gião de Daytona Beach com um grupinho chamado The Escorts,que fazia apenas uma mistura de Beatles e Stones em seus primórdios.Quando trocaram de nome-passaram a se chamar Allman Joys,a dupla abraçou como maior influencia o blues britanico e chegou a gravar um compacto contendo uma versão muito tosca de "Spoonful" de Willie Dixon.




ouça aquí

http://www.mbrowni.com/Sounds/Spoonful.mp3

saiba mais

http://nitro-retro.blogspot.com/2008/11/allman-joys.html

Quando se mudaram com a família para Los Angeles em 65,Duane e Gregg entraram no Hourglass,um grupo que tendia mais para o soul e que havia sido contratado da Liberty Records por indicação do pessoal do grupo Nitty Gritty Band.


A banda chegou a gravar dois discos Hour Glass e Power of Love.

Este disco aqui postado é uma espécie de coletânea dos dois discos. 


Hour Glass e Power of Love (1968)




Track list:
01- Power of Love (Spooner Oldham-Dan Penn) - 2:50
02- Changing of the Guard - 2:33
03- To Things Before - 2:33
04- I'm Not Afraid - 2:41
05- I Can Stand Alone - 2:13
06- Down in Texas (Marlon Greene-Eddie Hinton) - 3:07
07- I Still Want Your Love - 2:20
08- Home for the Summer (Marlon Greene-Eddie Hinton) - 2:44
09- I'm Hanging Up My Heart For You (John Berry-Don Covay) - 3:09
10- Going Nowhere - 2:43
11- Norwegian Wood (This Bird Has Flown) (John Lennon-Paul McCartney) - 2:59
12- Now Is The Time - 3:59
13- Down in Texas (alternate version) (Marlon Greene-Eddie Hinton) - 2:21
14- It's Not My Cross to Bear - 3:36
15- Southbound - 3:41
16- God Rest His Soul (Steve Alaimo) - 4:02
17- February 3rd (Composer Unknown) - 2:56
18- Apollo 8 (Composer Unknown) - 2:37

19- Home for the Summer
20- I'm Hanging Up My Heart for You
21- Going Nowhere
22- Norwigian Wood
23- Now is th Time


Line-up:

Duane Allman - guitar, vocals
Gregg Allman - organ, electric piano, piano, vocals
Paul Hornsby - keyboards, guitar, vocals
Mabron McKinley - bass
Jesse Willard Carr - bass, vocals
Peter Carr - bass
Johnny Sandlin - drums


Parte 1
Parte 2
Opcional



The Hour Glass pode ser considerado o embrião de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos: The Allman Brothers Band. Este é o segundo e último álbum da banda com este nome e foi lançado em março de 1968 pela Liberty Records e ainda tinha muita influência do dono da gravadora e produtor Dallas Smith, que queria centrar o conjunto na voz de Gregg, contrariando o pensamento de Duane que preferia uma tocada mais ao estilo jazz/blues de arranjos e solos privilegiando o conjunto como um todo.
Após a mudança de nome e com mais esperiência sabemos quem levou a melhor...

Decepcionado com a nula repercussão desses trabalhos e com o fato da gravadora ter rejeitado a proposta de fazer um terceiro disco,Duane voltou para Flórida e passou a trampar de session man no Fame studios,em Music Shoals(Alabama),além de tocar com o baterista do grupo 31st of February,Butch Trucks. Em certas ocasiões,ambos começaram a fazer algumas jams com o grupo Second Coming,liderado pelo guitarrista Dickey Betts e do qual também fazia parte o baixista Berry Oakley.
De vez em quando,aparecia outro baterista,Jai Johanny Johanson,apelidado de "Jaimoe".
O embrião do Allman Brothers estava se formando.

The 31st Of February September 1968 Sessions


Duane Allman - Guitar
Gregg Allman - Piano, Lead Vocals
with:
Scott Boyer - Acoustic Guitar, Vocals
David Brown - Bass
Butch Trucks - Drums


Lado A:
1. Morning Dew (3:45)
2. God Rest His Soul (3:55)
3. Nobody Knows You When You're Down And Out (4:32)
4. Come Down And Get Me (3:40)
5. Melissa (3:15)

Lado B:
1. I'll Change For You (2:57)
2. Back Down Home With You (2:25)
3. Well I Know Too Well (2:15)
4. In The Morning When I'm Real (2:40)


http://rapidshare.com/files/96357351/DGA001.rar

link do blog lowcostmusic


The Second Coming
Dickey Betts (Duane Allman) - guitar, vocals
Dale Betts (Gregg Allman) - keyboards, vocals
Reese Wymans - organ
Berry Oakley - bass
John Meeks - drums


A reputação de Duane estava crescendo vertiginosamente. Logo ele passou a gravar com Wilson Pickett (partiu de Duane a sugestão para que o soulman gravasse "Hey Jude",dos Beatles),Aretha Franklin e King Curtis(o célebre descobridor de Jimi Hendrix).



Mas o que Duane realmente adorava era fazer jams com seus amigos.Foi em uma delas -que durou exatamente 5 horas ininterruptas- que seus participantes decidiram que era hora de unir esforços.Feito isso,Duane não teve duvidas:ligou para Gregg,que ainda estava em Los Angeles,e chamou-o para o grupo.

Estava formada a Allman Brothers Band.

Em pouco tempo,o grupo já tinha empresário,o esperto agiota chamado Phil Walden,ex-empresário de Otis Redding e dono de uma recem formada gravadora, a Capricorn que convenceu o grupo a sair da pequena Jacksonville e ir pra Macon,na Georgia.
Walden queria que sua gravadora se especializasse em bandas de rock,principalmente depois que um dos seus diretores,Jerry Wexler,que havia sido vice-presidente da poderosa Atlantics,viu um dos ensaios do grupo.

O primeiro disco batizado com o nome do grupo,saiu em novembro de 69 e recebeu excelentes críticas,mas vendeu muito pouco -não mais de 50 mil cópias em sua primeira tiragem.Isso fez com que a banda saísse em turne pelo país pra divulgar o disco.
A iniciativa deu certo,visto que a receptividade do público nos shows alavancou as vendas do disco.


The Allman Brothers Band

01 - Don't Want You No More
02 - It's Not My Cross To Bear
03 - Black Hearted Woman
04 - Trouble No More
05 - Every Hungry Woman
06 - Dreams
07 - Whipping Post

http://sharebee.com/06d231f4

SENHA PASSWORD: bigze

No ano seguinte,já tendo consolidado uma grande reputação como uma das melhores bandas americanas daquela época,o Allman Brothers,lançou em setembro,seu segundo álbum,Idlewild South,produzido por Tom Dowd (que já havia trampado com o Cream e que mais tarde produziria o Doobie Brothers e o Van Halen),que serviu de passaporte para que o grupo tocasse no famoso festival da ilha Wight,ao lado de Jimi Hendrix e The Who.

Idlewild South
1. Revival 4:05
2. Don't Keep Me Wonderin' 3:30
3. Midnight Rider 2:59
4. In Memory Of Elizabeth Reed 6:58
5. Hoochie Coochie Man 4:58
6. Please Call Home 4:03
7. Leave My Blues At Home 4:17

http://sharebee.com/aee39533

SENHA PASSWORD: bigze


Bill Graham era o grande promotor de shows nos Estados Unidos, proprietário de das mitológicas casas Fillmore East e Fillmore West.

Apesar de ser um cara experiente já estava carecade agendar shows com Jimi Hendrix, Cream e outros astros luminares -, ele ficou absolutamente abismado quando assistiu à uma apresentação dos Allman Brothers. Era simplesmente inacreditável assisti-los, relembrou o veterano manager em uma de suas últimas entrevistas antes de morrer. Havia algo de mágico no som que faziam. As pessoas pediam um bis atrás do outro, e eles iam emendando os temas.

Houve uma ocasião, no Fillmore East, em que eles estavam abrindo os shows do Canned Heat. A platéia ficou tão enlouquecida com Duane e seus amigos que os caras só conseguiram sair do palco às três e meia da manhã! Quando os caras do Canned Heat vieram reclamar comigo, eu disse que então deveriam entrar no palco e explicar para a platéia que era a hora deles tocarem. Ninguém falou mais nada.
Uma dessas apresentações, realizada em março de 71, acabou virando o álbum duplo, Live At Fillmore East, o primeiro a ganhar Disco de Ouro.

Live At Fillmore East

Disco 1
1. Statesboro Blues
2. Trouble No More
3. Don't Keep Me Wonderin'
4. Done Somebody Wrong
5. Stormy Monday
6. One Way Out
7. In Memory Of Elizabeth Reed
8. You Don't Love Me
9. Midnight Rider


Disco 2
1. Hot 'Lanta
2. Whipping Post
3. Mountain Jam
4. Drunken Hearted Boy


http://sharebee.com/eba31cfd
http://sharebee.com/93185b30
http://sharebee.com/7da7b045
http://sharebee.com/7da7b045





1970-The Allman Brothers Band Live At Ludlow Garage

Disco 1
1 Dreams - 10:15
2 Statesboro Blues - 8:09
3 Trouble No More - 4:13
4 Dimples - 5:00
5 Every Hungry Woman - 4:28
6 I'm Gonna Move to the Outskirts of Town - 9:22
7 (I'm Your) Hoochie Coochie Man - 5:23

Disco 2
1 Mountain Jam [Theme from First There Is a Mountain] - 44:00

http://sharebee.com/b0b13287
http://sharebee.com/3bd2277f
http://sharebee.com/d297d01c


SENHA PASSWORD: bigze

1970 - With or Without You

1) One More Ride
2) Home Jam
3) Little Martha
4) Statesboro Blues
5) In Memory of Elizabeth Reed
6) Midnight Rider
7) Hoochie Coochie Man
8) One More Ride
9) Allman Jam
10) Instrumental Jam
11) Trouble No More
12) Don't Keep Me Wondering
13) You Don't Love Me
14) Terraplane Blues / Come on in my Kitchen / Jesus Make Up My Dying Bed

http://sharebee.com/221fb49c

SENHA PASSWORD: bigze

VOCE SABIA QUE...

...os caras adoravam passear,nos finais de tarde,pelas alamedas do cemiterio rose Hill,local que serviu de fonte de inpiração para algumas das mais celebres composições da banda?

Que "In Memorry of Elizabeth Reed" - uma espécie de tributo a Miles Davis_ foi assim batizada depois que Betts viu o nome escrito em uma lápide e que a estátua de uma pequena garota em uma sepultura originou "Little Martha"?

...as guitarras favoritas de Duane eram duas gibson Les Paul '57,uma delas comprada de Christopher Cross(sim,aquele mesmo de "Ride like the wind");outra vendida por Billy Gibbons,do ZZ Top)?

...que Duane adorava usar um fuzz box com as baterias quase que totalmente descarregadas,pra dar um som bastante caracteristico?



A primeira de muitas Tragedias

A banda vivia um momento de euforia.
Todo mundo estava entusiasmado com as canções que estavam sendo gravadas em um estudio em Macon para o disco seguinte,que deveria se chamar [i]The Kind They Grow in the South.[/i]
Duane tinha realizado um dos seus maiores sonhos que era gravar com seu ídolo Eric Clapton,no álbum Layla and other assorted love songs, do grupo Derek and the Dominos-ele chegou a recusar educadamente um convite de clapton para que integrasse sua banda,preferindo continuar com os Allman Bros.

Um caso:
Quando Eric Clapton estava encalhado em uma introdução para as gravações do álbum Layla. Duane foi para uma outra sala e retornou pouco tempo depois com um presente para seu amigo: o riff de abertura da faixa-título.

Aquelas sete notas ajudaram Allman a assegurar um lugar permanente na história do rock (sua parte de slide na música também não prejudicou em nada!)



Mas de repente tudo chegou a ficar meio esquisito.Além de compartilhar o mesmo amor pelas guitarras e pelo blues,Duane e Clapton tambem se tornaram parceiros na heroína.Embora isso não afetasse sua performance no palco,Duane passou a ficar "chapadão"grande parte do tempo,algo que foi encarado pelos seus companheiros de banda como algo normal,visto que todos,já naquela época eram fissurados por maconha e cogumelos alucinógenos.

Gregg em uma bad trip,chegou a ameaçar os caras com uma arma,culminando em dar um tiro no próprio pé.
No meio de uma turne pelo Alabama,uma barreira policial brecou o onibus na estrada.Percebendo que o comportamento dos musicos beirava p errático,os tiras fizeram uma varredura pelo veiculo."Encontramos maconha e heroina suficiente pra dopar um bairro inteiro" disse o policial David Moltenhorp,um dos presentes na operação
Resultado,a banda inteira menos Jaimoe,que não se envolveu com drogas,foi parar na cadeia,acusada de porte de substancias ilícitas.

Só que aquilo não passava de um momento pra desfrutar o sucesso,transformou-se em tragédia.Até hoje pouca gente adimite,mas é muito provável que,em 29 de outubro de 71,Duane tenha saido da festa de aniversário de Linda Oakley (mulher de Berry),vendo elefantes azuis.
Foi qdo ao tentar desviar de um caminhão que cruzou seu caminho,o guitarrista perdeu o controle de sua moto e caiu,não sem antes receber todo o peso da máquina em seu crpo.
Levado em coma para um hospital,Duane morreu 2 horas depois,na mesa de operação aos 24 anos.




O desespero de todos aqueles que conheciam o guitarrista é até hoje doloroso pra quem testemunhou o que se segui.
Apesar da dor a banda resolveu continuar,sem acrescentar mais um guitarrista,já que consideravam Duane insubstituível.Foi qdo Dick betts passou a fazer todas as partes de guitarra inclusive os slides.
Duane se tornou um dos guitarristas mais impressionantes de todos os tempos,fonte de inspiração para todos aqueles que adoram o Southern rock.
Seu estilo,até hoje,é um amálgama peculiaríssimo de country,jazz,blues e rock.

Uma frase
"Há muitas formas diferentes de comunicação, mas a música é, sem dúvida, a mais pura de todas. Não se pode ferir ninguém com ela. Você pode até ofender alguém com determinadas canções, mas para isto é necessário que algo seja dito - impossível um instrumental magoar alguém de alguma forma. Por isso eu digo: música é uma graça divina".


O disco duplo Eat a Peach,lançado em fevereiro de 72,trouxe as musicas nas quais Duane havia trampado,ao lado de faixas gravadas ao vivo nas temporadas em Fillmore East.
O disco foi assim batizado por causa de uma frase que ele disse a revista Rolling Stone,quando perguntado o que faria pela revolução.
"Não há revolução,mas sim uma evolução.Por isso toda vez que estou na georgia como uma pêra pela paz",fazendo um trocadilho com a frase "I eat a peach for peace".

1972 Duane's Studio Sessions
Faixas:
01 Hey Jude - Wilson Pickett
02 Road Of Love - Clarence Carter
03 The Weight - Aretha Franklin
04 Games People Play - King Curtis
05 Shake For Me - John Hammond
06 Loan Me A Dime - Boz Scaggs
07 Rollin' Stone - Johnny Jenkins
08 It Ain't Fair - Aretha Franklin
09 The Weight - King Curtis
10 You Reap What You Sow - Otis Rush
11 Matchbox - Ronnie Hawkins
12 Stuff You Gotta Watch - Arthur Conley
13 Dirty Old Man - Lulu
14 Push, Push - Herbie Mann

http://sharebee.com/51303c6a
http://sharebee.com/4cb42906

SENHA PASSWORD: bigze

1972 Eat A Peach
Faixas:
"Ain't Wastin' Time No More" (Gregg Allman)
"Les Brers in A Minor" (Dickey Betts)
"Melissa" (Gregg Allman/Sandy Alaimo)
"Mountain Jam" (Donovan Leitch/Duane Allman/Gregg Allman/Dickey Betts/Jai Johanny Johansen/Berry Oakley/Butch Trucks)
"One Way Out" (Marshall Sehorn/Elmore James)
"Trouble No More" (McKinley Morganfield)
"Stand Back" (Gregg Allman/Berry Oakley)
"Blue Sky" (Dickey Betts)
"Little Martha" (Duane Allman)

http://sharebee.com/f7551740
http://sharebee.com/04d662a6


SENHA PASSWORD: bigze

15 de nov. de 2011

Byzantium


Mas um disco da série "Tire uma poeira do seu mangue".

Meu amigo e sócio da Let's Rock Inc.Corporation,Siri da
Gaita me apresentou esse som outro dia e eu chapei nesse
funk do inglês doido.
Queria postar esses plays aquí de qualquer jeito mas por

incrível que pareça não se acha quase nada deles na
internet mas o amigo Léo da "Sábado Som" salvou a pátria
e aí está o Byzantium pra alegria geral da nação!

Formado originalmente em 1970 por Jamie Rubenstein e
antigos companheiros com quem havia tocado anteriormente,
como Nico Ramsden em um duo acústico e com Robin
Sylvester Barakan e Mick na banda psicodélica Ora.

Depois de algum sucesso com shows ao vivo com longos
solos de guitarra e belas harmonias vocais,assinaram
contrato com o selo A&M e o sonho estava realizado.


Vindos da cena psicodélica inglesa, entre 72 e 73
lançaram 3 discos. "Live & Studio" é o melhor deles, e
bem raro, foram prensadas originalmente somente 100
copias do vinil.
Mas como toda boa história de rock,os problemas surgiram
e divergências musicais fizeram a gravadora dar um pé na
bunda dos caras.
Trabalharam por conta própria ainda algum tempo e fizeram
seu último show no Roundhouse em 1975.
                                                      Robin Lamble: The Roundhouse 1975

Músicos

Chaz Jankel - Electric Guitar, 12-string Acoustic Guitar,
Piano, Organ and Vocals
Robin Lamble - Bass, Violin and Vocals
Nico Ramsden - Electric Guitar, Acoustic Guitar, Slide
Guitar, Piano, Organ and Vocals

Stephen Corduner - Drums and Percussion


e ainda...
Jamie Rubinstein - Acoustic Guitar
Alan Skidmore - Tenor Sax

Byzantium - Live & Studio (1972)


01 – Flashing Silver Hope (live at the Nightingale)
02 – Cowboy Song (live at Borehamwood)
03 – Feel It (live at the Harlow Community Centre)
04 – What A Coincidence
05 – Something You Said
06 - I Can See You
07 - Morning
08 - I'll Just Take My Time
09 - Surely Peace Will
10 - If You Wanna Be My Girl
11 - Oh Darling
12 - Move With My Time


pt .1 -
http://rapidshare.com/files/99951008/LiveStudio.zip
Pt.2 – http://www.mediafire.com/?cltsygjl1w1

Byzantium - Same (1972)

01 - What Is Happening
02 - I Am A Stranger To My Life
03 - Come Fair One
04 - Baby I Can Hear You Calling Me
05 - Trade Wind
06 - Into The Country
07 - Lady Friend
08 - Why Or Maybe It's Because


http://rapidshare.com/files/99952264/Byzantium.zip

Byzantium - Seasons Changing (1973)

01 - What A Coincidence
02 - My Season's Changing With The Sun
03 - Show Me The Way
04 - I'll Always Be Your Friend
05 - October Andy
06 - Something You Said - A Trilogy


http://rapidshare.com/files/99952060/SChanging.zip

Fusonic – Desert Dreams (2010)



Bom, todas as pessoas que me conhecem sabem da minha paixão pelo rock progressivo e, com isso estou sempre a pesquisar sobre não apenas as velharias do estilo, mas está sempre acerca das novidades que esse universo musical nos tem a oferecer. Em meio a essas viagens, uma das minhas ultimas descoberta foi a Fusonic, grupo holandês de progressivo sinfônico fundado na cidade de Hilversum em 2008, e que por dois anos trabalharam no seu álbum de estréia, Desert Dreams, lançado em 2010.

O grupo nos brinda com uma musicalidade extremamente refinada e de bom gosto, o guitarrista, apresentado simplesmente com o nome de Teo, tem idéias que nos faz pensar em uma mistura de David Gilmour com Jan Akkerman. É um músico que toca pra banda e não pra sua própria "glória", mais ou menos como Steve Hackett fazia no Genesis. Harry Ickelsheimer, tecladista e baixista do grupo, é o responsável pela cama sonora que com um clima espacial quase hipnótico encaixa como uma luva nas guitarras já mencionadas anteriormente, além, claro, do uso de belos, criativos e muito bem cadenciados pianos. Na bateria, Ronald Hoogwout, mostra uma técnica impecável e um timing não menos do que perfeito, se comporta de forma tranqüila como uma espécie de metrônomo humano. Um álbum ótimo do início ao fim e que já nos deixa animado e curioso em saber quando virar o segundo registro.

Músicos:

Teo - Guitarra Elétrica e Guitarra Acústica
Harry Ickelsheimer - Teclados e Baixo
Ronald Hoogwout - Bateria e Percussão

Faixas:

1.Beyond Music (5.00)
2.Entrance (2.26)
3.Into The Dream (4.47)
4.Desert Theme I (2.10)
5.Yellow Horses (5.54)
6.Bachianas (7.30)
7.Desert Theme II & III (4.15)
8.My Green Oasis (9.23)
9.Brazilieras (6.49)
10.Desert Theme IV (2.08)
11.Fata Morgana (3.40)
12.Desert Dawn (6.13)
13.Endless - Exit (8.21)
14.New Feelings (5.29)

http://www.megaupload.com/?d=IICLQD7C

14 de nov. de 2011

Arte & Ofício - Faces


São poucas, mas algumas são ótimas: estou me referindo às bandas de rock que surgiram em Portugal nos anos 70. Quarteto 1111 (de 67 em diante), Tantra, Banda do Cavaco, Petrus Castrus. Num primeiro momento foram estas que me lembrei. Ah, e tem também o Sérgio Godinho, o Rui Veloso e o José Cid, com discos muito legais. Este último gravou o álbum conceitual “10.000 anos depois entre Venus e Marte”, uma das pérolas do rock progressivo mundial.

Tirando o pó dos meus discos, encontrei o primeiro LP do Arte & Ofício, de 1979, chamado Faces. Uma ótima banda, com vocal em inglês e quase nada a respeito nos blogs da vida. O disco tem umas cinco músicas de hard rock e o resto é puro e bem tocado jazz rock. Achei o disco já ripado (do vinil, pois não saiu em CD) e disponível no Megaupload. Aproveito então para apresentá-lo por aqui.

No Youtube não achei nada do LP, mas fica este vídeo de uma apresentação deles na TV portuguesa na época.




Banda:
Sérgio Castro (baixo)
António Garcêz (voz)
Álvaro Azevedo (bateria)
Fernando Nascimento (guitarra solo)
Sergio Cordeiro (guitarra)
Antonio Pinho (teclados)
Rui Cardoso (sax soprano)
 
Faixas:
 
Young Chicks
Contradiction
Follow Me Over Via Dover
Lobster Society
All We Have To Do
Trip
Turn The Light
Endless Way
Sea Of Monsters
Finally

(O disco ripado ainda veio com duas músicas bônus)

The Little Story Of Little Jimmy
Quibble

http://www.megaupload.com/?d=C5F658Z4

por Marco Gáspari

Rumplestiltskin (1970)


Mais um disco da séria "Sirigaita tirando o pó".

Rumplestiltskin foi uma banda inglesa e segundo eu apurei lançaram apenas dois discos em 70 e 71. O som vai na linha de Savoy Brown, May Blitz, Rare Earth, John Mayall.

Eu curtí!


Peter Lee Stirling (vocals)
Alan Hawkshaw (keyboards)
Alan Parker (guitar)
Clem Cattini (drums)
Herbie Flowers (bass)


01. Make Me Make You 06:08
02. Poor Billy Brown 08:10
03. Knock On My Door 02:46
04. No One To Turn To 03:36
05. Mr. Joe 06:43
06. Pate De Fois Gras 02:58
07. Rumpletstiltskin 03:20
08. Squadron Leader 05:00


http://rapidshare.com/files/122193358/R70R.rar

12 de nov. de 2011

Womb - Womb (1969)

Meu amigo Marco Gáspari resolveu tirar a poeira de seus LPs e me apresentou o Womb que tem o característico som do final dos anos 60....acidez,muita guitarra fuzz, efeitos de estúdio,vocais femininos e etc.

Esse disco é essencialmente o cruzamento entre a psicodelia e o progressivo...rola um blues em “Morning Rises Early”, rock em “My Baby Thinks About the Good Things”,e “Mary Miles Ryan”,e o folk com a voz suave de Karyl Boddy em Conceptions Of Reality.

A banda lançou apenas dois discos,o auto entitulado e Overdub,todos em 69.


Tracks:

1.Conceptions Of Reality II
2.Mary Miles Ryan, Where Are You?
3.Morning Rises Early
4.Peace
5.My Baby Thinks About The Good Things
6.Hang On (Look Around, I’m Upside Down)
7.Happy Egotist

Músicos:

Karyl Boddy - piano, guitar, vocals
Ron Brunecker - drums
Rory Butcher - congas, percussion, vocals
Christopher Johnson - bass
Roluf Stuart - saxophone, flute
Greg Young - guitar


http://www.megaupload.com/?d=0AJQ81TG

10 de nov. de 2011

Western Vacation –Steve Vai Presents Western Vacation (2010)

No início dos anos 80,quando Steve Vai se mudou para a Califórnia, o amigo da Berklee College of Music Marty Schwartz escreveu e gravou Western Vacation na garagem de Steve em Sylmar, na Califórnia.

Este registro captura a harmonia e energia desses músicos incríveis com alguns ex-alunos Frank Zappa, como Tommy Mars e Bob Harris e Steve Vai executando um solo curto na faixa-título


Western Vacation foi totalmente remixado e remasterizado e está sendo recebido com críticas entusiasmadas.

•1. Western Vacation
•2. Nocturnal Emissions
•3. Fast Notes People
•4. Send Us More Light
•5. Patty
•6. The Velvet Line
•7. Delicious
•8. Borrowed Time



http://www.crocko.com/1915421748/Western_Vacation_-_Steve_Vai_Presents_Western_Vacation_(2010)_[MP3]_SO_3354907.rar

Pete Fine - On A Day of Crystaline Thought (1974)

On A Day of Crystaline Thought é mais uma daquelas raridades que merecem ser apresentadas a amantes de uma ótima música e que ainda não tiveram a oportunidade de conhece-la, uma mistura de rock psicodélico e música clássica unido ao estilo folk, lindos vocais, violões, musicas de belas harmonias e obviamente a presença de Pete Fine, mestre da guitarra eletrica e acustica, fazem desse album uma jóia rara.

Rara também por terem sido lançado apenas 100 cópias na época de seu lançamento, uma original é uma raridade até entre grandes colecionadores.





Pete Fine - On A Day of Crystaline Thought (1974)
1.Revelation, Prelude, For Sam
2.Meditations
3.Looking Ahead
4.Sunrise
5.Life
6.Moo
7.Bijinkies
8.Rita


•Pete Fine - guitar, vocals, percusion, organ
•Sam Hardesty - vocals, percusion
•Rhina Cueves - flute
•Monte Farber - bass
•Mike Kimmel - drums
•Rob Leon - piano, timpani
Link do Everymore Blues

http://rapidshare.com/files/143171808/pete_fine.rar

por Ekaterina

Lulu - Lou Reed & Metallica

"Há mais de cem anos atrás, um visionário alemão chamado Frank Wedekind escreveu uma coleção de peças sobre uma tempestuosa mulher chamada Lulu, que era tanto uma musa quanto um mistério. Um século depois, as histórias inspirariam Lou Reed e Metallica a criar 'Lulu', uma narração musical das provocativas peças.” Foram essas palavras que apresentaram a primeira prévia do disco ao público, pelo canal da parceria no youtube, ao divulgarem a faixa “The View”.



Ouça sem preconceito.




Faixas:

CD 1
Brandenburg Gate
The View
Pumping Blood
Mistress Dread
Iced Honey
Cheat On Me

CD 2
Frustration
Little Dog
Dragon
Junior Dad

http://www.filesonic.com/file/2836895785/LRMLulu2011.rar

7 de nov. de 2011

Layla Zoe - Sleep Little Girl (2011)


Último disco da jovem Canadense Layla Zoe vem despertando os ouvidos de quem curte blues,rock e qualquer outra música de qualidade.Dona de uma grande e poderosa voz nos arremete em certos momentos a Tina Turner e Janis Joplin,mas comparações a parte, considero o trabalho dela singular  e é reconhecido graças a suas próprias canções e suas interpretações bombásticas.


Tracklist:

01) I've Been Down
02) Give it to me
03) Singin' My Blues
04) Let's get Crazy
05) Black Oil
06) Pull Yourself Together
07) I Hope She Loves You Like I Do
08) Hippie Chick
09) Rock and Roll Guitar Man
10) Sleep Little Girl



link: http://www.megaupload.com/?d=BGLSPBSN


Créditos ao mega Eric

6 de nov. de 2011

News From Babel – Letters Home (1986)


Último disco da terceira geração de uma das dinastias mais importantes da vertente Rock In Opposition. Neto do Henry Cow e filho do Art Bears, o News From Babel foi formado em 1983 por Chris Cutler, Lindsay Cooper, Zeena Parkins e Dagmar Krause. Sirens and Silence/Work Resumed on the Tower, o primeiro LP, foi lançado em 1984 e já comprovava a genialidade de Lindsay Cooper ao musicar as letras marxistas de Chris Cutler.

Para quem se acostumou com a veia vanguardista do Henry Cow e as canções multifacetadas do Art Bears, o News from Babel surpreendia ao tratar temas opressivos com uma muitas vezes inspirada leveza melódica.

Letters Home foi lançado dois anos depois e nesse hiato o grupo perdeu Dagmar Krause, que participa como convidada em apenas duas faixas do novo disco. É um trabalho bem superior ao primeiro, onde Cooper transpira sensibilidade por todos os sulcos do vinil, numa mistura sublime de jazz, rock e música de cabaré.

Outro convidado de peso é Robert Wyatt que com sua voz única consegue arrancar emoção até mesmo da alienação sufocante dos versos de Cutler.

É ouvir para crer.


Banda:
Lindsay Cooper - keyboards, bassoon, sopranino and alto saxophones, horns, marimba
Chris Cutler - drums, electrics, percussion
Zeena Parkins - harp, prepared and electric harp, accordion

Convidados:
Bill Gilonis – bass guitar, guitar
Dagmar Krause – voice (Fast Food, Late Evening)
Robert Wyatt – voice (Who Will Accuse?, Heart of Stone, Moss, Waited/Justice. Late Evening)
Sally Potter – voice (Banknote, Dark Matter)
Phil Minton – voice (Dragon at the Core)


Faixas:
Who will accuse?
Heart of stone
Banknote
Moss
Dragon at the core
Dark matter
Waited / Justice
Fast food
Late Evening

http://www.megaupload.com/?d=ME87WEEZ

por Marco Gaspari

11 de out. de 2011

THE PARLOR MOB - And You Were a Crow (2008)

The Parlor Mob é uma banda americana bem recente no cenário da música, seu primeiro álbum só foi lançado em 2008, antes disso só possuiam um EP self-titled lançado por eles mesmos.
Um vocal meio gritado, duas guitarras estonteantes e um som puxado para o blues rock, baseado no rock setentista com influências fortíssimas de Led Zeppelin, é assim que soa “And You Were a Crow”.
Algumas músicas poderiam perfeitamente estar na boca de Janis Joplin, se viva fosse.
Um discaço!


And You Were a Crow (2008) 






















1. Hard Times 
2. Dead Wrong 
3. Everything You're Breathing For 
4. The Kids 
5. When I Was An Orphan 
6. Angry Young Girl 
7. Carnival of Crows 
8. Real Hard Headed 
9. Tide of Tears 
10. My Favorite Heart To Break 
11. Bullet
12. Can't Keep No Good Boy Down

- Mark Melicia – vocal
- David Rosen – Guitarra
- Paul Ritchie – Guitarra
- Nick Villapiano - Baixo
- Sam Bey – bateria

http://www.mediafire.com/?2yggmzyyinr

por Giulianella Furlan








Amber Route



O Amber Route é uma das bandas mais tangerinedreamamente pinkfloydianas que eu já ouvi. E isso é bom e é ruim. É bom porque o som híbrido que eles faziam bebia da fonte da fase áurea do Tangerine Dream e do Pink Floyd: os anos 70. E é ruim porque tem muita viúva por aí que se sente ofendida por isso e desce o pau sem dó nem piedade. Como não é o meu caso, costumo soterrar a banda de elogios.
O Amber Route foi formado na Califórnia em 1972 do encontro entre o pesquisador eletrônico Walter Holland e o multi-instrumentista Richard Watson.

          Walter Holland passando o som para um show do Amber Route em '74.








Richard Watson,Amber Route em '74


Lançaram dois discos apenas: Snail Headed Victrolas (80) e Ghost Tracks (83). Depois que a dupla acabou (em 82), Holland partiu para carreira solo e construiu uma boa reputação no cenário mais underground da música eletrônica. Hoje, os álbuns do Amber Route começam a conquistar o status cult que merecem, com um som mezzo espacial mezzo progressivo, intercalando longas suítes com músicas mais curtas, mas nem por isso menos viajantes. Tem gente que classifica o som deles como rock orgânico, outros dizem que são estripulias de astronauta junkie. Não é fácil categorizar, por isso prefiro dizer que o som é bom e que merece uma audição.
Já que não se acha nada deles no youtube, deixo uma faixa de um dos discos solo do Walter Holland como aperitivo. Também não se encontram os álbuns para baixar em lugar nenhum, daí eu ter feito o upload dos dois álbuns para justificar este texto. Eles vão ficar um tempinho à disposição, então não percam tempo e baixem logo.








Snail Headed Victrolas (80)


















1 - Snail headed victrolas
2 – When cries are photographed finally as ravens
3 – Martyrs
4 – Asteroid Joiroid


http://www.megaupload.com/?d=2D9AN72F

Ghost Tracks '83































1 – Fighting with the one-eyed Lord

2 – Don’t drink lemonade formaldehyde

3 – Before you

4 – Abyss of the birds

5 - Don’t drink lemonade formaldehyde (German Version)

 http://www.megaupload.com/?d=NJCAFDDH

por Marco Gaspari

3 de out. de 2011

Can – Peel Sessions 73-75



Em termos de influência sobre o que foi feito no rock a partir dos anos 80, o Can, entre os grupos alemães, talvez seja tão fundamental quanto o Kraftwerk. Seus discos setentistas foram todos gravados em estúdio próprio e tiveram a produção mágica de Holger Czukay, o baixista da banda. Uma das poucas exceções são estas gravações que fizeram nos estúdios da BBC para o DJ londrino John Peel, um dos grandes entusiastas do rock produzido na Alemanha mesmo antes dele ser rotulado de krautrock.
O Can era uma banda intuitiva. Seus músicos gostavam de gravar improvisos que duravam horas e depois editavam um trecho como faixa de algum de seus LPs. Foi assim com You Doo Right no LP Monster Movie e com Mother Sky no LP Soundtracks, só para citar duas de suas composições. Czukay chamava esses improvisos de “spontaneous compositions” e as seis faixas deste Peel Sessions são exatamente isso. Gravadas em quatro sessões distintas entre 1973 e 1975, com uma duração de 15 a 20 minutos cada sessão, as músicas apresentadas aqui são quase todas inéditas na discografia da banda.
Up The Bakerloo Line with Anne, a faixa que abre o Peel Sessions, foi retirada da primeira sessão, gravada em 16 de março de 73, ainda com o cantor Damo Suzuki como membro da banda. O japonês com voz de fritador de pastéis supersônicos deixou o Can em setembro daquele ano, logo após as gravações do LP Future Days, para se tornar Testemunha de Jeová. Desconfia-se que a Anne do título seja a DJ Anne Nightingale, companheira de John Peel na BBC Radio 1. Bakerloo poderia muito bem ser uma faixa do Ege Bamyasi, com um groove hipnótico e muitas estripulias por parte de Suzuki e do guitarrista Michael Karoli.
Return to BB City e Tape Kebab, as duas próximas faixas , foram gravadas na sessão de 8 de outubro de 1974 e aqui encontramos um Can mais viajante (BB City) e pinkfloydiano (Tape Kebab).
Aliás, muitos críticos da época gostavam de associar o som do Can ao do Pink Floyd. Tiveram lá suas semelhanças (forçando um pouco), mas o Can era muito mais doidão. Malcolm Mooney, o primeiro cantor da banda, por exemplo, era tão surtado quanto Syd Barrett, e o fuzz da guitarra de Karoli tinha seus momentos de David Gilmour, embora voasse mais alto. Nesse mesmo ano, na terceira tour inglesa do grupo, eles até mesmo batizaram uma apresentação que fizeram para um programa londrino de TV com o jocoso nome de “Set Controls For The Art Of The Sun”.

Mas a verdade é que o Can já havia sido convidado para abrir shows do Pink Floyd no final de 72 e acabou recusando porque seu tempo de apresentação teria de ser mais curto do que os músicos gostariam. Bobeira deles, porque isso provavelmente teria dado muito, mas muito mais exposição ao grupo.
Tony Wanna Go, a próxima faixa, quebra a disposição cronológica das músicas já que foi gravada em 29 de janeiro de 74 ou seja, nove meses antes. Trata-se de mais uma longa improvisação, com quase 15 minutos que lembram de leve o Can dos tempos de Tago Mago, mas sem deixar saudades de Damo Suzuki. Geheim (half past one) e Might Girl, as duas últimas músicas, fazem parte da sessão gravada em 14 de maio de 1975, quando o Can estava lançando o álbum Landed. Geheim, por exemplo, saiu nesse LP com o título de Half Past One e é cantada por Michael Karoli. A sonoridade tem uma atmosfera bem intensa, mas é um tanto rebuscada se comparada ao que o Can fazia até então. Já Might Girl seria o piano de Irmin Schmidt tirando a guitarra de Karoli para dançar. O resultado é para progger nenhum botar defeitos, algo bem raro em se tratando do Can.
Peel Sessions mostra 2 anos na carreira do Can, tempo em que eles gravaram 3 álbuns de estúdio e tiveram mudanças na formação. Para quem quiser aprender o que significa espontaneidade e afinidade numa banda de rock, esta é a aula.
Músicas:
Up the Bakerloo Line With Anne
Return to BB City
Tape Kebab
Tony Wanna Go
Geheim (half past one)
Might Girl

Músicos:
Damo Suzuki – vocais em Bakerloo
Irmin Schmidt – teclados
Holger Czukay – Baixo
Michael Karoli – guitarra e vocais em Geheim
Kahi Liebezeit - bateria

http://www.mediafire.com/?jhwzwjmlyaz

por Marco Gaspari.

1 de out. de 2011

Beth Hart & Joe Bonamassa – Don’t Explain [2011]


Talento de sobra. Seria simples definir em poucas palavras o encontro da bela voz de Beth Hart com Joe Bonamassa, um dos melhores guitarristas surgidos nas últimas décadas. Mas ainda seria pouco para justificar o que temos aqui. Don’t Explain reúne covers de várias lendas da música, interpretados com alma. Para completar o espetáculo, a banda que acompanha a dupla é acima de qualquer suspeita, trazendo feras que não precisam provar mais nada a ninguém, como Blondie Chaplin (Rolling Stones, The Byrds) e Anton Fig (KISS, Frehley’s Comet, David Letterman’s Band).

Graças ao Black Country Communion, Bonamassa atingiu toda uma nova base de ouvintes, que não estão familiarizados a fundo com sua carreira. Aqui, ele mostra toda sua competência e o coração bluesman fala mais alto, com atuação impecável nas seis cordas. Quanto a Beth, é daquelas cantoras da nova safra que estão ajudando a salvar o mundo da mediocridade que o acometeu nesse quesito durante as últimas décadas. Fazendo jus à velha guarda – quando tínhamos intérpretes de verdade –, coloca emoção em cada nota, com uma malícia capaz de derreter um coração de pedra.

Sobre o repertório, fica até difícil destacar algum momento em particular. Mas a abertura com “Sinner’s Prayer” e a suavidade de “Your Heart Is As Black As Night” se sobressaem. Da mesma forma, a tocante versão para “Don’t Explain” é capaz de levar às lágrimas. Etta James foi digna de uma dobradinha de tirar o fôlego, com “I'd Rather Go Blind” (o que Beth faz aqui é algo simplesmente inexplicável em palavras) e “Something's Got A Hold On Me”. “I’ll Take Care Of You”, escolhida para efeitos promocionais, também aparece em versão editada. E se ainda havia algo a se provar, encerrar com “Ain’t No Way”, de Aretha Franklin, derruba qualquer possível resistência.



Beth Hart (vocals)
Joe Bonamassa (guitars)
Blondie Chaplin (guitars)
Carmine Rojas (bass)
Anton Fig (drums)
Arlan Scheirbaum (keyboards)

01. Sinner's Prayer (Ray Charles & B.B. King)
02. Chocolate Jesus (Tom Waits)
03. Your Heart Is As Black As Night (Melody Gardot)
04. For My Friend (Bill Withers)
05. Don't Explain (Billie Holiday)
06. I'd Rather Go Blind (Etta James)
07. Something's Got A Hold On Me (Etta James)
08. I'll Take Care Of You (Gil Scott-Heron)
09. Well, Well (Delaney & Bonnie)
10. Ain't No Way (Aretha Franklin)
11. I’ll Take Care Of You (Gil Scott-Heron – Radio Edit)

Resenha do Jay do Halen e link do Combe do Iommi

https://rapidshare.com/files/2503383238/Beth_Hart___Joe_Bonamassa_-_Don_t_Explain.rar
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...