15 de nov. de 2011

Fusonic – Desert Dreams (2010)



Bom, todas as pessoas que me conhecem sabem da minha paixão pelo rock progressivo e, com isso estou sempre a pesquisar sobre não apenas as velharias do estilo, mas está sempre acerca das novidades que esse universo musical nos tem a oferecer. Em meio a essas viagens, uma das minhas ultimas descoberta foi a Fusonic, grupo holandês de progressivo sinfônico fundado na cidade de Hilversum em 2008, e que por dois anos trabalharam no seu álbum de estréia, Desert Dreams, lançado em 2010.

O grupo nos brinda com uma musicalidade extremamente refinada e de bom gosto, o guitarrista, apresentado simplesmente com o nome de Teo, tem idéias que nos faz pensar em uma mistura de David Gilmour com Jan Akkerman. É um músico que toca pra banda e não pra sua própria "glória", mais ou menos como Steve Hackett fazia no Genesis. Harry Ickelsheimer, tecladista e baixista do grupo, é o responsável pela cama sonora que com um clima espacial quase hipnótico encaixa como uma luva nas guitarras já mencionadas anteriormente, além, claro, do uso de belos, criativos e muito bem cadenciados pianos. Na bateria, Ronald Hoogwout, mostra uma técnica impecável e um timing não menos do que perfeito, se comporta de forma tranqüila como uma espécie de metrônomo humano. Um álbum ótimo do início ao fim e que já nos deixa animado e curioso em saber quando virar o segundo registro.

Músicos:

Teo - Guitarra Elétrica e Guitarra Acústica
Harry Ickelsheimer - Teclados e Baixo
Ronald Hoogwout - Bateria e Percussão

Faixas:

1.Beyond Music (5.00)
2.Entrance (2.26)
3.Into The Dream (4.47)
4.Desert Theme I (2.10)
5.Yellow Horses (5.54)
6.Bachianas (7.30)
7.Desert Theme II & III (4.15)
8.My Green Oasis (9.23)
9.Brazilieras (6.49)
10.Desert Theme IV (2.08)
11.Fata Morgana (3.40)
12.Desert Dawn (6.13)
13.Endless - Exit (8.21)
14.New Feelings (5.29)

http://www.megaupload.com/?d=IICLQD7C

14 de nov. de 2011

Arte & Ofício - Faces


São poucas, mas algumas são ótimas: estou me referindo às bandas de rock que surgiram em Portugal nos anos 70. Quarteto 1111 (de 67 em diante), Tantra, Banda do Cavaco, Petrus Castrus. Num primeiro momento foram estas que me lembrei. Ah, e tem também o Sérgio Godinho, o Rui Veloso e o José Cid, com discos muito legais. Este último gravou o álbum conceitual “10.000 anos depois entre Venus e Marte”, uma das pérolas do rock progressivo mundial.

Tirando o pó dos meus discos, encontrei o primeiro LP do Arte & Ofício, de 1979, chamado Faces. Uma ótima banda, com vocal em inglês e quase nada a respeito nos blogs da vida. O disco tem umas cinco músicas de hard rock e o resto é puro e bem tocado jazz rock. Achei o disco já ripado (do vinil, pois não saiu em CD) e disponível no Megaupload. Aproveito então para apresentá-lo por aqui.

No Youtube não achei nada do LP, mas fica este vídeo de uma apresentação deles na TV portuguesa na época.




Banda:
Sérgio Castro (baixo)
António Garcêz (voz)
Álvaro Azevedo (bateria)
Fernando Nascimento (guitarra solo)
Sergio Cordeiro (guitarra)
Antonio Pinho (teclados)
Rui Cardoso (sax soprano)
 
Faixas:
 
Young Chicks
Contradiction
Follow Me Over Via Dover
Lobster Society
All We Have To Do
Trip
Turn The Light
Endless Way
Sea Of Monsters
Finally

(O disco ripado ainda veio com duas músicas bônus)

The Little Story Of Little Jimmy
Quibble

http://www.megaupload.com/?d=C5F658Z4

por Marco Gáspari

Rumplestiltskin (1970)


Mais um disco da séria "Sirigaita tirando o pó".

Rumplestiltskin foi uma banda inglesa e segundo eu apurei lançaram apenas dois discos em 70 e 71. O som vai na linha de Savoy Brown, May Blitz, Rare Earth, John Mayall.

Eu curtí!


Peter Lee Stirling (vocals)
Alan Hawkshaw (keyboards)
Alan Parker (guitar)
Clem Cattini (drums)
Herbie Flowers (bass)


01. Make Me Make You 06:08
02. Poor Billy Brown 08:10
03. Knock On My Door 02:46
04. No One To Turn To 03:36
05. Mr. Joe 06:43
06. Pate De Fois Gras 02:58
07. Rumpletstiltskin 03:20
08. Squadron Leader 05:00


http://rapidshare.com/files/122193358/R70R.rar

12 de nov. de 2011

Womb - Womb (1969)

Meu amigo Marco Gáspari resolveu tirar a poeira de seus LPs e me apresentou o Womb que tem o característico som do final dos anos 60....acidez,muita guitarra fuzz, efeitos de estúdio,vocais femininos e etc.

Esse disco é essencialmente o cruzamento entre a psicodelia e o progressivo...rola um blues em “Morning Rises Early”, rock em “My Baby Thinks About the Good Things”,e “Mary Miles Ryan”,e o folk com a voz suave de Karyl Boddy em Conceptions Of Reality.

A banda lançou apenas dois discos,o auto entitulado e Overdub,todos em 69.


Tracks:

1.Conceptions Of Reality II
2.Mary Miles Ryan, Where Are You?
3.Morning Rises Early
4.Peace
5.My Baby Thinks About The Good Things
6.Hang On (Look Around, I’m Upside Down)
7.Happy Egotist

Músicos:

Karyl Boddy - piano, guitar, vocals
Ron Brunecker - drums
Rory Butcher - congas, percussion, vocals
Christopher Johnson - bass
Roluf Stuart - saxophone, flute
Greg Young - guitar


http://www.megaupload.com/?d=0AJQ81TG

10 de nov. de 2011

Western Vacation –Steve Vai Presents Western Vacation (2010)

No início dos anos 80,quando Steve Vai se mudou para a Califórnia, o amigo da Berklee College of Music Marty Schwartz escreveu e gravou Western Vacation na garagem de Steve em Sylmar, na Califórnia.

Este registro captura a harmonia e energia desses músicos incríveis com alguns ex-alunos Frank Zappa, como Tommy Mars e Bob Harris e Steve Vai executando um solo curto na faixa-título


Western Vacation foi totalmente remixado e remasterizado e está sendo recebido com críticas entusiasmadas.

•1. Western Vacation
•2. Nocturnal Emissions
•3. Fast Notes People
•4. Send Us More Light
•5. Patty
•6. The Velvet Line
•7. Delicious
•8. Borrowed Time



http://www.crocko.com/1915421748/Western_Vacation_-_Steve_Vai_Presents_Western_Vacation_(2010)_[MP3]_SO_3354907.rar

Pete Fine - On A Day of Crystaline Thought (1974)

On A Day of Crystaline Thought é mais uma daquelas raridades que merecem ser apresentadas a amantes de uma ótima música e que ainda não tiveram a oportunidade de conhece-la, uma mistura de rock psicodélico e música clássica unido ao estilo folk, lindos vocais, violões, musicas de belas harmonias e obviamente a presença de Pete Fine, mestre da guitarra eletrica e acustica, fazem desse album uma jóia rara.

Rara também por terem sido lançado apenas 100 cópias na época de seu lançamento, uma original é uma raridade até entre grandes colecionadores.





Pete Fine - On A Day of Crystaline Thought (1974)
1.Revelation, Prelude, For Sam
2.Meditations
3.Looking Ahead
4.Sunrise
5.Life
6.Moo
7.Bijinkies
8.Rita


•Pete Fine - guitar, vocals, percusion, organ
•Sam Hardesty - vocals, percusion
•Rhina Cueves - flute
•Monte Farber - bass
•Mike Kimmel - drums
•Rob Leon - piano, timpani
Link do Everymore Blues

http://rapidshare.com/files/143171808/pete_fine.rar

por Ekaterina

Lulu - Lou Reed & Metallica

"Há mais de cem anos atrás, um visionário alemão chamado Frank Wedekind escreveu uma coleção de peças sobre uma tempestuosa mulher chamada Lulu, que era tanto uma musa quanto um mistério. Um século depois, as histórias inspirariam Lou Reed e Metallica a criar 'Lulu', uma narração musical das provocativas peças.” Foram essas palavras que apresentaram a primeira prévia do disco ao público, pelo canal da parceria no youtube, ao divulgarem a faixa “The View”.



Ouça sem preconceito.




Faixas:

CD 1
Brandenburg Gate
The View
Pumping Blood
Mistress Dread
Iced Honey
Cheat On Me

CD 2
Frustration
Little Dog
Dragon
Junior Dad

http://www.filesonic.com/file/2836895785/LRMLulu2011.rar

7 de nov. de 2011

Layla Zoe - Sleep Little Girl (2011)


Último disco da jovem Canadense Layla Zoe vem despertando os ouvidos de quem curte blues,rock e qualquer outra música de qualidade.Dona de uma grande e poderosa voz nos arremete em certos momentos a Tina Turner e Janis Joplin,mas comparações a parte, considero o trabalho dela singular  e é reconhecido graças a suas próprias canções e suas interpretações bombásticas.


Tracklist:

01) I've Been Down
02) Give it to me
03) Singin' My Blues
04) Let's get Crazy
05) Black Oil
06) Pull Yourself Together
07) I Hope She Loves You Like I Do
08) Hippie Chick
09) Rock and Roll Guitar Man
10) Sleep Little Girl



link: http://www.megaupload.com/?d=BGLSPBSN


Créditos ao mega Eric

6 de nov. de 2011

News From Babel – Letters Home (1986)


Último disco da terceira geração de uma das dinastias mais importantes da vertente Rock In Opposition. Neto do Henry Cow e filho do Art Bears, o News From Babel foi formado em 1983 por Chris Cutler, Lindsay Cooper, Zeena Parkins e Dagmar Krause. Sirens and Silence/Work Resumed on the Tower, o primeiro LP, foi lançado em 1984 e já comprovava a genialidade de Lindsay Cooper ao musicar as letras marxistas de Chris Cutler.

Para quem se acostumou com a veia vanguardista do Henry Cow e as canções multifacetadas do Art Bears, o News from Babel surpreendia ao tratar temas opressivos com uma muitas vezes inspirada leveza melódica.

Letters Home foi lançado dois anos depois e nesse hiato o grupo perdeu Dagmar Krause, que participa como convidada em apenas duas faixas do novo disco. É um trabalho bem superior ao primeiro, onde Cooper transpira sensibilidade por todos os sulcos do vinil, numa mistura sublime de jazz, rock e música de cabaré.

Outro convidado de peso é Robert Wyatt que com sua voz única consegue arrancar emoção até mesmo da alienação sufocante dos versos de Cutler.

É ouvir para crer.


Banda:
Lindsay Cooper - keyboards, bassoon, sopranino and alto saxophones, horns, marimba
Chris Cutler - drums, electrics, percussion
Zeena Parkins - harp, prepared and electric harp, accordion

Convidados:
Bill Gilonis – bass guitar, guitar
Dagmar Krause – voice (Fast Food, Late Evening)
Robert Wyatt – voice (Who Will Accuse?, Heart of Stone, Moss, Waited/Justice. Late Evening)
Sally Potter – voice (Banknote, Dark Matter)
Phil Minton – voice (Dragon at the Core)


Faixas:
Who will accuse?
Heart of stone
Banknote
Moss
Dragon at the core
Dark matter
Waited / Justice
Fast food
Late Evening

http://www.megaupload.com/?d=ME87WEEZ

por Marco Gaspari

11 de out. de 2011

THE PARLOR MOB - And You Were a Crow (2008)

The Parlor Mob é uma banda americana bem recente no cenário da música, seu primeiro álbum só foi lançado em 2008, antes disso só possuiam um EP self-titled lançado por eles mesmos.
Um vocal meio gritado, duas guitarras estonteantes e um som puxado para o blues rock, baseado no rock setentista com influências fortíssimas de Led Zeppelin, é assim que soa “And You Were a Crow”.
Algumas músicas poderiam perfeitamente estar na boca de Janis Joplin, se viva fosse.
Um discaço!


And You Were a Crow (2008) 






















1. Hard Times 
2. Dead Wrong 
3. Everything You're Breathing For 
4. The Kids 
5. When I Was An Orphan 
6. Angry Young Girl 
7. Carnival of Crows 
8. Real Hard Headed 
9. Tide of Tears 
10. My Favorite Heart To Break 
11. Bullet
12. Can't Keep No Good Boy Down

- Mark Melicia – vocal
- David Rosen – Guitarra
- Paul Ritchie – Guitarra
- Nick Villapiano - Baixo
- Sam Bey – bateria

http://www.mediafire.com/?2yggmzyyinr

por Giulianella Furlan








Amber Route



O Amber Route é uma das bandas mais tangerinedreamamente pinkfloydianas que eu já ouvi. E isso é bom e é ruim. É bom porque o som híbrido que eles faziam bebia da fonte da fase áurea do Tangerine Dream e do Pink Floyd: os anos 70. E é ruim porque tem muita viúva por aí que se sente ofendida por isso e desce o pau sem dó nem piedade. Como não é o meu caso, costumo soterrar a banda de elogios.
O Amber Route foi formado na Califórnia em 1972 do encontro entre o pesquisador eletrônico Walter Holland e o multi-instrumentista Richard Watson.

          Walter Holland passando o som para um show do Amber Route em '74.








Richard Watson,Amber Route em '74


Lançaram dois discos apenas: Snail Headed Victrolas (80) e Ghost Tracks (83). Depois que a dupla acabou (em 82), Holland partiu para carreira solo e construiu uma boa reputação no cenário mais underground da música eletrônica. Hoje, os álbuns do Amber Route começam a conquistar o status cult que merecem, com um som mezzo espacial mezzo progressivo, intercalando longas suítes com músicas mais curtas, mas nem por isso menos viajantes. Tem gente que classifica o som deles como rock orgânico, outros dizem que são estripulias de astronauta junkie. Não é fácil categorizar, por isso prefiro dizer que o som é bom e que merece uma audição.
Já que não se acha nada deles no youtube, deixo uma faixa de um dos discos solo do Walter Holland como aperitivo. Também não se encontram os álbuns para baixar em lugar nenhum, daí eu ter feito o upload dos dois álbuns para justificar este texto. Eles vão ficar um tempinho à disposição, então não percam tempo e baixem logo.








Snail Headed Victrolas (80)


















1 - Snail headed victrolas
2 – When cries are photographed finally as ravens
3 – Martyrs
4 – Asteroid Joiroid


http://www.megaupload.com/?d=2D9AN72F

Ghost Tracks '83































1 – Fighting with the one-eyed Lord

2 – Don’t drink lemonade formaldehyde

3 – Before you

4 – Abyss of the birds

5 - Don’t drink lemonade formaldehyde (German Version)

 http://www.megaupload.com/?d=NJCAFDDH

por Marco Gaspari

3 de out. de 2011

Can – Peel Sessions 73-75



Em termos de influência sobre o que foi feito no rock a partir dos anos 80, o Can, entre os grupos alemães, talvez seja tão fundamental quanto o Kraftwerk. Seus discos setentistas foram todos gravados em estúdio próprio e tiveram a produção mágica de Holger Czukay, o baixista da banda. Uma das poucas exceções são estas gravações que fizeram nos estúdios da BBC para o DJ londrino John Peel, um dos grandes entusiastas do rock produzido na Alemanha mesmo antes dele ser rotulado de krautrock.
O Can era uma banda intuitiva. Seus músicos gostavam de gravar improvisos que duravam horas e depois editavam um trecho como faixa de algum de seus LPs. Foi assim com You Doo Right no LP Monster Movie e com Mother Sky no LP Soundtracks, só para citar duas de suas composições. Czukay chamava esses improvisos de “spontaneous compositions” e as seis faixas deste Peel Sessions são exatamente isso. Gravadas em quatro sessões distintas entre 1973 e 1975, com uma duração de 15 a 20 minutos cada sessão, as músicas apresentadas aqui são quase todas inéditas na discografia da banda.
Up The Bakerloo Line with Anne, a faixa que abre o Peel Sessions, foi retirada da primeira sessão, gravada em 16 de março de 73, ainda com o cantor Damo Suzuki como membro da banda. O japonês com voz de fritador de pastéis supersônicos deixou o Can em setembro daquele ano, logo após as gravações do LP Future Days, para se tornar Testemunha de Jeová. Desconfia-se que a Anne do título seja a DJ Anne Nightingale, companheira de John Peel na BBC Radio 1. Bakerloo poderia muito bem ser uma faixa do Ege Bamyasi, com um groove hipnótico e muitas estripulias por parte de Suzuki e do guitarrista Michael Karoli.
Return to BB City e Tape Kebab, as duas próximas faixas , foram gravadas na sessão de 8 de outubro de 1974 e aqui encontramos um Can mais viajante (BB City) e pinkfloydiano (Tape Kebab).
Aliás, muitos críticos da época gostavam de associar o som do Can ao do Pink Floyd. Tiveram lá suas semelhanças (forçando um pouco), mas o Can era muito mais doidão. Malcolm Mooney, o primeiro cantor da banda, por exemplo, era tão surtado quanto Syd Barrett, e o fuzz da guitarra de Karoli tinha seus momentos de David Gilmour, embora voasse mais alto. Nesse mesmo ano, na terceira tour inglesa do grupo, eles até mesmo batizaram uma apresentação que fizeram para um programa londrino de TV com o jocoso nome de “Set Controls For The Art Of The Sun”.

Mas a verdade é que o Can já havia sido convidado para abrir shows do Pink Floyd no final de 72 e acabou recusando porque seu tempo de apresentação teria de ser mais curto do que os músicos gostariam. Bobeira deles, porque isso provavelmente teria dado muito, mas muito mais exposição ao grupo.
Tony Wanna Go, a próxima faixa, quebra a disposição cronológica das músicas já que foi gravada em 29 de janeiro de 74 ou seja, nove meses antes. Trata-se de mais uma longa improvisação, com quase 15 minutos que lembram de leve o Can dos tempos de Tago Mago, mas sem deixar saudades de Damo Suzuki. Geheim (half past one) e Might Girl, as duas últimas músicas, fazem parte da sessão gravada em 14 de maio de 1975, quando o Can estava lançando o álbum Landed. Geheim, por exemplo, saiu nesse LP com o título de Half Past One e é cantada por Michael Karoli. A sonoridade tem uma atmosfera bem intensa, mas é um tanto rebuscada se comparada ao que o Can fazia até então. Já Might Girl seria o piano de Irmin Schmidt tirando a guitarra de Karoli para dançar. O resultado é para progger nenhum botar defeitos, algo bem raro em se tratando do Can.
Peel Sessions mostra 2 anos na carreira do Can, tempo em que eles gravaram 3 álbuns de estúdio e tiveram mudanças na formação. Para quem quiser aprender o que significa espontaneidade e afinidade numa banda de rock, esta é a aula.
Músicas:
Up the Bakerloo Line With Anne
Return to BB City
Tape Kebab
Tony Wanna Go
Geheim (half past one)
Might Girl

Músicos:
Damo Suzuki – vocais em Bakerloo
Irmin Schmidt – teclados
Holger Czukay – Baixo
Michael Karoli – guitarra e vocais em Geheim
Kahi Liebezeit - bateria

http://www.mediafire.com/?jhwzwjmlyaz

por Marco Gaspari.

1 de out. de 2011

Beth Hart & Joe Bonamassa – Don’t Explain [2011]


Talento de sobra. Seria simples definir em poucas palavras o encontro da bela voz de Beth Hart com Joe Bonamassa, um dos melhores guitarristas surgidos nas últimas décadas. Mas ainda seria pouco para justificar o que temos aqui. Don’t Explain reúne covers de várias lendas da música, interpretados com alma. Para completar o espetáculo, a banda que acompanha a dupla é acima de qualquer suspeita, trazendo feras que não precisam provar mais nada a ninguém, como Blondie Chaplin (Rolling Stones, The Byrds) e Anton Fig (KISS, Frehley’s Comet, David Letterman’s Band).

Graças ao Black Country Communion, Bonamassa atingiu toda uma nova base de ouvintes, que não estão familiarizados a fundo com sua carreira. Aqui, ele mostra toda sua competência e o coração bluesman fala mais alto, com atuação impecável nas seis cordas. Quanto a Beth, é daquelas cantoras da nova safra que estão ajudando a salvar o mundo da mediocridade que o acometeu nesse quesito durante as últimas décadas. Fazendo jus à velha guarda – quando tínhamos intérpretes de verdade –, coloca emoção em cada nota, com uma malícia capaz de derreter um coração de pedra.

Sobre o repertório, fica até difícil destacar algum momento em particular. Mas a abertura com “Sinner’s Prayer” e a suavidade de “Your Heart Is As Black As Night” se sobressaem. Da mesma forma, a tocante versão para “Don’t Explain” é capaz de levar às lágrimas. Etta James foi digna de uma dobradinha de tirar o fôlego, com “I'd Rather Go Blind” (o que Beth faz aqui é algo simplesmente inexplicável em palavras) e “Something's Got A Hold On Me”. “I’ll Take Care Of You”, escolhida para efeitos promocionais, também aparece em versão editada. E se ainda havia algo a se provar, encerrar com “Ain’t No Way”, de Aretha Franklin, derruba qualquer possível resistência.



Beth Hart (vocals)
Joe Bonamassa (guitars)
Blondie Chaplin (guitars)
Carmine Rojas (bass)
Anton Fig (drums)
Arlan Scheirbaum (keyboards)

01. Sinner's Prayer (Ray Charles & B.B. King)
02. Chocolate Jesus (Tom Waits)
03. Your Heart Is As Black As Night (Melody Gardot)
04. For My Friend (Bill Withers)
05. Don't Explain (Billie Holiday)
06. I'd Rather Go Blind (Etta James)
07. Something's Got A Hold On Me (Etta James)
08. I'll Take Care Of You (Gil Scott-Heron)
09. Well, Well (Delaney & Bonnie)
10. Ain't No Way (Aretha Franklin)
11. I’ll Take Care Of You (Gil Scott-Heron – Radio Edit)

Resenha do Jay do Halen e link do Combe do Iommi

https://rapidshare.com/files/2503383238/Beth_Hart___Joe_Bonamassa_-_Don_t_Explain.rar

28 de set. de 2011

Sly and the Family Stone - Stand! (1969)



Eram duas da manhã do dia 17 de agosto de 1969 quando Sly Stone - usando uma veste branca de franjas longas e imaculadas luvas de pelica - subiu ao palco de Woodstock para detonar a mais selvagem e extasiástica celebração comunitária jamais vista na história da música pop. Ao comando da palavra mágica "Higher", uma horda de quatrocentas mil pessoas dançou e suou sobre um mar de lama, só permitindo que seu xamã, já completamente afônico, a deixasse após o quarto bis! Congeladas pelas lentes do cineasta Mike Wadleigh, parte dessas images ganhou o mundo, tornando Sly Stone uma das grandes celebridades do final dos anos 60.
Só que ele era muito mais do que uma overnight sensation. Praticamente sozinho, modificaria radicalmente a estrutura do soul, injetando nele cores e sons da nascente psicodelia. O resultado era algo totalmente diferente para a época: "a Whole New Thing", como ele mesmo orgulhosamente anunciaria no título de seu LP de estréia (67). As origens de Sly, ou Sylvester Stewart, foram essenciais para o ineditismo de sua música. Embora nascido no Texas (onde, aos cinco anos, já tocava guitarra e bateria), foi num subúrbio de San Francisco que ele se criou, o que o levou a envolver-se desde cedo com o emergente rock da costa oeste.
Na Autumn Records, por exemplo, Sly compôs e produziu hits para grupos como Beau Brummels e o "Great Society", de Grace Slick. Como DJ da KSOL, a segunda rádio Black da área, ele dinamitaria a segmentação da emissora ao intercalar singles da Motown e Stax com canções dos Beatles e Bob Dylan. Todavia, foi no intervalo destas funções que ele criou seu projeto-mor: a banda The Stoners, mais tarde rebatizada The Family Stone. No line up, seus irmãos Freddie (guitarra) e Rose (voz, piano), o primo Larry Graham, Jr. (baixo), Cynthia Robinson (trompete), Jerry Martini (sax) e Greg Errico (bateria).
A partir desta base intersexual, inter racial (além de primos, Martini e Errico eram brancos) e consangüínea, a "família de pedra" urdiu junto aos subestimados Chamber Brothers a fusão acid/soul/rock. Se é verdade que o primeiro álbum apenas sugeriu o que viria a seguir, os subseqüentes "Dance To The Music" e "Life" (ambos de 68) souberam preparar as massas para a explosão de "Stand!" Gravado em Nova York e Hollywood, o disco alterou definitivamente o curso da música negra, batendo recordes de vendagem durante os dois anos em que permaneceu nas paradas. Incrustadas em seus sulcos, estavam as faixas que edificaram o nome da banda: a intoxicante "I Want To Take You Higher", a anti-racista "Everyday People" (que consagrou a expressão "different strokes for different folks"), a fluida e ritmicamente complexa "Sing A Simple Song" e o suingue politizado de "Stand!", logo adotada pelos Black Panthers como hino do partido.
No entanto, foi no longo tema instrumental "Sex Machine" que Sly And The Family Stone anteciparam os sons que, no correr dos anos, desdobraram-se em funk, hip hop, rap e até mesmo no rock mimético de bandas, como Dan Reed Network, MDMA, Fishbone e Stone Roses. Lógico que George Clinton, Prince e seus acólitos também não ficaram imunes a tamanha influência. Com o fim da era hippie, o recrudescimento do racismo, o massacre no presídio de Attica e a capitulação de seu mentor à cocaína, Sly And The Family Stone despencariam em queda livre ao longo dos anos 70. Mesmo assim, o seu legado musical já estava irremediavelmente consolidado.

1.Stand! (3:08)
2.Don't Call Me Nigger, Whitey (5:58)
3.I Want to Take You Higher (5:22)
4.Somebody's Watching You (3:20)
5.Sing a Simple Song (3:56)
6.Everyday People (2:21)
7.Sex Machine (13:45)
8.You Can Make It If You Try (3:37)

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Metallica – Live From Rock In Rio (2011)

O Metallica fechou a noite de domingo no Rock in Rio com alguns de seus principais clássicos. Músicas que tornaram-se lendárias ao longo dos 30 anos de trajetória do quarteto liderado pelo guitarrista e vocalista James Hetfield e seus companheiros Lars Ulrich ,Kirk Hammett e Robert Trujillo .

Com um setlist bastante parecido com o de sua última passagem pelo Brasil no início de 2010, o Metallica abriu a noite com Creeping Death e For Whom The Bells Tolls, do álbum Ride The Lighting.
Em seguida foi a vez de Fuel acender (literalmente) a banda, contou diversos efeitos pirotécnicos no palco. De volta à velharia, a faixa título de Ride The Lightning serviu, segundo Hetfield, para apresentar músicas antigas aos novos fãs.
A pseudobalada Fade To Black, também do segundo álbum, veio em seguida e ganhou coro dos 100 mil fãs da platéia.
Macaco velho, Hetfield, 48 anos, sabe até brincar com a própria desgraça para manter o público entretido. Na volta do solo de Fade To Black o vocalista errou o chaveamento de sua guitarra, e a base que deveria sair distorcida e pesada veio fraca, quase acústica. Ao final da música tocou a mesma sequência e brincou: "normalmente é mais pesado. Mas vocês captaram a ideia".
A presença de Lemmy Kilmister e o Motörhead na mesma noite não passou em branco.
Fã confesso do roqueiro britânico, Hetfield saldou o ídolo publicamente chamando-o de "Poderoso Chefão do Metal". Em 1995 o Metallica fez um show surpresa em Los Angeles na festa de aniversário de 50 anos de Kilmister. Na ocasião tocaram sob a alcunha de The Lemmys.
Prestes a lançar Lulu, o décimo álbum de estúdio, gravado em uma questionável parceria com Lou Reed, o Metallica acabou com toda e qualquer expectativa em torno da presença de alguma faixa inédita no repretório. As mais novas acabaram sendo Cyanide e All Nightmare Long, ambas de Death Magnetic, último registro do grupo lançado em 2008.
E daí pra frente só clássicos foram aceitos no repertório. Primeiro veio Sad But True e e m seguida Welcome Home (Sanitarium) do terceiro disco, Masters Of Puppets, de 1986.
Na sequência mais uma do mesmo álbum, a instrumental Orion. A faixa serve como um tributo do Metallica a Cliff Burton que é um dos autores da música.  "Em nossos corações, senhor Cliff Burton", declarou Hetfield ao final.
Para reconquistar a atenção da plateia que se distraiu durante a música e aproveitou para visitar o bar ou o banheiro, o Metallica apostou no certo. A gravação com sons de gritos, helicópteros, explosões e disparos de metralhadoras só podia significar uma coisa: One.
Mais clássicos pediram passagem e a banda abriu caminho para distribuir na sequência a faixa-título de Master of Puppets e Blackned,esta com direitos a mais pirotecnias e explosões no palco.
Antes do último respiro do primeiro bloco do show, que veio com Nothing Else Matters e a banda ainda encontrou alguns minutos para Kirk Hammett fazer um breve solo com direito até a acordes incidentais de Samba de Uma Nota Só de Tom Jobim.
E foi só, porque logo em seguida a banda se despediu do palco com Enter Sandman.
O intervalo de suspense foi curto e a banda voltou para um bis com mais três canções. Nesta turnê, o bis guarda sempre duas surpresas: qual será o cover da noite, que pode ir de Queen a Motörhead; e qual música do primeiro álbum Kill'em All será executada. Nesta noite foram Am I Evil? do Diamond Head, e Whiplash.


CD1
1 – Intro
2 – Creeping death
3 – From whom the bell tolls
4 – Fuel
5 – Ride the lightning
6 – Fade to black
7 – Cyanide
8 – All nightmare long
9 – Sad but true
10 – Sanitarium
11 – Orion

CD2
1 – One
2 – Master of puppets
3 – Blackened
4 – Nothing else matters
5 – Enter Sandman
6 – Bis Intro 1
7 – I am evil
8 – Whiplash
9 – Bis Intro 2
10 – Seek and destroy


http://linkprivado.com/s2efpb
ou
http://linkprivado.com/i69dp9

26 de set. de 2011

The Foundation - Departure (1985)



Essa banda sueca lançou esse seu único álbum na metade dos anos 80. Com uma influência bastante forte em Camel, faziam um som muito rico, orientado muitas vezes por teclado soando de forma bastante sinfônica e melosa. Mas um fator bastante curioso é que apesar de se tratar de uma banda 80’s, não usavam em nenhum momento seqüenciadores ou computadores. Outras influências que os mesmos alegam ter alem do Camel, fica por conta de Klaus Schulze, Mike Oldfield, Vangelis, Igor Stravinsky, Genesis e ELP entre outras várias. Interessante também é perceber quando se ouve o álbum que cada músico parece ter estilos e ideais bem diferentes um do outro, por exemplo, enquanto o baterista parece gostar de canções mais animadas, o tecladista preferia viagens mais longas e de certa forma introspectivas, o baixista era um fã de Rhythm'n Blues e por fim, o guitarrista/vocalista, bebia e muito na fonte de Steve Morse, mas no resultado final, tudo se encaixava. Enfim, Departure é um trabalho de progressivo bastante suave e melodioso desprovido da complexidade do gênero, mas por outro lado de uma boa originalidade e acima de tudo, beleza.
Album recomensadissimo.

Musicos:

Johan Belin - Teclado
Jerker Hardänge - Guitarra, Vocal(2)
Roger Hedin - Baixo
Jan Ronnerström - Bateria, Percussão, Vocal(1-5)

Faixas:

1.Walking Down the Avenue (5:43)
2.Crossing Lines (12:20)
3.Migration Time (1:12)
4.D-Day Dawn (8:18)
a)Forces on the Way
b)The Last of All Battles
5.Final Thoughts, Departure (12:40)

Bônus:

6.Red Roses (and my very best wishes) (5:44)
7.Don't Wake Me Up (15:46)

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Os incidentes fora de contexto do Other Music.


Tenho certeza de que a maioria dos leitores deste blog sabe o que é um gamelão, mas como sempre tem uma minoria que não sabe ou nunca ouviu o som produzido por este fantástico instrumento coletivo, muito popular no sudeste asiático, vou explicar rapidamente: o gamelão é uma parafernália sonora composta por uma variedade fabulosa de instrumentos de bronze (metalofones, xilofones e gongos) tocados em conjunto com tambores, gonzos e outras percussões. O som é marcante, exótico e até mesmo hipnótico.
Pois bem, lá por 1975, três jovens estudantes de música da Califórnia, Henry Rosenthal, Dale Soules e David Doty, inspirados pelo trabalho de Harry Partch e Lou Harrison, dois compositores americanos que construíam inusitados instrumentos para tocar suas composições de vanguarda, começaram a pesquisar novos sons a partir de instrumentos acústicos que eles mesmos confeccionavam. Com o passar do tempo e com a adesão de outros músicos, eles acabaram virando um coletivo de mais de uma dezena de integrantes que se aventuravam na sonoridade do american Gamelan, uma espécie de versão McDonald’s do gamelão indonésio e composto por várias instalações percussivas construídas em alumínio. O nome desse coletivo: Other Music.
Ativo de 1975 a 1986 e com apenas dois discos lançados, talvez o aspecto mais original do trabalho do Other Music tenha sido sua flexibilidade no uso das mais variadas escalas dentro da corrente do Just Intonation. O JI, ou entonação justa, é qualquer afinação musical na qual as frequências das notas se relacionam por razões de números inteiros. Qualquer intervalo afinado dessa forma é chamado de intervalo justo, ou seja, as duas notas são membros da mesma série harmônica (que ninguém fique impressionado, pois tirei esta explicação da Wikipédia).

Incidents Out Of Context, de 1983, o segundo disco do Other Music e motivo deste pequeno texto, é uma das introduções mais acessíveis ao conceito de Just Intonation. E antes que alguém pense que estamos falando de plinc plóincs enfadonhos, é bom ter em mente que este LP tem a intenção de ser música pop e, me arrisco a dizer, com um pezinho bem calçado no rock progressivo. E tudo porque o coletivo que gravou o primeiro disco se transformou num grupo de apenas 5 músicos que encampou à sua sonoridade pouco comum instrumentos elétricos e eletrônicos. Temos aqui, além de algumas instalações que compõem o gamelão americano, a presença de guitarra, sax, cello, dulcimer e sintetizadores, explorando harmonias alternativas e inusitadas com um senso de timing tão perfeito que é impossível ficar indiferente. 

Bom, por uma absoluta falta de maiores argumentos para explicar o inexplicável deste disco, melhor ir ficando por aqui e encerrar com as próprias palavras do Other Music, registradas na contracapa do LP: “Talvez fosse melhor e muito mais simples dizer que nós compomos melodias pop poliritmicas... Nós nos divertimos com elas e esperamos que você também.”

Faixas:

Compulsive Behavior
Music With Too Many Parts
It is It, Part One
It is It, Part Two
The Spirit is Willing
Incidents Out Of Context

Músicos:

Andrew Fischer – hammered dulcimer, dumbec, English horn, metallophones, synthesizer 
David B. Doty – cello, marimba, metallophones, synthesizer 
Dale S. Soules – French horn, trombones 
Carola B. Anderson – deums, marimba, metallophones, saxophone, synthesizer
Henry S. Rosenthal – chimes, drums, electric guitar, metallophones, syntesizer



por Marco Gaspari


22 de set. de 2011

Genesis - Genesis Live (1973)



Está aí um álbum o qual eu tenho uma enorme admiração, mas sempre que olho pro seu tracklist não tem como ficar sem questioná-lo com uma simples pergunta, Porque apenas 5 músicas ?, pois convenhamos que a banda continha materiais suficiente e principalmente inúmeras músicas de qualidade pra preencher tranquilamente um álbum duplo. 

Mas ainda assim não tem como questionar que as músicas escolhidas pra fazerem parte de Genesis Live, formavam o que a banda tinha de essência até aquele momento, com faixas de 3 dos seus 4 álbuns lançados até aquele instante. Se bem que muitos fãs do Genesis muitas vezes ignoram até mesmo a existência do primeiro álbum do grupo, From The Genesis To Revelation, logo pode-se se dizer que de certa forma o álbum contem faixas dos “três únicos” trabalhos lançado até ali. 

Voltando ao que Genesis Live nos tem a oferecer, acho que poderiam ter incluído ao menos mais uma faixa do álbum Trespass, já que Knife acabou ficando “sozinha” no álbum, pois Foxtrot e Nursery Cryme estavam representados como duas faixas cada um deles, com isso, novamente a falta de atenção dada pela banda para com o álbum Trespass é destacada(embora de forma sutil), algo inclusive difícil de entender, pois trata-se de um ótimo disco que contem faixas que poderiam ser mais bem aproveitadas ao vivo. Mais um fato que é bastante curioso em Genesis Live é que na capa a foto frontal corresponde a apresentação teatral que Gabriel fazia durante as execuções de Supper´s Ready, que infelizmente só está presente no álbum na capa mesmo, uma pena, pois um disco de 6 faixas, mas que continha tal música não seria visto como algo tão incompleto assim.

O show de Genesis Live tem início com a faixa que também inicia o disco Foxtrot, embora nunca tenha visto um vídeo desse show propriamente dito, arrisco a dizer e sem medo de errar que trata-se de um inicio típico da faixa da época, que era com Gabriel aparecendo entre outros adereços e teatralizações, olhos pintados de brilho e com uma capa em meio a uma nuvem de fumaça de gelo juntas a algumas luzes um tanto escuras. 

Embora a faixa esteja cerca de um minuto mais longa, não se consegue notar absolutamente quase nada de novo, inicia-se com o melotron pra logo em seguida a acompanhamento dos pratos e baixo, por fim a guitarra aparece na faixa pra que Gabriel comece a cantar os primeiros versos do show, e por aí em diante, como disse, nada muito diferente de sua versão original, exceto por essa versão estar um pouco mais lenta, algo quase imperceptível. A segunda faixa novamente é uma do álbum Foxtrot, e diga-se de passagem sempre a achei uma das mais legais daquele período do Genesis, a forma com que Gabriel mostra toda a sua versatilidade como vocalista dando vida à vários personagens é no mínimo sublime, a história contada na faixa é algo sobre moradores de pequenos edifícios que estão sendo despejados por homens de negócios que querem ruas inteiras para a total. Escutar isso ao vivo é melhor ainda, mesmo que infelizmente em certos pontos o vocal acabou por ficar um pouco abafado, mas nada também que possa por em cheque a qualidade dessa versão. Novamente a canção parece estar um pouco mais lenta. 

Mas o destaque não fica por conta apenas de Gabriel, todos os instrumentos aparecem de forma bastante inspirada fazendo o resultado final da faixa não dever nada a de estúdio, pra alguns é uma versão até melhor. A metade exata de Genesis Live é marcada através da faixa The Return of the Giant Hogweed, canção que pertence ao álbum Nursery Cryme. achei essa versão inclusive melhor que a de estúdio, principalmente por eu como uma boa fã de Steve Hackett achar que aqui a banda deu mais espaço pra guitarra elétrica dele. É uma faixa desde a sua versão de estúdio é tocada de certa forma um tanto “agressiva” e que aqui nessa versão ao vivo, ainda se nota um pouco mais de “raiva”, principalmente no tema que finaliza a mesma que está um pouco diferente e mais pesado que o apresentado na versão original da música. A faixa que segue nesse curto porem histórico registro ao vivo do Genesis era uma verdadeira figurinha carimbada em concertos do grupo naquela época, Musical Box trata-se da outra faixa do Nursery Cryme presente em Genesis Live. 

A primeira coisa curiosa que se nota aqui é logo na hora que Peter Gabriel anuncia a faixa, onde não se escuta absolutamente nenhuma palma, simplesmente o público permanece em um silêncio extremo, fato no mínimo curioso. Novamente na minha concepção teve um resultado melhor que a versão de estúdio, dentre os destaques, impossível não citar a performance de Collins na bateria na partes mais progressivas da faixa alem de Hackett, que faz bonito com direito inclusive a uma espécie de “grito” com a sua guitarra, que chega inclusive a arrepiar o ouvinte. Gabriel também faz bonito, com a sua dramatização já conhecida nas apresentações ao vivo dessa faixa. Nem mesmo um deslize na letra quando ele as inverte, mas até isso foi feito de certa forma com muita elegância em não tirou nem 1% do brilho da faixa. A única faixa do álbum Trespass presente em Genesis Liveé a escolhida pra fechar a apresentação, Knife que também é a ultima faixa do seu álbum de estúdio, essa música está entre as minhas preferidas da banda. As funções que eram desempenhadas na época do seu lançamento por Mayhew e Phillips, agora estão mais do que bem preenchidas por Collins e Hackett. 

É visível isso principalmente quando Hackett se mostra extremamente profissional nos temas instrumentais da música, Gabriel tem acompanhamento em algumas partes pelos vocais de Collins, esse por sinal mostra-se mais uma vez um excelente baterista. Knife finaliza o show com um certo de gostinho de quero mais, deixando o publico com uma ar de “já acabou ?”, mas ainda assim não tem como negar que em 5 faixas a grupo deixou claro que ali estava uma das bandas mais incríveis da história do Rock Progressivo e que cravariam sem dúvida alguma como uma das mais criativas do gênero.

Músicos:

Phil Collins: Percussão, bateirass, vocais de apoio
Peter Gabriel: Fluta, Percussão, Vocal Principal.
Steve Hackett: Guitarra Elétrica, Violão de 6 e 12 cordas
Tony Banks: Teclados, Vocais de Apoio
Mike Rutherford: Baixo, Violão, Guitarra, Vocais de Apoio.
Phil Collins: Percussão, Bateria, Vocais de Apoio

Faixas:

1.Watcher of the Skies (8:36)
2.Get 'Em Out by Friday (9:13)
3.The Return of the Giant Hogweed (8:13)
4.Musical Box (10:54)
5.The Knife (9:45)

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Backwoods Payback (USA) - Momantha (2011)

Stoner ácido, pesado e denso como a mais pesada das névoas.
Com referências em Orange Goblin há vocais torturados, riffs explosivos, som saborosamente sujo e cru, elementos sabbathianos em abundância.
Esse é para chafurdar na lama!



01. You Know How This Works
02. Flight Pony
03. Knock Wood
04. Mr. Snowflake
05. Lord Chesterfield
06. Parting Words
07. Poncho
08. Velcro
09. Timegrinder
10. Ballad of a Broken Horse

Jessica Baker: Bass
Rylan Caspar: Guitar
Mike Cummings: Guitar, Vocals
W.S. Curtiss: Drums

Jay Fortin: Addition guitar on " Lord Chesterfield"

http://www.filesonic.com/file/2071
776944

by Giulianella
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