23 de set de 2009

BLACK SABBATH - BLACK BOX The Complete Original Black Sabbath (1970 - 1978)




Black Sabbath

Um disco que mudou a vida de muita gente (incluindo vários músicos de Heavy Metal), provavelmente o mais influente e importante disco do gênero. Gravado em 1970 em apenas 12 horas e em primitivos 4 canais, Black Sabbath contém as sementes de tudo o que seria criado nas décadas de som pesado que se seguiriam: os temas sombrios, os riffs macabros de guitarra, as linhas sólidas de baixo e as batidas, poucas e furiosas da bateria, além dos vocais angustiados e únicos de Ozzy.

Faixas:

BLACK SABBATH - O som da chuva e de sinos, misturado á guitarra macabra de Iommi, define com clareza o Heavy Metal. O vocal assustador, o baixo e a bateria marcados, a letra sombria, o arranjo lento, gótico...E o final rápido, pesado. Uma musica essencial.

THE WIZARD - Riffs macabros, cheios de peso, uma gaita surpreendente. A letra é positiva, apesar de não parecer!

BEHIND THE WALL OF SLEEP - Um início magnífico graças a seu riff, a bateria assusta, Ozzy em uma de suas melhores performances. Uma das melhores canções da banda, senão a melhor. O tema é inspirado no escritor de terror Lovecraft.

N.I.B. - O solo de baixo magistral que abre essa canção logo abre espaço para o peso da guitarra, a batera demolidora mas contida e o vocal irônico de Osbourne. Um clássico que impressiona também por seu solo inesquecível. A letra fala do amor do Diabo por uma mulher humana.

Evil Woman - A mais fraca do disco. Um Hard Rock convencional, sem maiores destaques. Na versão americana do disco, Evil Woman é substituída pela música WICKED WORLD, um heavy macabro e lento, bem ao estilo da banda. Na minha opinião, Evil (que não foi lançada nos EUA por problemas autorais, já que é uma cover) é bem inferior a Wicked World.

SLEEPING VILLAGE - Única música acústica desse trabalho, porém a mais assustadora de todas. O vocal de Ozzy alcança novo patamar de angústia e tristeza, enquanto Tony dedilha com maestria seu violão...Perfeita, só poderia durar mais tempo já que possui apenas 1min30s.

WARNING - Um épico de 11 min, deleite para os fãs radicais do Sabbath, já que apresenta riffs e mais riffs perfeitos. Possivelmente foi dessa música que surgiu o ditado que diz "Iommi fez todos os riffs possíveis e imagináveis", ao mesmo tempo em que Geezer constrói bases indestrutíveis, Ward dá um show em várias partes solo e Ozzy solta vocais angustiados e inquietantes. Muita velocidade também, dado raro nesse primeiro disco da banda.

Todas as faixas são absolutamente perfeitas e clássicas, mesmo com a precariedade da gravação, que ressaltou ainda mais o clima sombrio e misterioso das canções. Em suma, um discão essencial para quem pretende entender (mesmo) o que é Heavy Metal.


01 - Black Sabbath
02 - The Wizard
03 - Wasp/Behind The Wall Of Sleep/Bassically/N.I.B.
04 - Wicked World
05 - A Bit Of Finger/Sleeping Village/Warning
06 - Evil



Paranoid

No começo era o riff. E no começo do riff era o Black Sabbath.
Depois de uma estréia brilhante com o disco ”Black Sabbath“ (ao menos para o público - a crítica da época odiou, apesar de ter alcançado o Top Ten). Tony Iommi (guitarra), Ozzy Osborne (vocais), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) compuseram um time vencedor de canções que formariam um segundo álbum com mais esmero e com muito mais peso, produzido por Roger Bain.

A obra que se tornaria um referencial para diversas gerações de músicos foi batizada ”Paranoid“ em substituição ao título original, ”War Pigs“, censura motivada pela possível relação com a Guerra do Vietnã. Suas oito faixas dinamitam o ouvinte com riffs violentos de guitarra e baixo, pratos estourando para todos os lados; fundindo esta pedrada toda, a voz inconfundível de Ozzy Osbourne, cujos vocais parecem sempre estar neste disco beirando a histeria e a paranóia.

O disco abre com ”War Pigs“, já dando uma mostra (e que mostra!) do que vem pela frente: a guitarra Gibson SG de Iommi distorcida, o baixo Fender de Butler estalando e a bateria de Ward marcando os tempos fortes, com uma sirene cortando seus ouvidos ao fundo. Depois que Ozzy começa a cantar, a música explode por quase oito minutos, até acabar numa distorção generalizada. Em seguida, a faixa título, ”Paranoid“, um das mais famosas de toda a carreira do Sabbath, que pode ser vista às vezes num clip psicodélico na MTV. Confesse: você não sente um arrepio quando Ozzy grita : ”Can you help me?“.

”Planet Caravan“, a terceira faixa, a mais ”suave“ do disco, tem um arranjo que parece saído da cabeça dos Mutantes e Rogério Duprat. É a pausa que você necessita para agüentar o que vem pela frente, e o que vem são jóias intituladas ”Iron Man“, ”Electric Funeral“, ”Hand of Doom“, ”Rat Salad“ e ”Fairies Wear Boots“.

Quem ouviu ”Paranoid“ na época em que foi lançado (1970) e quem ouve hoje pela primeira vez, percebe de cara o quanto este quarteto estava afinado entre si.

Se a capa de ”Paranoid“ não é lá uma obra prima, com aquele cruzamento bizarro de motoqueiro/super-herói/guerreiro saindo de trás de uma árvore à noite, te ”ameaçando“ com um sabre na mão esquerda (referência ao canhoto Tony Iommi?) o selo original da Vertigo era uma viagem, que infelizmente se perdeu ao ser lançado em CD.


01 - War Pigs/Luke's Wall
02 - Paranoid
03 - Planet Caravan
04 - Iron Man
05 - Electric Funeral
06 - Hand Of Doom
07 - Rat Salad
08 - Jack The Stripper/Fairies Wear Boots



Master of Reality

O que mais impressiona ao ouvir este disco é o jeito fácil com que ele consegue soar bem aos ouvidos e grudar na cabeça. Na primeira audição ele já conquista e define o som do Black Sabbath: vocais alucinados, riffs marcantes, bateria avassaladora, baixo cortante e peso, muito peso. Tudo o que se espera de Ozzy Osbourne, Tony Iommi, Bill Ward e Geezer Butler está contido em todas as faixas do álbum.

Para começar a distribuição de porradas, o disco abre com Sweet Leaf e as famosas tossidas do Madman que, segundo a lenda, se engasgou com a fumaça produzida pela queima da “querida folha” que constantemente aparecia nos estúdios de gravação da banda na época. Assim como Hands of Doom, do Paranoid, e Snowblind, do Vol. 4, a letra da música trata da relação entre uma pessoa (quem será?) e as drogas, nesse caso,a marijuana. O riff inicial já adverte o ouvinte: feche as portas, apague as luzes, aumente o som e balance a cabeça.

A segunda faixa, After Forever, trata-se de um questionamento sobre Deus e a vida após a morte. A música contém variações de riffs matadores, o que é marca registrada da banda e pode ser observada ao longo do álbum inteiro.

O que vem a seguir é Embryo, faixa instrumental e sombria, na qual Iommi desfila por 20 segundos acordes fúnebres que servem de introdução para o próximo petardo: Children of the Grave. A música vai crescendo a partir da guitarra que a inicia preparando para a explosão que acontece quando Bill Ward começa a espancar sua bateria e Geezer Butler entra dando corpo e sustentando a faixa com seu baixo cavalgante e poderoso.

Para relaxar e acalmar o clima, surge Orchid, outra instrumental, desta vez contendo um belíssimo e inspirado dedilhado de Iommi no violão que desemboca numa das melhores composições do Sabbath: Lord Of This World. É impossível ouvir essa musica e ficar parado, tamanha a intensidade que ela contém, grande parte devido ao modo como Ozzy atua. Aqui os vocais alucinados acima descritos se fazem presentes dando um toque especial à maneira como a música é conduzida. O baixo acompanha a guitarra ao longo de todas as passagens, fazendo com que a musica te envolva e mande você balançar a cabeça no ritmo ditado pelo riffs.

Entre duas das mais pesadas musicas da carreira do Black Sabbath, aparece a faixa mais emotiva e melancólica do álbum, Solitude, com direito até a instrumentos de sopro. Mas, como a primeira e a última impressão são as que ficam, a pancadaria volta com mais um clássico absoluto do heavy metal: Into the Void. O inicio bem cadenciado e pesado justifica o título de “pais do heavy metal” que a banda adquiriu ao longo dos anos. Claro, um final perfeito para um disco perfeito é o que se espera, e eles não decepcionam. Com uma levada bem heavy, ela conquista o coração de qualquer fã de rock pesado e faz você querer ouvir o álbum inteiro outra vez.

Um clássico do rock indispensável a qualquer coleção e que surpreende devido a tamanha qualidade, inspiração e originalidade, sempre necessários à boa música. Compre!


01 - Sweet Leaf
02 - After Forever
03 - Embryo
04 - Children of The Grave
05 - Orchid
06 - Lord Of This World
07 - Solitude
08 - Into The Void



Volume 4

Uma vez um cara me disse que quem gostava de Rock "pesado" na década de 70 optava por uma das duas opções: ou adotava o estilo meio "hippie/folk" do Led Zeppelin, ou o virtuosismo do pessoal do Deep Purple. Perguntei: "e o Black Sabbath"? ele respondeu: "bem, eles eram muito undergrounds para a época, só os malucos gostavam deles". Mas o tempo provou que os "malucos" não eram tão doidos assim, pois inegavelmente a sonoridade/atitude do Sabbath influenciou praticamente todo mundo que veio depois.

A idéia inicial era que seu título fosse "Snowblind", porém a gravadora vetou devido à alusão com drogas. Nesta época (1972) vamos encontrar os "Quatro Cavaleiros do Apocalipse" em sua fase áurea, pois já haviam atingido o estrelato e com isso veio toda a consequência do sucesso (dinheiro, mulheres, loucuras mil). As letras refletiam o estado de espírito do pessoal na época, pois tratavam de temas como solidão, desespero, drogas (chegam à agradecer à COKE-Cola de Los Angeles!) e até desejo de mudanças! Sim, embora "Changes" pareça a início uma "tola canção de amor" totalmente deslocada no álbum, se analisarmos a letra veremos que expõe uma certa saturação de tudo (me sinto infeliz/me sinto tão cansado/perdí os melhores amigos/que eu sempre tive), e o consequente anseio por coisas novas. Diz a lenda que quem tocava piano era o próprio Iommi, porém depois ficou comprovado que se tratava de Don Airey, velho amigo da banda. Esta faixa se tornou o maior (e único) sucesso popular da banda, até hoje toca nos "flashbacks" da vida...

Musicalmente falando a banda estava em seu ápice, Iommi como sempre despejando toneladas de riffs, Butler e Ward fazendo uma cozinha precisa e muito bem integrada à sonoridade da banda, e Ozzy, figura indispensável à banda na época, que embora de acordo com seus detratores nunca tenha sido um excelente vocalista, possuía (até hoje possui) um excepcional carisma, inclusive a capa deste disco imortalizou a imagem dele com sua saudação característica!

Indispensável para qualquer pessoa que tenha ligação com Hard-Rock, Heavy-Metal ou alguma coisa semelhante...


01 - Wheels Of Confusion/The Straightener
02 - Tomorrow's Dream
03 - Changes
04 - FX
05 - Supernaut
06 - Snowblind
07 - Cornucopia
08 - Laguna Sunrise
09 - St - Vitus' Dance
10 - Under The Sun/Every Day Comes And Goes



Sabbath Bloody Sabbath

1973. Ano de estafa total para os pais do heavy metal. Turnês gigantescas e intermináveis em seqüência estavam deixando Ozzy e Cia. ainda mais pirados do que o normal. Egos lá em cima, drogas à toda e o caldeirão mercadológico que cercavam a banda também não contribuíam para manter a mente sã dos prolíficos rapazes de Birmingham.

Pois para tudo há solução, e no caso, o jeito era botar as idéias no lugar e procurar um refúgio tranqüilo para as gravações. A malfadada experiência no castelo ao norte da Inglaterra escolhido para ser o tal refúgio (em que a fama mística voltava a se tornar real e assustar até os próprios integrantes) era o sinal de que a palavra “convencional” definitivamente não faz parte da história do Sabbath e aquelas duas semanas dentro do estúdio (um outro castelo mais “comportado”) entrariam para a história.

No entanto, mais uma vez fugindo do que era esperado, a sonoridade do álbum estava mudada. As guitarras se distanciando da afinação baixa, uso grandiloqüente de teclados, órgãos, cordas e violões, experimentalismo em evidência, melodia em alta - inclusive na voz de Ozzy – visual diferente, técnica e magia num casamento apuradíssimo. Era o sorumbático Sabbath se rendendo á progressividade tão em alta na época? Sim, surpreendentemente era. E o fizeram com extrema sapiência e propriedade, sem jamais sequer arranhar sua identidade própria.

Não à toa o álbum em questão é considerado por muitos o melhor e mais bem produzido da longa carreira do grupo. Curioso notar que o Black Sabbath é talvez a única banda em todos os tempos que tem 5 ou 6 álbuns que podem ser considerados “o melhor” e que há defensores ferrenhos para cada um deles. Sorte nossa que ganhamos obras e mais obras magníficas para saciar nossa sede de boa música pesada.

Ao mesmo tempo em que trazia inovações, “Sabbath Bloody Sabbath” – um nome perfeito, ressaltemos - evocava uma volta às raízes em se tratando de sua temática ocultista, mística e mágica, de arte gráfica (um trabalho primoroso de Drew Struzen) e musicalidade idem.

Por vezes “alegre” demais, outras, introspectivo. Ainda assim, vigoroso e eficaz. E é essa mistura de harmonias, sentimentos, climas, alma, progressividade, heavy metal, blues e genialidade que faz de “Sabbath Bloody Sabbath” algo especial. Seu tema título, clássico rapidamente imortalizado, demonstra essa variedade perfeitamente, indo da letargia onírica ao clímax em transe, complementado pelo peso característico, seu riff central alucinante e os berros paranóicos de Ozzy.

“A National Acrobat”, rítmica, empolgante, com todo o charme do blues e o peso do heavy metal fundidos, que se eleva nas vigorosas suítes instrumentais proporcionadas, dotadas de rara pegada e senso melódico e harmônico.

A linda e emotiva instrumental “Fluff”, carregada de tenros arpejos por parte de Tony Iommi consagra-se como uma das composições mais expressivas melódica e sentimentalmente que a banda já fez.

E ainda a deliciosamente bluesy “Sabbra Cadabra”, daquelas que quando você percebe, está dançando igual um louco pela sala, outro clássico que uma vez incorporado ao repertório ao vivo do grupo não saiu mais, fácil de entender pela sensação que causa na platéia, o típico heavy-rock que a banda faz tão bem, dessa vez incrementado pelos lapsos do progressivo.

A ousadia experimental – para se ter uma idéia foram usados percussão, piano, órgão, sintetizadores, mellotrons, flauta, gaita de foles, tímpano, espineta e diferentes tipos de baixo, violão e guitarra – é sentida durante todo o play, mas fica principalmente evidente na faixa “Who Are You?”, lacônica música cantada soturnamente por Ozzy e dona da letra mais “assombrosa” da bolacha.

Não podemos deixar de citar as contribuições de Rick Wakeman, tecladista do Yes, sob o pseudônimo de Spock Wall e que também deixaria sua marca no próximo LP, o “Sabotage”.

Ozzy Osbourne sabidamente não era um músico dos mais apegados á teoria e técnica, mas que intérprete fantástico, que frontman único, que entrega tudo de si á música alcançando resultados inimagináveis com isso, louco, insano, imprevisível e por último, dono de uma voz inimitável, enfim, o homem perfeito para ser "a" cara e "a" voz do heavy metal.

Não que eu não queira, ou que sejam de menor importância, mas não é preciso comentar “Killing Yourself To Live” e “Looking For Today”, dois cultos ao bom gosto, duas pérolas de refino metálico. Descrevê-las é tirar o impacto da descoberta, desnudar o prazer de encontrar algo novo, porque é isso que acontece a cada vez que se ouve “Sabbath Bloody Sabbath”, o típico álbum que a cada nova audição se gosta mais, acha-se coisas novas, detalhes, peculiaridades de uma grande banda. Por isso dê-se ao prazeroso trabalho de descobrir as canções por conta própria e senti-las com a individualidade que é necessária.

Por fim, "Spiral Architect" emociona com sua introdução dedilhada ao violão para depois explodir em técnica e virtuose sadia, se valendo de passagens eruditas, cordas e violinos, no melhor estilo progressivo-setentista, uma das melhores e mais trabalhadas composições do Black Sabbath.

Até os críticos gostaram, eles, metidos e acostumados a serem refinados, eles que sempre detestaram a banda, foram obrigados a se render e derramaram-se em elogios; também pudera, fica difícil achar o que criticar neste material. O álbum acabou sendo o mais vendido da banda desde Paranoid.

Não é um tratado sobre a complexidade, nem tem pretensão de ser, não tem ostentações megalomaníacas e não foi feito para disputar quem é mais rápido ou toca mais difícil, mas quem disse que não há magia e genialidade na pureza?

Simples quando preciso, belo, sutil e agressivo num mesmo espaço, empolga, toca, diverte, encanta. “Sabbath Bloody Sabbath” mostra os mestres se reinventado, produzindo mais uma obra atemporal e influente, fruto da criatividade, técnica e competência que talvez nem os próprios rapazes sabiam que tinham.

Está aí a graça da coisa, o segredo: eram tão espontâneos, sinceros e originais no que faziam, que nenhuma outra banda poderia imitar, de repercussão e importância incalculáveis á época, mas que o tempo se encarregou de imortalizar, criando uma infindável geração de admiradores.

“Sabbath Bloody Sabbath” – que nome fabuloso! Que discaço de heavy metal! Um marco para a banda, um marco para a boa música. Nossos extasiados sentidos agradecem.


01 - Sabbath Bloody Sabbath
02 - A National Acrobat
03 - Fluff
04 - Sabbra Cadabra
05 - Killing Yourself To Live
06 - Who Are you?
07 - Looking For Today
08 - Spiral Architect



Sabotage

Em 1975, quando as coisas começaram a ficar meio complicadas para Ozzy Osbourne no Black Sabbath, seja pela sua personalidade forte dentro da banda focalizando todo o sucesso do Sabbath nas suas costas, ou melhor, na sua voz – motivo de problemas (ciúmes) internos – seja pela sua vida lado a lado às drogas e álcool, a sua saída da banda já estava certa para breve. Além de Ozzy, Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria), os membros originais do Sabbath continuavam na banda, mas por tantos problemas seus direcionamentos musicais estavam bem diferentes se compararmos “Sabotage” com “Black Sabbath”, o primeiro LP.

Com um som mais pesado e sombrio, “Sabotage” pode ser considerado como um dos marcos da história do hard/heavy metal, onde pela primeira vez os riffs de guitarras estavam ainda mais distorcidos e pesados, acompanhados de melodias vocais igualmente agressivas. Apesar de não ser um grande fã do estilo de cantar de Ozzy Osbourne, acredito que em “Sabotage” ele tenha alcançado a sua melhor perfomance no Sabbath, ajudado pelas músicas pesadas que já foram citadas anteriormente.

Com a hard/heavy “Hole in Sky” o LP (versão em CD lançada posteriormente, claro) abre; mesmo tendo uma participação de Ozzy na voz, pode incomodar alguns ouvintes que não estejam habituados ao seu estilo de “gritar”. Após a curta introdução em violão (“Don’t Start”), “Sabotage” passa para a música que na minha opinião é a melhor do álbum, “Symptom of the Universe”, simplesmente perfeita! Uma faixa muitíssima bem composta, que na sua parte lenta poderá levar o ouvinte aos discos do Led Zeppelin (pela similaridade das melodias). “Megalomania” começa com uma parte mais cadenciada e até certo ponto psicodélica, mas na hora que começa a ser um “rockzão” fica muito boa. Para fechar o disco, “The Wirt” é uma música um pouco diferente das citadas anteriormente, por provavelmente ser a composição mais parecida com os trabalhos anteriores do Black Sabbath.


01 - Hole In The Sky
02 - Don't Start (Too Late)
03 - Symptom Of The Universe
04 - Magalomania
05 - The Thrill Of It All
06 - Supertzar
07 - Am I Going Insane (Radio)
08 - The Writ



Technical Ecstasy

Technical Ecstasy é o sexto álbum da banda e o mais detestável e criticado entre os fãs. Admito que este trabalho está diferente dos seus grandes clássicos, os quais se encontram no começo da carreira, mas é um trabalho que tem seu merecido crédito, mesmo tendo a “ensebalada” It´s Alright, com o Bill Ward no vocal – inclusive esta musica recebeu uma terrível versão do Guns n Roses, onde abominaram ainda mais do que a versão original. O restante das faixas soam diferente daquelas sombrias e arrastadas músicas, tendo um direcionamento Rock n` Roll e um pouco de AOR (Rock de arena) em composições como Back Strees Kids, You Won`t Change Me, Gypsy, Rock n Roll Doctor e na mais conhecida do disco – Dirty Women. Uma coisa bastante notável neste disco é o vocal do Ozzy, onde está bem melhor que os anteriores e arrisco a dizer que este disco e o seu sucessor, Never Say Die, são os discos em que o Ozzy melhor cantou, tecnicamente falando. E se você ainda tem uma certa antipatia por este disco, faça isso, escute-o com mais atenção e calma e tire suas conclusões, porque esse é o melhor modo para se começar a gostar de um disco que as vezes chega ser até bom e mesmo assim criticado, do que a informação que é passada pela mídia ou uma pela maioria dos fãs.

01 - Back Street Kids
02 - You Won't Change Me
03 - It's Alright
04 - Gypsy
05 - All Moving Parts (Stand Still)
06 - Rock 'N' Roll Doctor
07 - She's Gone
08 - Dirty Women



Never Say Die!

O lado A de Never Say Die (ou, para quem pegou apenas o CD, as quatro primeiras músicas) pode não ser o melhor da banda para muitas pessoas, mas para mim foi de fundamental importância. Talvez, ao lado do lado A do disco Sabotage (no CD, novamente as quatro primeiras músicas) e do lado B do Volume 4 (as últimas cinco músicas no CD), a primeira parte deste Never Say Die é, para mim, a síntese do que a banda era nos anos setenta.

Virando o disco, lado B. Nossa! Shock Wave! Um riff de Iommy que não pode passar desapercebido. O desfile continua até o final do disco, passamos por mais um jazz/rock (Air Dance), um rock mais cadenciado (Over to You), um tema instrumental com direito à metais (Breakout) e uma quase surpresa: o baterista Bill Ward cantando Swinging The Chain, uma vez a música foi composta no curto período de ausência de Ozzy Osbourne nos vocais da banda e, por isso mesmo, a música foi recusada pelo cantor. Digo quase surpresa por que Ward já havia cantado It´s All Right no disco anterior. Mas o baterista não decepcionou... pelo menos para mim.

O guitarrista Tony Iommi mostrou, é verdade, que estava mais afastado naquele período do rock e mais próximo do jazz, causando conflitos com Ozzy e a sua partida da banda. Mas, passando por isso, o disco tem muita qualidade e não deve nada para Paranoid (considerado o maior marco da banda, em 1970), Sabbath Bloddy Sabbath de 1973 ou Sabotage (de 1975). Gezzer Butler mostra que o baixo simples pode ser eficiente em uma banda versátil como o Black Sabbath do final da década de setenta.

Acredito que, apesar de ter uma sonoridade diferente dos trabalhos anteriores (e posteriores) do grupo, Never Say Die consegue se mostrar um disco cativante e envolvente, uma espécie de filhinho querido na discografia da banda.



01 - Never Say Die
02 - Johnny Blade
03 - Junior's Eyes
04 - A Hard Road
05 - Shock Wave
06 - Air Dance
07 - Over To You
08 - Breakout
09 - Swinging The Chain

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3 de set de 2009

Captain Beyond - Sufficiently Breathless (1973)




O Captain Beyond tem apenas três albúns lançados e entre si bem diferenciados: o primeiro de 1972, auto-intitulado, é um clássico do Hard Rock setentista sem sombra de dúvida; Sufficiently Breathless é o segundo, mais experimental, se trata de um Hard Progressivo Latinizado, extremamente interessante; e o terceiro, Dawn Explosion, menos intenso e muito abaixo da qualidade dos anteriores.
Banda formada simplismente por um ex-integrante do Deep Purple (Rod Evans), dois ex- integrantes do Iron Butterfly (Lee Dorman e Rhino) e o baterista Bobby Caldwell (ex-integrante da banda de Johnny Winter e futuro Armageddon, com Keith Relf). Com a saída de Caldwell depois do primeiro álbum, entram Rodrigues, Garcia e Wynans para a gravação deste álbum.
Sufficiently Breathless abre o álbum, com uma levada bem folk, sendo um pouco entediante pela pouca variação que possue, mas com um belo vocal de Rod Evans; em seguida Bright Blue Tango, já mostrando bem o lado latino da coisa, mas não perdendo nem um pouco o caráter rock do som, o resultado é fantástico, percussões interessantes, grande performance de Rhino (nada de "datilógrafos" da guitarra, somente a nota certa no momento certo) e grandes riffs compostos por Lee Dorman (que por sinal compôs o albúm inteiro); Drifting In Space soa mais latina ainda, com percurssões, piano elétricoe guitarras soando um pouco Santana.
Evil Men, grande faixa, começando pela bela guitarra de Rhino e o Baixo de Lee Dorman viajando junto... e um riff matador, sempre com numa pegada bem latina, com poucos excessos, resultando em um som extremamente original; em Starglow Energy o lado latino é deixado de lado por um tempo, é a faixa mais progressiva, com piano e orgão abrindo o som, Rod Evans lembra um pouco Greg Lake dos tempos de In Wake Of Poseidon, no meio da faixa rola um riff que lembra muito Thin Ice do Pink Floyd (1977...), destaque novamente para as guitarras de Rhino, com um solo muito expressivo; Distant Sun se inicia com um riff muito bom e descamba novamente para o lado latino, mas com destaque para o piano elétrico de Reese Wynans e as percussões de Guille Garcia, que a primeira vez que ouvi não entendi muito, mas em outras audições perccebe-se a genealidade desse grupo! Voyages Of Past Travellers trata-se de um space-rock com um vocal desacelerado, ficando bem grave, até hoje não entendi o que que esse vocal fala... ? Fecha-se o albúm com Everything's A Circle, o mais descarado rock-latino do álbum, agora soando muito mais como Santana, percussões, guitarras, baixo, mas contendo alguns riffs influenciados pelo seu primeiro álbum... mas em suma, é um álbum fantástico!

1.Sufficiently Breathless 5:16
2.Bright Blue Tango 4:13
3.Drifting In Space 3:13
4.Evil Men 4:52
5.Starglow Energy 5:04
6.Distant Sun 4:43
7.Voyages Of Past Travellers 1:46
8.Everything's A Circle 4:14


http://rapidshare.com/files/103103904/cb_-_1973_-_sb.rar

2 de set de 2009

Mushroom - Early One Morning (1973)



Mushroom é uma banda irlandesa de apenas um disco, seu estilo folk-prog impressiona com seus belos arranjos de flautas, solos de guitarra sobre bases de um violino muito harmônico, e a grande contribuição do tecladista Michael Power que justifica seu nome com solos de moog e que não deixam a desejar a nenhum Keith Emerson ou Rick Wakeman da vida. Mas se engana quem pensa que Mushroom não passa de mais uma banda folk com sinais psicodélicos, a veia rock n´roll da banda fica muito exposta e é sabiamente intercalada pelas viagens melódicas e pelos arranjos do brilhante violinista Pat Collins que chega até a lembrar o violino de Jerry Goodman. Algumas vezes você pode ate achar que é uma banda fusion como na faixa “Drowsey Maggie”. A banda inteira toca claramente em grande harmonia.
Vale muito a pena ouvir !

1.Early one morning
2.The Liathdan
3.Crying
4.Unborn child
5.Johnny The Jumper
6.Potters Wheel
7.Standing Alone
8.Devil Among The Tailors
9.Tenpenny Piece
10.Drowsey Maggie
11.King of Alba

http://rapidshare.com/files/110629012/_1973__Early_One_Morning.rar.html

Captain Beefheart And His Magic Band - Strictly Personal (1968)



Nesses ultimos dias tenho olhado pra coleção de album e ouvindo coisas que a tempo não ouvia, me deparei com alguns trabalho desse "maluco", que formou um grupo batizado com o nome de Magic Band, onde os integrantes recebiam nomes esquisitos como Drumbo, Zoot Horn Rollo, Ed Marimba e Winged Eel Fingerling; é conhecido pela terrível prática de massacrar psicologicamente seus músicos de modo que, impingindo raiva neles, pudesse extrair o máximo de expressividade de suas performances e, mesmo sem qualquer conhecimento técnico musical, foi capaz de criar obras revolucionárias que inspiram grupos musicais e artista de vanguarda até os nossos dias.
O album que escolhi pra postar primeiro foi o segundo da banda, que tem uma sonoridade entre o Blues/Rock e o Psicodélico, eu gosto bastante desse disco.

1.Ah Feel Like Ahcid – 3:05
2.Safe as Milk – 5:27
3.Trust Us – 8:09
4.Son of Mirror Man - Mere Man – 5:20
5.On Tomorrow – 3:26
6.Beatle Bones 'n' Smokin' Stones – 3:17
7.Gimme Dat Harp Boy – 5:04
8.Kandy Korn – 5:06

http://www.megaupload.com/?d=KC68FO97
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