16 de mai. de 2010


UM DIA TRISTE PARA A MÚSICA MUNDIAL.


RONNIE JAMES DIO PERDEU SUA BATALHA FINAL COM O DRAGÃO NO DIA 16 DE MAIO DE 2010.

MAS SUA MÚSICA SEMPRE VIVERÁ!

Vamos sempre mostrar sua arte para as novas geracões.
Fazendo isso, vamos sempre eternizar o nosso mestre.
Dio, vá em paz e esteja certo que que sempre estará em nossos coracões.
Sua passagem neste mundo foi digna e grandiosa.

15 de mai. de 2010

Beth Hart - Beth Hart & The Ocean Of Souls (1993)

"Beth Hart & The Ocean of Souls" é um projeto inicial de Beth Hart. O álbum foi gravado em 1993 Mad Hatter Chick Corea's Studios, em Los Angeles com o produtor Geoffrey Leigh Tozer. O álbum estava indisponível por um longo tempo e re-lançado em 2009.

01. Halfway to Heaven
02. Just Call Me Up
03. Can’t Hear The Word
04. Get Over It
05. Love Suffers All
06. I Felt Him Cry
07. Lucy In The Sky With Diamonds
08. Am I the One
09. It’s Too Late
10. Show Me The Way
11. Love Thing
12. On With The Show
13. Keep On Goin'

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do blog Luiz woodstock

2 de mai. de 2010

The Rolling Stones - LiveR Than You’ll Ever Be (1969)

Embora gravado da platéia, a qualidade de som deste álbum leva a especulações sobre ele ter sido tirado da mesa de som. “LiveR Than You’ll Ever Be” também seria o primeiro pirata a ter uma prensagem em larga escala e distribuição costa a costa. O sucesso e notoriedade deste pirata obriga a Decca a apressar o lançamento do já previsto álbum ao vivo “Get Your Ya-Ya’s Out”.

Embora este seja também um disco histórico, o primeiro ao vivo de rock com qualidade auditiva lançado em verdadeiro estéreo, em comparação ao pirata o disco com suas mixagens e tratamento perde em autenticidade e apelo.


LiveR Than You’ll Ever Be


01 Jumpin' Jack Flash
02 Carol
03 Sympathy For the Devil
04 Stray Cat Blues
05 Prodigal Son
06 You Gotta Move
07 Love In Vain
08 I'm Free
09 Under My Thumb
10 Midnight Rambler
11 Live With Me
12 Gimme Shelter
13 Little Queenie
14 (I Can't Get No) Satisfaction
15 Honky Tonk Women
16 Street Fighting Man


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27 de abr. de 2010

Bon Scott Last Oui Oui - 9/12/1979



Pirata do último show do Bon com o AC/DC.

O mais raro pirata do AC/DC


A música é "Girls got Rhythm" do AC/DC, no show em Paris. Simples, direto e totalmente rock'n'roll.



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15 de abr. de 2010

Trespass - In Haze of Time (2002)

De fato, a música é uma linguagem universal e mesmo de países com pouca tradição na música Progressiva é possível ouvir excelentes trabalhos dentro deste gênero. De Israel chegam os Trespass, um trio que com este "In Haze of Time" fizeram a sua estréia em 2002. Gil Stein nas teclas, voz e um pouco de guitarra, Gabriel Weissman na bateria e Roy Bar-tour no baixo fazem-nos regressar no tempo até à incontornável década de 70, já que a música e o ambiente apresentados neste trabalho são bastante revivalistas.

O fato de serem um trio e a guitarra ter pouca predominância leva-nos à inevitável comparação com os Emerson, Lake & Palmer, porém as semelhanças são até algo escassas. Um dos pontos de originalidade desta banda prende-se com uma ligação ao Jazz bastante exposta. Depois segue-se uma dinâmica explosiva proveniente do típico Rock 'n' Roll. Tudo isto, misturado com uma composição extremamente melodiosa e direta e uma performance técnica invejável, resulta num trabalho bastante original.


Curiosamente, Creatures of the Night, o tema de abertura, faz lembrar algum Progressivo brasileiro com uma injeção extra de alegria na seção rítmica e um refrão curto e directo. In Haze of Time acalma um pouco e vai em busca de uma composição mais clássica e elaborada. Um toque de romantismo clássico é dado por uns rasgos de guitarra eléctrica. Aqui, Stein afirma-se, de uma vez por todas, como um grande tecladista! Os dois temas seguintes, Gate 15 e City Lights, juntos perfazem mais de 12 minutos absolutamente extasiantes. Esta reação não é muito comum no Rock Progressivo e, talvez por isso, sabe tão bem! Orphues Suite retoma a composição clássica de In Haze of Time e aqui Stein revela uma aproximação bastante saudável ao estilo de Rick Wakeman.

Troya faz uma viagem em ritmo bastante acelerado por diversos estilos clássicos, acabando por não se centrar em estilo algum, o que leva o tema a perder algum sentido e ficar um pouco mais vazio em conteúdo. Novamente, Wakeman, principalmente no seu período à volta de "Journey to the Centre of the Earth", acaba por ser um bom ponto de referência. Por fim, The Mad House Blues termina o álbum em jeito de brincadeira e, usando as palavras da própria banda, é o Are You Ready, Eddy? dos Trespass...desde essa estréia, a banda mostrou argumentos absolutamente inquestionáveis para mostrar que são musicos que surgiram pra ficar por muito e muito tempo.

Trespass - In Haze of Time (2002)

1. Creatures of the Night 8"29
2. In Haze of Time 6:53
3. Gate 15 7'19"
4. City Lights 5'19"
5. Orphues Suite 5'12"
6. Troya 5'24"
7. The Mad House Blues 5:18


Musicos:

Gil Stein, teclados, vocal, guitarras, recorders.
Gabriel Weissman, bateria.
Roy Bar-Tour, baixo.

http://www.4shared.com/file/36913050/c908937f/Trespass_-_In_Haze_of_Time__2002_by_MR.ht%20ml


Créditos a minha amiga Laís Fioravante

1 de fev. de 2010

Garybaldi - Nuda (1972)



Como seria a música de Jimi Hendrix se ele fosse italiano? A pesada influência da Band of Gypsies na música 'power blues' de Garybaldi parece ser exatamente isso e esse bom guitarrista conhecido como "Bambi" Fossati dá uma bela resposta. Banda originária do Gleemen, mantiveram a formação e mudaram o nome para Garybaldi em 1971.
Um wha-wha introduz a linha de Maja Desnuda (também o nome de uma obra de Goya) e vai na linha de Hendrix como em Manic Depression. A presença de um solo de hammond enriquece bastante e os solos e riffs de Fossati são incríveis.
Em Decomposizione, Preludio E Pace a guitarra é altamente torturada, psicodelismo puro.
Alguns momentos são de grande paz como na faixa Febbraio 1700, onde as mãos de Bambi deslizam suavemente pelo braço da guitarra, acariciando o instrumento. L' Ultima Graziosa é a mais criativa faixa do álbum, uma mistura de Hendrix ou mesmo Rory Gallagher.
Moretto da Brescia: Goffredo e Dolce Come Sei Tu têm um distinto toque italiano que a aproxima um pouco do progressivo pscodélico.
Esta disco pode padecer de criatividade, não é exatamente progressivo (se em algum momento pode ser considerado) mas a música que fazem é tocante, de muita competência e é difícil ficar parado.
O segundo disco Astrolabio é considerado melhor e mais progressivo, mas este é sem dúvida exemplo de um bom disco de rock.

1.Maya Desnuda
2.Decomposizione, Preludio e Pace
3.Febbraio 1700
4.L' Ultima Graziosa
5.Moretto da Brescia: Goffredo
6.Il Giardino Del Re
7.Dolce Come Sei Tu

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29 de jan. de 2010

Sonny Boy Williamson - Down and Out Blues (1959)



Bom, depois do otimo album postado pelo Herman, me veio uma idéia de continuar na linha bluseira aqui no blog com mais uma postagem de um artista de grande importância no universo desse estilo musical.
Tambem conhecido como Aleck "Rice" Miller foi um famoso gaitista que com sua técnica peculiar influenciou gerações de gaitistas, como Howlin' Wolf, James Cotton e Junior Wells. Nasceu em Glendora, no estado do Mississipi, um pequeno vilarejo no condado de Tallahatchie. Tinha um programa na rádio KFFA de Helena, no Arkansas, que ia ao ar das 12:15 às 12h30 e foi exatamente nesse programa de Sonny Boy que B.B. King teve a primeira oportunidade de mostrar seu talento como bluesman. Em 1962, Sonny Boy foi convidado a participar de uma turnê pela Europa chamada "American Negroes Blues Festival", permanecendo em Londres, devido ao seu grande sucesso. No ano seguinte, uma nova versão do festival aconteceu , desta vez com o nome de "American Folk Blues Festival", organizado por Willie Dixon. Seu sucesso era tanto que muitos grupos imploravam para tocar ao seu lado, entre eles The Yardbirds de Eric Clapton e The Trinitys de Jimmy Page, Ciryl Davies, Chris Barber e Roland Kirk. No dia 25 de maio de 1965, Sonny Boy Williamson foi encontrado morto em seu apartamento. Morria um mito, nascia uma lenda. A lenda de Sonny Boy Williamson. O rei da Harmônica.
Sobre o album aqui postado, Williamson conseguiu reunir nos 34 minutos deste disco um repertório irrepreensível dentro do gênero, com pelo menos duas canções antológicas: “Don't Start Me to Talkin’” e “Your Funeral and My Trial”. Reza a lenda que a figura estampada na capa era um bluesman que caiu em desgraça com sua gravadora e acabou virando um mendigo.

1.Dont Start Me to Talkin
2.I Dont Know
3.All My Love in Vain
4.The Key (To Your Door)
5.Keep It to Yourself
6.Dissatisfied
7.Fattening Frogs For Snakes
8.Wake Up Baby
9.Your Funeral_and My Trial
10.Ninety Nine
11.Cross My Heart
12.Let Me Explain

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http://www.mediafire.com/?jvz1hzzzyzn

link do rock na vitrola

17 de jan. de 2010

Muddy Waters - The London Muddy Waters Sessions (1971)


Este é mais um volume da magnífica série "The London Sessions", lançada no início da década de 1970 e que partia de uma premissa muito interessante: reunir em um mesmo estúdio os mestres e pioneiros do blues norte-americano aos seus jovens discípulos britânicos. O álbum dedicado a Muddy Waters, como é de praxe em todos os discos da coleção, conta com uma banda de apoio espetacular, com a participação de músicos como Rory Gallagher, Rick Grech, Steve WInwood e Mitch Mitchell. O resultado? Você já deve imaginar, mas mesmo assim eu conto: um disco excelente!

O repertório da bolacha conta com maravilhas como "Blind Man Blues", a mais do que clássica "Key to the Highway", "Young Fashioned Ways", "Walkin´ Blues" e os boogies apimentados por vigorosos metais de "I´m Ready" e "I Don´t Know Why". Como ocorre no álbum dedicado a Howlin´ Wolf, a banda fica em segundo plano, segurando as pontas para que Muddy Waters voe alto, prendendo o ouvinte a cada faixa.

Ótimo play, com um line-up só de feras. Recomendadíssimo.


Faixas:

1. Blind Man Blues
2. Key To The Highway
3. Young Fashioned Ways
4. I'm Gonna Move To The Outskirts Of Town
5. Who's Gonna Be Your Sweet Man When I'm Gone
6. Walkin' Blues
7. I'm Ready
8. Sad Sad Day
9. I Don't Know Why

http://rapidshare.com/files/176655896/1971_Muddy_Waters_-_The_London_Muddy_Waters_Sessions.rar

25 de dez. de 2009

Humble Pie


A estréia da banda nos palcos aconteceu em agosto de 1969, no sagrado palco minúsculo do Ronnie Scott's o bar de jazz e blues mais conceituado da Inglaterra.

O grupo se mandou para uma excurssão que passou pela Bélgica, Alemanha e Holanda, tendo como banda de abertura o Deep Purple!!

"Live at the Whisky A-Go-Go '69", lançado em 2001, é um álbum ao vivo do Humble Pie, gravado durante a primeira turnê do grupo.

Humble Pie (2001) Live at the Whisky A-Go-Go '69


Line-up:
Steve Marriott - lead guitar
Peter Frampton - guitar
Greg Ridley - bass
Jerry Shirley - drums

Track list:
01. For Your Love 9:15
02. Shakin' All Over 12:18
03. Hallelujah I Love Her So 4:20
04. The Sad Bag of Shakey Jake 3:39
05. I Walk on Gilded Splinters 21:18

http://www.badongo.com/file/3046477

O Humble Pie, inicialmente capitaneado pelos vocalistas/guitarristas Steve Marriott (ex-integrante do Small Faces) e Peter Frampton, já havia lançado quatro álbuns de estúdio, que apesar de muito bons, não possuíam uma identidade musical realmente definida. Com a saída de Frampton (rumo a uma bem sucedida carreira solo), Steve Marriott arregaçou as mangas e produziu este que viria a ser o cartão de visitas musical da sua banda.

O fato é que "Smokin'" ficou marcado como um item de discografia básica, um álbum que até hoje influencia qualquer banda de rock que ouse utilizar o blues da melhor forma possível em um contexto rock 'n' roll (alguém lembrou de Black Crowes e Quireboys?). É uma pena que Steve Marriott tenha morrido antes de lapidar ainda mais a discografia desta excelente banda. Mas, seus "filhos" estão por aí...

Humble Pie - Smokin' 1972

Steve Marriott - vocals, guitar, harp, keyboards
Clem Clempson - guitar, keyboards, vocals
Greg Ridley - bass, vocals
Jerry Shirley - drums, keyboards
Alexis Korner - vocals, mandolin-type Martin Tipple guitar "Old Time Feeling"
Stephen Stills - organ, backing vocals on "Hot 'n' Nasty"
Doris Troy - backing vocals "You're So Good for Me"
Madeline Bell - backing vocals "You're So Good for Me"

Músicas:
1. Hot 'N' Nasty
2. The Fixer
3. You're So Good For Me
4. C'mon Everybody
5. Old Time Feelin'
6. 30 Days In The Hole
7. Road Runners G Jam
8. I Wonder
9. Sweet Peace And Time

http://www.mediafire.com/?hw1bnynywhd

19 de dez. de 2009

Bon Scott: Antes do AC/DC

Nascido Ronald Belford Scott, em Kirriemuir, Escócia, no dia 9 de julho de 1946, Bon mudou-se com sua família para a Austrália aos seis anos de idade. Participou de conjuntos como Spektors (1964-1966), no qual tocava bateria, e Valentines (1966-1970), dessa vez no vocal.

Mais tarde com o Fraternity, grupo de blues rock de Adelaide,tentou alucinadamente descolar algum reconhecimento pela Inglaterra, inclusive fazendo algumas tours pela pátria mãe da cena roqueira da época, mas não conseguiram nada além de meia dúzia de seguidores. Chegaram a abrir shows do Status Quo, Black Sabbath e do Geordie, banda que tinha Brian Johnson nos vocais, o sujeito que substituiria Bon no AC/DC, em 1980! Com a banda, Bon lançou dois álbuns: Livestock, de 1971 e Flaming Galah, de 1973 e também alguns compactos.

Em 1973, o Fraternity mudou seu nome para Fang e lá pela metade do ano estavam encerrando as atividades de vez. Bon e mais alguns ex-integrantes fundaram o Mount Lofty Rangers, que teve vida curta, pois o vocalista sofreu um grave acidente de moto no início de 1974, que o deixou em três dias de coma e o impossibilitou de continuar na estrada por algum tempo. No lugar de Bon, escalaram Jimmy Barnes, figura lendária na Austrália, que depois integraria as bandas Cold Chisel e Living Loud.

Fraternity Livestock (1971)


1 The Race Part I
2 Seasons Of Change
3 Livestock
4 Summerville
5 Raglan's Folly
6 Cool Spot
7 Grand Canyon Suites
8 Jupiter's Landscape
9 You Have A God
10 It
11 The Race Part II


Bruce Howe - Bajo
Mick Jurd - Guitarra
John Bisset - Teclado
Bon Scott – Vos
John Freeman – Bateria
John Ayers - Harmonica, Vos
Sam See - Guitarra, Piano

http://www.mediafire.com/?m25zd0mznjw

Round & Round & Round (1973)



1- Round And Round And Round And Round 3:22
2- Carey Gully 2.53
3- Round And Round 2.45
4- To Know You Is To Love You 2.57

Bon Scott - Vos
Vince Lovegrove - Vos
Peter Head - Piano
Mauri Berg
Phil Colson
Chris Bailey
John Freeman – Bateria

http://www.mediafire.com/?3hn5ywqd2jt

tanx armênios

27 de nov. de 2009

Fruupp - Future Legends (1973)



Disco de estréia desta ótima banda irlandesa liderada pelo guitarrista McCusker.
Vincent McCusker viajou pela Inglaterra atrás de músicos capazes de ingressar na banda idealizada por ele, porém de volta à casa, McCusker decidiu chamar músicos locais mais adequados a idéia de mesclar a sonoridade típica do folclore irlandês ao rock progressivo.
A estréia veio em um disco extraordinário, onde o genial guitarrista se cerca da música do país natal e cria uma bela melodia.
A abertura do disco nada mais é que alguns poucos segundos de uma música típica seguida de uma canção que principia leve, cantada e vai crescendo até explodir a partir de um grito que chama a guitarra do mestre. "Decision" é uma canção de beleza marcante e a melodia irá se repetir por todo o disco. É uma pequena obra prima de pouco mais que seis minutos. Segue-se "As Day Breaks with Dawn", abrindo de leve e chegando a voz marcante, em um ritmo marcheado, seguindo a melodia, e voltando a leveza em um quase sussurro. Também é onde surge, lindamente, um oboé.
"Graveyard Epistle" é outra bela canção que segue o extraordinário padrão do álbum. Acelerada de início, quase continuando a canção anterior, vai para a leveza do canto de McCusker e para o marcante oboé que se apega aos ouvidos seguido de lindas passagens de teclados e guitarras.
"Lord of the Incubus" abre com um belo solo de guitarra e um vocal de barítono para entrar na marcação sem perda de qualidade. Destaque para os teclados e contrabaixo, e para o puro rock no centro da canção, além do lindíssimo final onde um guitarra sola mínimos acordes.
E vem "Olde Tyme Future", grafia provavelmente de algum dialeto irlandês, que em nada perde para as anteriores, belamente executada.
A sétima canção, depois de uns trinta minutos de excelente progressivo, chega ao ápice, à máxima qualidade, com uma explosão de guitarra e bateria, depois segue viajante, e se encerra com um assombroso solo de McCusker.
Este álbum termina com quarenta segundos de folclore irlandês que todos já ouviram em centenas de outros discos, mas cabe bem demais em uma banda local, cantados em coro.
O disco de estréia da banda, apesar de um tanto tardio para os padrões da região, é lindo, obrigatório em qualquer discografia.

1.Service With A Smile (2:42)
2.Morning Sun (4:05)
3.Ibby It Is (7:51)
4.Steaming Pipes (5:42)
5.Wind Up Doll Day Wind (7:10)
6.Open Book (4:54)
7.I Forgot To Push It (3:03)
8.The Moon, I Sing (Nossuri) (6:16)


http://rapidshare.com/files/285092311/Fruupp_-_Future_Legends__1973_.rar.html

23 de out. de 2009

Mike Keneally - Wooden Smoke (2002)



Mike Keneally é uma das figuras mais subestimadas do universo guitarrístico. Há algum tempo, sempre que pergunto se alguma pessoa conhece o músico a resposta é absolutamente decepcionante: "não é aquele guitarrista de apoio do G3?". Alguns fãs do Dream Theater também o reconhecerão pela participação no Mulmuzzler, álbum solo do vocalista James Labrie.
Keneally tornou-se conhecido após participar da última banda de turnê do Frank Zappa como vocalista, tecladista e guitarrista, tendo figurado também na gravação de alguns álbuns do falecido gênio. Além de sua carreira solo, desde então trabalhou com artistas como Robert Fripp, Wayne Kramer, Sting, Kevin Gilbert, Steve Vai e The Loud Family.
Em Wooden Smoke, o guitarrista aparece trazendo uma preponderância de texturas acústicas, embaladas em arranjos soberbos e complexos e norteadas por uma beleza única do conjunto de progressões de acordes. De um álbum "de guitarrista", sempre se esperam solos virtuosos e direcionamentos melódicos, além de demonstrações de domínio do instrumento. Assim sendo, recomendo fortemente que você dê uma chance para a aventura das harmonias contidas neste álbum, surgidas quando Keneally resolveu sentar no chão de sua sala com um violão. Repare também na elaboração dos arranjos vocais, e no conteúdo lírico destes.

1.Hello
2.Bags
3.Haugseth
4.2001
5.New England
6.Nanny-Ass Crow
7.Dee 'N' A
8.Boom
9.Legs
10.Father's Day
11.Pantomine
12.Machupicchu
13.Wooden Smoke
14.Thanksgiving


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15 de out. de 2009

Gov't Mule - By A Thread (2009)



"By A Thread" é o nome do novo trabalho da banda GOV'T MULE. A banda é formada atualmente por Warren Haynes (guitarra e vocal), Matt Abts (bateria e percussão), Danny Louis (teclados) e Jorgen Carlsson (baixo)

01 Broke Down on the Brazos
02 Steppin' Lightly
03 Railroad Boy
04 Monday Mourning Meltdown
05 Gordon James
06 Any Open Window
07 Frozen Fear
08 Forevermore
09 Inside Outside Woman Blues #3
10 Scenes from a Troubled Mind
11 World Wake Up

Parte 1:
http://www.mediafire.com/download.php?jg0zxzmnzzj

Parte 2:
http://www.mediafire.com/download.php?yjnmdniz40m

METALLICA - COVERING'Em - 320 Kbps (Gravado ao vivo em vários shows e datas diferentes)




Faixas:

01. So What - Including Opening
02. Stone Cold Crazy
03. Last Caress
04. Little Wing
05. The Heavy Joke
06. Mistreated
07. Am I Evil (With Diamond Head)
08. Helpless (With Diamond Head)
09. So What (Extended Version With Animal of Anti-Nowhere League)
10. Let It Loose
11. Killing Time
12. Hit The Lights (Demo)
13. The Mechanix (Demo)
14. Motorbreath (Demo)
15. Seek And Destroy (Demo)
16. Metal Militia (Demo)
17. Jump In The Fire (Demo)
18. Phantom Lord (Demo)

NOTES: Live CD. Awesome Sound Quality. Tracks 1 -3 live in Buenos Aires, 07/05/93 :: tracks 4 & 5 live in Los Angeles, 22/02/93 (this date is wrong) :: track 6 live in canada 14/14/92 :: tracks 7 & 8 live in Birmingham, 05/11/92 :: track 9 live at Wembley arena, 25/10/92 :: tracks 10 & 11 from rehersals 03/82 :: tracks 12 - 18 `no life `til leather` demo 07/82.

Thanks KM - Original Uploader.

http://www.sendspace.com/file/vnfh1s

23 de set. de 2009

BLACK SABBATH - BLACK BOX The Complete Original Black Sabbath (1970 - 1978)




Black Sabbath

Um disco que mudou a vida de muita gente (incluindo vários músicos de Heavy Metal), provavelmente o mais influente e importante disco do gênero. Gravado em 1970 em apenas 12 horas e em primitivos 4 canais, Black Sabbath contém as sementes de tudo o que seria criado nas décadas de som pesado que se seguiriam: os temas sombrios, os riffs macabros de guitarra, as linhas sólidas de baixo e as batidas, poucas e furiosas da bateria, além dos vocais angustiados e únicos de Ozzy.

Faixas:

BLACK SABBATH - O som da chuva e de sinos, misturado á guitarra macabra de Iommi, define com clareza o Heavy Metal. O vocal assustador, o baixo e a bateria marcados, a letra sombria, o arranjo lento, gótico...E o final rápido, pesado. Uma musica essencial.

THE WIZARD - Riffs macabros, cheios de peso, uma gaita surpreendente. A letra é positiva, apesar de não parecer!

BEHIND THE WALL OF SLEEP - Um início magnífico graças a seu riff, a bateria assusta, Ozzy em uma de suas melhores performances. Uma das melhores canções da banda, senão a melhor. O tema é inspirado no escritor de terror Lovecraft.

N.I.B. - O solo de baixo magistral que abre essa canção logo abre espaço para o peso da guitarra, a batera demolidora mas contida e o vocal irônico de Osbourne. Um clássico que impressiona também por seu solo inesquecível. A letra fala do amor do Diabo por uma mulher humana.

Evil Woman - A mais fraca do disco. Um Hard Rock convencional, sem maiores destaques. Na versão americana do disco, Evil Woman é substituída pela música WICKED WORLD, um heavy macabro e lento, bem ao estilo da banda. Na minha opinião, Evil (que não foi lançada nos EUA por problemas autorais, já que é uma cover) é bem inferior a Wicked World.

SLEEPING VILLAGE - Única música acústica desse trabalho, porém a mais assustadora de todas. O vocal de Ozzy alcança novo patamar de angústia e tristeza, enquanto Tony dedilha com maestria seu violão...Perfeita, só poderia durar mais tempo já que possui apenas 1min30s.

WARNING - Um épico de 11 min, deleite para os fãs radicais do Sabbath, já que apresenta riffs e mais riffs perfeitos. Possivelmente foi dessa música que surgiu o ditado que diz "Iommi fez todos os riffs possíveis e imagináveis", ao mesmo tempo em que Geezer constrói bases indestrutíveis, Ward dá um show em várias partes solo e Ozzy solta vocais angustiados e inquietantes. Muita velocidade também, dado raro nesse primeiro disco da banda.

Todas as faixas são absolutamente perfeitas e clássicas, mesmo com a precariedade da gravação, que ressaltou ainda mais o clima sombrio e misterioso das canções. Em suma, um discão essencial para quem pretende entender (mesmo) o que é Heavy Metal.


01 - Black Sabbath
02 - The Wizard
03 - Wasp/Behind The Wall Of Sleep/Bassically/N.I.B.
04 - Wicked World
05 - A Bit Of Finger/Sleeping Village/Warning
06 - Evil



Paranoid

No começo era o riff. E no começo do riff era o Black Sabbath.
Depois de uma estréia brilhante com o disco ”Black Sabbath“ (ao menos para o público - a crítica da época odiou, apesar de ter alcançado o Top Ten). Tony Iommi (guitarra), Ozzy Osborne (vocais), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) compuseram um time vencedor de canções que formariam um segundo álbum com mais esmero e com muito mais peso, produzido por Roger Bain.

A obra que se tornaria um referencial para diversas gerações de músicos foi batizada ”Paranoid“ em substituição ao título original, ”War Pigs“, censura motivada pela possível relação com a Guerra do Vietnã. Suas oito faixas dinamitam o ouvinte com riffs violentos de guitarra e baixo, pratos estourando para todos os lados; fundindo esta pedrada toda, a voz inconfundível de Ozzy Osbourne, cujos vocais parecem sempre estar neste disco beirando a histeria e a paranóia.

O disco abre com ”War Pigs“, já dando uma mostra (e que mostra!) do que vem pela frente: a guitarra Gibson SG de Iommi distorcida, o baixo Fender de Butler estalando e a bateria de Ward marcando os tempos fortes, com uma sirene cortando seus ouvidos ao fundo. Depois que Ozzy começa a cantar, a música explode por quase oito minutos, até acabar numa distorção generalizada. Em seguida, a faixa título, ”Paranoid“, um das mais famosas de toda a carreira do Sabbath, que pode ser vista às vezes num clip psicodélico na MTV. Confesse: você não sente um arrepio quando Ozzy grita : ”Can you help me?“.

”Planet Caravan“, a terceira faixa, a mais ”suave“ do disco, tem um arranjo que parece saído da cabeça dos Mutantes e Rogério Duprat. É a pausa que você necessita para agüentar o que vem pela frente, e o que vem são jóias intituladas ”Iron Man“, ”Electric Funeral“, ”Hand of Doom“, ”Rat Salad“ e ”Fairies Wear Boots“.

Quem ouviu ”Paranoid“ na época em que foi lançado (1970) e quem ouve hoje pela primeira vez, percebe de cara o quanto este quarteto estava afinado entre si.

Se a capa de ”Paranoid“ não é lá uma obra prima, com aquele cruzamento bizarro de motoqueiro/super-herói/guerreiro saindo de trás de uma árvore à noite, te ”ameaçando“ com um sabre na mão esquerda (referência ao canhoto Tony Iommi?) o selo original da Vertigo era uma viagem, que infelizmente se perdeu ao ser lançado em CD.


01 - War Pigs/Luke's Wall
02 - Paranoid
03 - Planet Caravan
04 - Iron Man
05 - Electric Funeral
06 - Hand Of Doom
07 - Rat Salad
08 - Jack The Stripper/Fairies Wear Boots



Master of Reality

O que mais impressiona ao ouvir este disco é o jeito fácil com que ele consegue soar bem aos ouvidos e grudar na cabeça. Na primeira audição ele já conquista e define o som do Black Sabbath: vocais alucinados, riffs marcantes, bateria avassaladora, baixo cortante e peso, muito peso. Tudo o que se espera de Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Bill Ward e Geezer Butler está contido em todas as faixas do álbum.

Para começar a distribuição de porradas, o disco abre com Sweet Leaf e as famosas tossidas do Madman que, segundo a lenda, se engasgou com a fumaça produzida pela queima da “querida folha” que constantemente aparecia nos estúdios de gravação da banda na época. Assim como Hands of Doom, do Paranoid, e Snowblind, do Vol. 4, a letra da música trata da relação entre uma pessoa (quem será?) e as drogas, nesse caso,a marijuana. O riff inicial já adverte o ouvinte: feche as portas, apague as luzes, aumente o som e balance a cabeça.

A segunda faixa, After Forever, trata-se de um questionamento sobre Deus e a vida após a morte. A música contém variações de riffs matadores, o que é marca registrada da banda e pode ser observada ao longo do álbum inteiro.

O que vem a seguir é Embryo, faixa instrumental e sombria, na qual Iommi desfila por 20 segundos acordes fúnebres que servem de introdução para o próximo petardo: Children of the Grave. A música vai crescendo a partir da guitarra que a inicia preparando para a explosão que acontece quando Bill Ward começa a espancar sua bateria e Geezer Butler entra dando corpo e sustentando a faixa com seu baixo cavalgante e poderoso.

Para relaxar e acalmar o clima, surge Orchid, outra instrumental, desta vez contendo um belíssimo e inspirado dedilhado de Iommi no violão que desemboca numa das melhores composições do Sabbath: Lord Of This World. É impossível ouvir essa musica e ficar parado, tamanha a intensidade que ela contém, grande parte devido ao modo como Ozzy atua. Aqui os vocais alucinados acima descritos se fazem presentes dando um toque especial à maneira como a música é conduzida. O baixo acompanha a guitarra ao longo de todas as passagens, fazendo com que a musica te envolva e mande você balançar a cabeça no ritmo ditado pelo riffs.

Entre duas das mais pesadas musicas da carreira do Black Sabbath, aparece a faixa mais emotiva e melancólica do álbum, Solitude, com direito até a instrumentos de sopro. Mas, como a primeira e a última impressão são as que ficam, a pancadaria volta com mais um clássico absoluto do heavy metal: Into the Void. O inicio bem cadenciado e pesado justifica o título de “pais do heavy metal” que a banda adquiriu ao longo dos anos. Claro, um final perfeito para um disco perfeito é o que se espera, e eles não decepcionam. Com uma levada bem heavy, ela conquista o coração de qualquer fã de rock pesado e faz você querer ouvir o álbum inteiro outra vez.

Um clássico do rock indispensável a qualquer coleção e que surpreende devido a tamanha qualidade, inspiração e originalidade, sempre necessários à boa música. Compre!


01 - Sweet Leaf
02 - After Forever
03 - Embryo
04 - Children of The Grave
05 - Orchid
06 - Lord Of This World
07 - Solitude
08 - Into The Void



Volume 4

Uma vez um cara me disse que quem gostava de Rock "pesado" na década de 70 optava por uma das duas opções: ou adotava o estilo meio "hippie/folk" do Led Zeppelin, ou o virtuosismo do pessoal do Deep Purple. Perguntei: "e o Black Sabbath"? ele respondeu: "bem, eles eram muito undergrounds para a época, só os malucos gostavam deles". Mas o tempo provou que os "malucos" não eram tão doidos assim, pois inegavelmente a sonoridade/atitude do Sabbath influenciou praticamente todo mundo que veio depois.

A idéia inicial era que seu título fosse "Snowblind", porém a gravadora vetou devido à alusão com drogas. Nesta época (1972) vamos encontrar os "Quatro Cavaleiros do Apocalipse" em sua fase áurea, pois já haviam atingido o estrelato e com isso veio toda a consequência do sucesso (dinheiro, mulheres, loucuras mil). As letras refletiam o estado de espírito do pessoal na época, pois tratavam de temas como solidão, desespero, drogas (chegam à agradecer à COKE-Cola de Los Angeles!) e até desejo de mudanças! Sim, embora "Changes" pareça a início uma "tola canção de amor" totalmente deslocada no álbum, se analisarmos a letra veremos que expõe uma certa saturação de tudo (me sinto infeliz/me sinto tão cansado/perdí os melhores amigos/que eu sempre tive), e o consequente anseio por coisas novas. Diz a lenda que quem tocava piano era o próprio Iommi, porém depois ficou comprovado que se tratava de Don Airey, velho amigo da banda. Esta faixa se tornou o maior (e único) sucesso popular da banda, até hoje toca nos "flashbacks" da vida...

Musicalmente falando a banda estava em seu ápice, Iommi como sempre despejando toneladas de riffs, Butler e Ward fazendo uma cozinha precisa e muito bem integrada à sonoridade da banda, e Ozzy, figura indispensável à banda na época, que embora de acordo com seus detratores nunca tenha sido um excelente vocalista, possuía (até hoje possui) um excepcional carisma, inclusive a capa deste disco imortalizou a imagem dele com sua saudação característica!

Indispensável para qualquer pessoa que tenha ligação com Hard-Rock, Heavy-Metal ou alguma coisa semelhante...


01 - Wheels Of Confusion/The Straightener
02 - Tomorrow's Dream
03 - Changes
04 - FX
05 - Supernaut
06 - Snowblind
07 - Cornucopia
08 - Laguna Sunrise
09 - St - Vitus' Dance
10 - Under The Sun/Every Day Comes And Goes



Sabbath Bloody Sabbath

1973. Ano de estafa total para os pais do heavy metal. Turnês gigantescas e intermináveis em seqüência estavam deixando Ozzy e Cia. ainda mais pirados do que o normal. Egos lá em cima, drogas à toda e o caldeirão mercadológico que cercavam a banda também não contribuíam para manter a mente sã dos prolíficos rapazes de Birmingham.

Pois para tudo há solução, e no caso, o jeito era botar as idéias no lugar e procurar um refúgio tranqüilo para as gravações. A malfadada experiência no castelo ao norte da Inglaterra escolhido para ser o tal refúgio (em que a fama mística voltava a se tornar real e assustar até os próprios integrantes) era o sinal de que a palavra “convencional” definitivamente não faz parte da história do Sabbath e aquelas duas semanas dentro do estúdio (um outro castelo mais “comportado”) entrariam para a história.

No entanto, mais uma vez fugindo do que era esperado, a sonoridade do álbum estava mudada. As guitarras se distanciando da afinação baixa, uso grandiloqüente de teclados, órgãos, cordas e violões, experimentalismo em evidência, melodia em alta - inclusive na voz de Ozzy – visual diferente, técnica e magia num casamento apuradíssimo. Era o sorumbático Sabbath se rendendo á progressividade tão em alta na época? Sim, surpreendentemente era. E o fizeram com extrema sapiência e propriedade, sem jamais sequer arranhar sua identidade própria.

Não à toa o álbum em questão é considerado por muitos o melhor e mais bem produzido da longa carreira do grupo. Curioso notar que o Black Sabbath é talvez a única banda em todos os tempos que tem 5 ou 6 álbuns que podem ser considerados “o melhor” e que há defensores ferrenhos para cada um deles. Sorte nossa que ganhamos obras e mais obras magníficas para saciar nossa sede de boa música pesada.

Ao mesmo tempo em que trazia inovações, “Sabbath Bloody Sabbath” – um nome perfeito, ressaltemos - evocava uma volta às raízes em se tratando de sua temática ocultista, mística e mágica, de arte gráfica (um trabalho primoroso de Drew Struzen) e musicalidade idem.

Por vezes “alegre” demais, outras, introspectivo. Ainda assim, vigoroso e eficaz. E é essa mistura de harmonias, sentimentos, climas, alma, progressividade, heavy metal, blues e genialidade que faz de “Sabbath Bloody Sabbath” algo especial. Seu tema título, clássico rapidamente imortalizado, demonstra essa variedade perfeitamente, indo da letargia onírica ao clímax em transe, complementado pelo peso característico, seu riff central alucinante e os berros paranóicos de Ozzy.

“A National Acrobat”, rítmica, empolgante, com todo o charme do blues e o peso do heavy metal fundidos, que se eleva nas vigorosas suítes instrumentais proporcionadas, dotadas de rara pegada e senso melódico e harmônico.

A linda e emotiva instrumental “Fluff”, carregada de tenros arpejos por parte de Tony Iommi consagra-se como uma das composições mais expressivas melódica e sentimentalmente que a banda já fez.

E ainda a deliciosamente bluesy “Sabbra Cadabra”, daquelas que quando você percebe, está dançando igual um louco pela sala, outro clássico que uma vez incorporado ao repertório ao vivo do grupo não saiu mais, fácil de entender pela sensação que causa na platéia, o típico heavy-rock que a banda faz tão bem, dessa vez incrementado pelos lapsos do progressivo.

A ousadia experimental – para se ter uma idéia foram usados percussão, piano, órgão, sintetizadores, mellotrons, flauta, gaita de foles, tímpano, espineta e diferentes tipos de baixo, violão e guitarra – é sentida durante todo o play, mas fica principalmente evidente na faixa “Who Are You?”, lacônica música cantada soturnamente por Ozzy e dona da letra mais “assombrosa” da bolacha.

Não podemos deixar de citar as contribuições de Rick Wakeman, tecladista do Yes, sob o pseudônimo de Spock Wall e que também deixaria sua marca no próximo LP, o “Sabotage”.

Ozzy Osbourne sabidamente não era um músico dos mais apegados á teoria e técnica, mas que intérprete fantástico, que frontman único, que entrega tudo de si á música alcançando resultados inimagináveis com isso, louco, insano, imprevisível e por último, dono de uma voz inimitável, enfim, o homem perfeito para ser "a" cara e "a" voz do heavy metal.

Não que eu não queira, ou que sejam de menor importância, mas não é preciso comentar “Killing Yourself To Live” e “Looking For Today”, dois cultos ao bom gosto, duas pérolas de refino metálico. Descrevê-las é tirar o impacto da descoberta, desnudar o prazer de encontrar algo novo, porque é isso que acontece a cada vez que se ouve “Sabbath Bloody Sabbath”, o típico álbum que a cada nova audição se gosta mais, acha-se coisas novas, detalhes, peculiaridades de uma grande banda. Por isso dê-se ao prazeroso trabalho de descobrir as canções por conta própria e senti-las com a individualidade que é necessária.

Por fim, "Spiral Architect" emociona com sua introdução dedilhada ao violão para depois explodir em técnica e virtuose sadia, se valendo de passagens eruditas, cordas e violinos, no melhor estilo progressivo-setentista, uma das melhores e mais trabalhadas composições do Black Sabbath.

Até os críticos gostaram, eles, metidos e acostumados a serem refinados, eles que sempre detestaram a banda, foram obrigados a se render e derramaram-se em elogios; também pudera, fica difícil achar o que criticar neste material. O álbum acabou sendo o mais vendido da banda desde Paranoid.

Não é um tratado sobre a complexidade, nem tem pretensão de ser, não tem ostentações megalomaníacas e não foi feito para disputar quem é mais rápido ou toca mais difícil, mas quem disse que não há magia e genialidade na pureza?

Simples quando preciso, belo, sutil e agressivo num mesmo espaço, empolga, toca, diverte, encanta. “Sabbath Bloody Sabbath” mostra os mestres se reinventado, produzindo mais uma obra atemporal e influente, fruto da criatividade, técnica e competência que talvez nem os próprios rapazes sabiam que tinham.

Está aí a graça da coisa, o segredo: eram tão espontâneos, sinceros e originais no que faziam, que nenhuma outra banda poderia imitar, de repercussão e importância incalculáveis á época, mas que o tempo se encarregou de imortalizar, criando uma infindável geração de admiradores.

“Sabbath Bloody Sabbath” – que nome fabuloso! Que discaço de heavy metal! Um marco para a banda, um marco para a boa música. Nossos extasiados sentidos agradecem.


01 - Sabbath Bloody Sabbath
02 - A National Acrobat
03 - Fluff
04 - Sabbra Cadabra
05 - Killing Yourself To Live
06 - Who Are you?
07 - Looking For Today
08 - Spiral Architect



Sabotage

Em 1975, quando as coisas começaram a ficar meio complicadas para Ozzy Osbourne no Black Sabbath, seja pela sua personalidade forte dentro da banda focalizando todo o sucesso do Sabbath nas suas costas, ou melhor, na sua voz – motivo de problemas (ciúmes) internos – seja pela sua vida lado a lado às drogas e álcool, a sua saída da banda já estava certa para breve. Além de Ozzy, Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), os membros originais do Sabbath continuavam na banda, mas por tantos problemas seus direcionamentos musicais estavam bem diferentes se compararmos “Sabotage” com “Black Sabbath”, o primeiro LP.

Com um som mais pesado e sombrio, “Sabotage” pode ser considerado como um dos marcos da história do hard/heavy metal, onde pela primeira vez os riffs de guitarras estavam ainda mais distorcidos e pesados, acompanhados de melodias vocais igualmente agressivas. Apesar de não ser um grande fã do estilo de cantar de Ozzy Osbourne, acredito que em “Sabotage” ele tenha alcançado a sua melhor perfomance no Sabbath, ajudado pelas músicas pesadas que já foram citadas anteriormente.

Com a hard/heavy “Hole in Sky” o LP (versão em CD lançada posteriormente, claro) abre; mesmo tendo uma participação de Ozzy na voz, pode incomodar alguns ouvintes que não estejam habituados ao seu estilo de “gritar”. Após a curta introdução em violão (“Don’t Start”), “Sabotage” passa para a música que na minha opinião é a melhor do álbum, “Symptom of the Universe”, simplesmente perfeita! Uma faixa muitíssima bem composta, que na sua parte lenta poderá levar o ouvinte aos discos do Led Zeppelin (pela similaridade das melodias). “Megalomania” começa com uma parte mais cadenciada e até certo ponto psicodélica, mas na hora que começa a ser um “rockzão” fica muito boa. Para fechar o disco, “The Wirt” é uma música um pouco diferente das citadas anteriormente, por provavelmente ser a composição mais parecida com os trabalhos anteriores do Black Sabbath.


01 - Hole In The Sky
02 - Don't Start (Too Late)
03 - Symptom Of The Universe
04 - Magalomania
05 - The Thrill Of It All
06 - Supertzar
07 - Am I Going Insane (Radio)
08 - The Writ



Technical Ecstasy

Technical Ecstasy é o sexto álbum da banda e o mais detestável e criticado entre os fãs. Admito que este trabalho está diferente dos seus grandes clássicos, os quais se encontram no começo da carreira, mas é um trabalho que tem seu merecido crédito, mesmo tendo a “ensebalada” It´s Alright, com o Bill Ward no vocal – inclusive esta musica recebeu uma terrível versão do Guns n Roses, onde abominaram ainda mais do que a versão original. O restante das faixas soam diferente daquelas sombrias e arrastadas músicas, tendo um direcionamento Rock n` Roll e um pouco de AOR (Rock de arena) em composições como Back Strees Kids, You Won`t Change Me, Gypsy, Rock n Roll Doctor e na mais conhecida do disco – Dirty Women. Uma coisa bastante notável neste disco é o vocal do Ozzy, onde está bem melhor que os anteriores e arrisco a dizer que este disco e o seu sucessor, Never Say Die, são os discos em que o Ozzy melhor cantou, tecnicamente falando. E se você ainda tem uma certa antipatia por este disco, faça isso, escute-o com mais atenção e calma e tire suas conclusões, porque esse é o melhor modo para se começar a gostar de um disco que as vezes chega ser até bom e mesmo assim criticado, do que a informação que é passada pela mídia ou uma pela maioria dos fãs.

01 - Back Street Kids
02 - You Won't Change Me
03 - It's Alright
04 - Gypsy
05 - All Moving Parts (Stand Still)
06 - Rock 'N' Roll Doctor
07 - She's Gone
08 - Dirty Women



Never Say Die!

O lado A de Never Say Die (ou, para quem pegou apenas o CD, as quatro primeiras músicas) pode não ser o melhor da banda para muitas pessoas, mas para mim foi de fundamental importância. Talvez, ao lado do lado A do disco Sabotage (no CD, novamente as quatro primeiras músicas) e do lado B do Volume 4 (as últimas cinco músicas no CD), a primeira parte deste Never Say Die é, para mim, a síntese do que a banda era nos anos setenta.

Virando o disco, lado B. Nossa! Shock Wave! Um riff de Iommy que não pode passar desapercebido. O desfile continua até o final do disco, passamos por mais um jazz/rock (Air Dance), um rock mais cadenciado (Over to You), um tema instrumental com direito à metais (Breakout) e uma quase surpresa: o baterista Bill Ward cantando Swinging The Chain, uma vez a música foi composta no curto período de ausência de Ozzy Osbourne nos vocais da banda e, por isso mesmo, a música foi recusada pelo cantor. Digo quase surpresa por que Ward já havia cantado It´s All Right no disco anterior. Mas o baterista não decepcionou... pelo menos para mim.

O guitarrista Tony Iommi mostrou, é verdade, que estava mais afastado naquele período do rock e mais próximo do jazz, causando conflitos com Ozzy e a sua partida da banda. Mas, passando por isso, o disco tem muita qualidade e não deve nada para Paranoid (considerado o maior marco da banda, em 1970), Sabbath Bloddy Sabbath de 1973 ou Sabotage (de 1975). Gezzer Butler mostra que o baixo simples pode ser eficiente em uma banda versátil como o Black Sabbath do final da década de setenta.

Acredito que, apesar de ter uma sonoridade diferente dos trabalhos anteriores (e posteriores) do grupo, Never Say Die consegue se mostrar um disco cativante e envolvente, uma espécie de filhinho querido na discografia da banda.



01 - Never Say Die
02 - Johnny Blade
03 - Junior's Eyes
04 - A Hard Road
05 - Shock Wave
06 - Air Dance
07 - Over To You
08 - Breakout
09 - Swinging The Chain

Download

3 de set. de 2009

Captain Beyond - Sufficiently Breathless (1973)




O Captain Beyond tem apenas três albúns lançados e entre si bem diferenciados: o primeiro de 1972, auto-intitulado, é um clássico do Hard Rock setentista sem sombra de dúvida; Sufficiently Breathless é o segundo, mais experimental, se trata de um Hard Progressivo Latinizado, extremamente interessante; e o terceiro, Dawn Explosion, menos intenso e muito abaixo da qualidade dos anteriores.
Banda formada simplismente por um ex-integrante do Deep Purple (Rod Evans), dois ex- integrantes do Iron Butterfly (Lee Dorman e Rhino) e o baterista Bobby Caldwell (ex-integrante da banda de Johnny Winter e futuro Armageddon, com Keith Relf). Com a saída de Caldwell depois do primeiro álbum, entram Rodrigues, Garcia e Wynans para a gravação deste álbum.
Sufficiently Breathless abre o álbum, com uma levada bem folk, sendo um pouco entediante pela pouca variação que possue, mas com um belo vocal de Rod Evans; em seguida Bright Blue Tango, já mostrando bem o lado latino da coisa, mas não perdendo nem um pouco o caráter rock do som, o resultado é fantástico, percussões interessantes, grande performance de Rhino (nada de "datilógrafos" da guitarra, somente a nota certa no momento certo) e grandes riffs compostos por Lee Dorman (que por sinal compôs o albúm inteiro); Drifting In Space soa mais latina ainda, com percurssões, piano elétricoe guitarras soando um pouco Santana.
Evil Men, grande faixa, começando pela bela guitarra de Rhino e o Baixo de Lee Dorman viajando junto... e um riff matador, sempre com numa pegada bem latina, com poucos excessos, resultando em um som extremamente original; em Starglow Energy o lado latino é deixado de lado por um tempo, é a faixa mais progressiva, com piano e orgão abrindo o som, Rod Evans lembra um pouco Greg Lake dos tempos de In Wake Of Poseidon, no meio da faixa rola um riff que lembra muito Thin Ice do Pink Floyd (1977...), destaque novamente para as guitarras de Rhino, com um solo muito expressivo; Distant Sun se inicia com um riff muito bom e descamba novamente para o lado latino, mas com destaque para o piano elétrico de Reese Wynans e as percussões de Guille Garcia, que a primeira vez que ouvi não entendi muito, mas em outras audições perccebe-se a genealidade desse grupo! Voyages Of Past Travellers trata-se de um space-rock com um vocal desacelerado, ficando bem grave, até hoje não entendi o que que esse vocal fala... ? Fecha-se o albúm com Everything's A Circle, o mais descarado rock-latino do álbum, agora soando muito mais como Santana, percussões, guitarras, baixo, mas contendo alguns riffs influenciados pelo seu primeiro álbum... mas em suma, é um álbum fantástico!

1.Sufficiently Breathless 5:16
2.Bright Blue Tango 4:13
3.Drifting In Space 3:13
4.Evil Men 4:52
5.Starglow Energy 5:04
6.Distant Sun 4:43
7.Voyages Of Past Travellers 1:46
8.Everything's A Circle 4:14


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2 de set. de 2009

Mushroom - Early One Morning (1973)



Mushroom é uma banda irlandesa de apenas um disco, seu estilo folk-prog impressiona com seus belos arranjos de flautas, solos de guitarra sobre bases de um violino muito harmônico, e a grande contribuição do tecladista Michael Power que justifica seu nome com solos de moog e que não deixam a desejar a nenhum Keith Emerson ou Rick Wakeman da vida. Mas se engana quem pensa que Mushroom não passa de mais uma banda folk com sinais psicodélicos, a veia rock n´roll da banda fica muito exposta e é sabiamente intercalada pelas viagens melódicas e pelos arranjos do brilhante violinista Pat Collins que chega até a lembrar o violino de Jerry Goodman. Algumas vezes você pode ate achar que é uma banda fusion como na faixa “Drowsey Maggie”. A banda inteira toca claramente em grande harmonia.
Vale muito a pena ouvir !

1.Early one morning
2.The Liathdan
3.Crying
4.Unborn child
5.Johnny The Jumper
6.Potters Wheel
7.Standing Alone
8.Devil Among The Tailors
9.Tenpenny Piece
10.Drowsey Maggie
11.King of Alba

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Captain Beefheart And His Magic Band - Strictly Personal (1968)



Nesses ultimos dias tenho olhado pra coleção de album e ouvindo coisas que a tempo não ouvia, me deparei com alguns trabalho desse "maluco", que formou um grupo batizado com o nome de Magic Band, onde os integrantes recebiam nomes esquisitos como Drumbo, Zoot Horn Rollo, Ed Marimba e Winged Eel Fingerling; é conhecido pela terrível prática de massacrar psicologicamente seus músicos de modo que, impingindo raiva neles, pudesse extrair o máximo de expressividade de suas performances e, mesmo sem qualquer conhecimento técnico musical, foi capaz de criar obras revolucionárias que inspiram grupos musicais e artista de vanguarda até os nossos dias.
O album que escolhi pra postar primeiro foi o segundo da banda, que tem uma sonoridade entre o Blues/Rock e o Psicodélico, eu gosto bastante desse disco.

1.Ah Feel Like Ahcid – 3:05
2.Safe as Milk – 5:27
3.Trust Us – 8:09
4.Son of Mirror Man - Mere Man – 5:20
5.On Tomorrow – 3:26
6.Beatle Bones 'n' Smokin' Stones – 3:17
7.Gimme Dat Harp Boy – 5:04
8.Kandy Korn – 5:06

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31 de ago. de 2009

Tomorrow's Gift - Tomorrow's Gift (1970)




Banda alemã, registrou este disco em 1970. trata-se de um Hard Prog de excelente qualidade com trabalho de órgão, guitarra, e flauta proeminentes e composições bem elaboradas, com peso sob medida, com vocal feminino (Inga Rumpf) bem peculiar, que acaba por tornar este disco bem original. O disco foi relançado pelo selo alemão "second battle" em formato Digi-pack. Altamente recomendado para quem gosta de Hard Prog.

1. Riddle In A Swamp
2. Prayin'to Satan
3. One Of The Narrow Minded Thoughts
4. Tenakel Gnag
5. The First Season After The Destruction
6. How You Want To Live
7. Grey Aurora
8. Ants
9. Breeds There A Man
10. King In A Nook
11. Sandy Concert
12. Enough To Write A Song About Or Two
13. Second Song

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29 de ago. de 2009

Eela Craig - One Niter (1976)



One Niter é o segundo e mais elogiado disco deste grupo austríaco. Esta obra é basicamente um suave e sombrio progressivo sinfônico "espacial" onde, além de elementos de música clássica, se encontram funk, jazz e um pouco de psicodélico. Um pouco de Yes, Pink Floyd e ELP está presente no One Niter, mas seu estilo está tão distante destes grupos que não servem de boa comparação.
Dos cinco discos do grupo, só conheço este e o seguinte, chamado Hats of Glass. Este último é, para o meu gosto, muito mais fraco que o One Niter; suas músicas são bem mais simples e muito próximas do pop comercial.
Como ocorre com a maioria dos progressivos sinfônicos mais obscuros, o estilo musical do One Niter não exige muita competência técnica, tende a melodias suaves e se importa mais com os arranjos do grupo como um todo. Como pode ser visto na ficha técnica ao lado, o Eeela Craig possui uma particularidade curiosa: sua formação inclui três tecladistas --- que itilizam diversos aparelhos, como Hammond Organ C3, Mellotron, E-piano..e mais um pianista.

1.Circles (13:53)
a.The Mighty (5:41)
b.The Nudee (2:00)
c.The Curse (5:05)
d.The Blessed (1:13)
2.Loner's Rhyme (9:12)
3.One Niter Medley (11:03)
a.Benedictus (1:52)
b.Fugue (0:47)
c.V.A.T. (3:15)
d.Morning (1:57)
e.One Niter (3:15)
4.Way Down (7:20)

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