16 de dez de 2011

Ukulele Songs - Eddie Vedder (2011)


Eddie Vedder, mais conhecido como vocalista e principal compositor do Pearl Jam, lançou em 2011, seu segundo disco solo. O título do álbum é uma perfeita descrição do seu conteúdo: uma coleção de músicas tocadas no ukulele (um instrumento havaiano de 4 cordas, semelhante ao cavaquinho). Por mais estranha e inusitada que a proposta pareça, o resultado é um trabalho surpreendente.


Dois dos melhores momentos do álbum são as faixas em que Vedder colabora com outros cantores. Tanto "Sleepless Nights", com Glen Hansard (da dupla The Swell Season), quanto "Tonight You Belong To Me", um dueto com a cantora Cat Power.
 

Apesar de sua uniformidade sonora, que alguns podem confundir com preguiça de explorar outros instrumentos, Ukulele Songs evidencia o talento de Eddie Vedder, e a paixão com que ele gravou estas canções. Considerando as limitações que Vedder impôs à sua própria música, o resultado é admirável, e melhor do que se acreditava possível.

A capa do disco é uma bela obra de Jason deCaires Taylor chamada The Lost Correspondent.
  1. Cant Keep 2:36
 2. Sleeping By Myself 1:53
 3. Without You 3:18
 4. More Than You Know 2:24
 5. Goodbye 2:28
 6. Broken Heart 2:36
 7. Satellite 2:28
 8. Longing To Belong 2:38
 9. Hey Fahkah 0:08
 10. Youre True 3:23
 11. Light Today 2:41
 12. Sleepless Nights 2:39
 13. Once In A While 1:44
 14. Waving Palms 0:37
 15. Tonight You Belong To Me 1:41
 16. Dream A Little Dream 1:30

CD

14 de dez de 2011

Paul Mccartney Live At The Cavern

"Live at the Cavern Club" é o registro deste show, ao mesmo tempo histórico e inacreditável, realizado por Paul e seus chapas em 1999. Promovendo o disco "Run Devil Run", que trazia um repertório repleto de rocks da década de 1950, McCartney escolheu o pequeno, apertado e esfumaçado Cavern Club para realizar uma verdadeira aula de rock and roll.

A banda, acima de qualquer suspeita, diverte-se genuinamente durante todo o show, de uma forma espontânea que chega a chocar em alguns momentos, já que não estamos habituados a ver ícones como Gilmour, Paice e McCartney com uma intimidade tão grande. É como se o grupo que toca todo final de semana naquele seu boteco favorito fosse formado por alguns dos maiores músicos da história.

O repertório é uma sucessão de rocks inocentes e agitados, passando por hinos dos Beatles, como "I Saw Her Standing There", e clássicos que marcaram época, como "Honey Hush", "Lonesone Town", "Blue Jean Bop", "Fabulous" (com o grupo entrando totalmente errado e recomeçando a canção sob a batuta de Paul) e "Twenty Flight Rock".

Individualmente não há o que relatar em "Live at the Cavern Club" além do imenso prazer de assistir músicos experientes e lendários se divertindo  como se fossem crianças. Paul comanda o espetáculo, e parece ter novamente quinze anos. Gilmour revela um outro lado, soando mais agressivo na maneira de tocar do que aquela que nos acostumamos a ouvir nos álbuns do Pink Floyd  e em sua carreira solo, soltando-se de tal maneira no palco que chega até a dançar. Mick Green esbanja simplicidade nas bases e nos solos. Wingfield viaja de volta aos anos 1950 e traz na bagagem uma época mágica, onde o piano marcava presença e tornava os primeiros registros do rock ainda mais irresistíveis. E Paice segura tudo lá atrás com o talento que só um dos maiores bateristas da música pode ter. Como extras, cenas da gravação de "Run Devil Run" e dois clipes do disco.

"Live at the Cavern Club" é um DVD excepcional, obrigatório, clássico. Mostra todo o despojamento de ícones que atravessaram décadas, reunidos em um palco, se divertindo como se fossem adolescentes que acabaram de descobrir o rock. Talvez seja esse o segredo dessas carreiras únicas: uma paixão pela música tão grande que vai além do tempo, renovando-se a cada dia.

01. Honey Hush
02. Blue Jean Bop
03. Brown Eyed Handsome Man
04. Fabulous
05. What It Is
06. Lonesome Town
07. Twenty Flight Rock
08. No Other Baby
09. Try Not to Cry
10. Shake a Hand
11. All Shook Up
12. I Saw Her Standing There
13. Party

parte 1
parte 2
parte 3
parte 4
parte 5
parte 6
parte 7


Por Ricardo Seelig

11 de dez de 2011

Stevie Ray Vaughan - Desvendando Montreux '82

A apresentação de SRV no Festival de Montreux de 1982,foi o maior show de sua carreira.

O convite veio do renomado produtor Jerry Wexler,mas sem dinheiro para a viagem,a banda até então só tocava em bares,consegiu com um grupo de empresários um empréstimo de 15 mil dólares e seguiu viagem.

E foi isso que aconteceu,mas não sem que Vaughan tenha sido obrigado a passar por uma prova de fogo,que está imortalizada nesse disco ao vivo.

O volume muito alto da guitarra de SRV,em uma noite em que os shows anteriores foram todos acústicos ou o estranhamento do público ao ver um branco com chapéu de cowbói tocando blues,a verdade que as vaias duraram toda a apresentação e foram mais altas do que se ouve na gravação.

Mas o que mais abalou Vaughan foi o fato de estar programada uma jam comLarry Graham,onde tocariam Johnny B. Goode,e por ter sido vaiado não ouve o bis,e pior,quando sairam do palco passaram pelo camarim da outra banda e lá estava Graham passando a música com eles!
Isso foi um insulto maior ainda.
 

Montreux iria também levar Vaughan a aparecer em um grande disco pop que aumentou sua reputação,mas até mesmo esse sucesso foi um brutal rito de passagem.

David Bowie,a atração principal do festival,ficou fascinado com a apresentação do guitarrista e o convidou para tocar no álbum Let's Dance.
"Pelo que entendi,Bowie estava procurando alguém que tocava este estilo,e fui o escolhido.Eu não sabia como me encaixaria,já que não tinha ouvido o material e não fazia a m´nima idéia de como eram as músicas.Eu sabia que tipo de R'n'B David gostava,porque conversamos sobre isso" disse SRV na Guitar Player em agosto de 83.

A verdade é que ele fez solo sobre solo,e tocou notas que ninguém jamais sonharia que funcionariam naquelas músicas e em pouco tempo se tornou o parteiro do som que ficou soando em meus ouvidos o ano inteiro,disse David Bowie.
Depois de alguns ensaios para a turne,Vaughan acabou se desligando da banda de Bowie por causa de restrições que era obrigado a seguir por contrato.

Após a recusa de continuar tocando com Bowie,e com a credibilidade em alta,recebeu o convite do músico Jackson Browne para usar seu estúdio na Califórnia,onde Vaughan gravou em 83 o seu primeiro disco com a gravadora Epic,o Texas Flood,fortemente influenciado pelo som de Hendrix,Buddy Guy e Albert Colins.


O álbum foi indicado a dois Grammy,melhor gravação de blues tradicional e melhor rock instrumental para a música Rude Mude.

Estou postando na sequência o show em Montreux de 1982,o álbum Texas Flood de 1983,um pirata soudboard dos ensaios para a turne com David Bowie que nunca aconteceu,o David Bowie & Stevie Ray Vaughan – Dallas Moonlight (1983),e por fim o Let's dance também do Bowie com SRV na guitarra.


Stevie Ray Vaughan - Live At Montreux 1982 
Hide Away
Rude Mood
Pride and Joy
Texas Flood
Love Struck Baby
Dirty Pool
Give Me Back My Wig
Collins Shuffle

CD

Texas Flood (1983)
1. Love Struck Baby
2. Pride and Joy
3. Texas Flood
4. Tell Me
5. Testify
6. Rude Mood
7. Mary Had a Little Lamb
8. Dirty Pool
9. I’m Crying
10. Lenny

CD

David Bowie & Stevie Ray Vaughan – Dallas Moonlight (1983)
Disco 1

1. Star
2. Heroes
3. What In The World
4. Look Back In Anger
5. Joe The Lion
6. Wild Is The Wind
7. Golden Years
8. Fashion
9. Lets Dance
10. Red Sails
11. Breaking Glass
12. Life On Mars
13. Sorrow
14. Cat People (Putting Out Fire)
15. China Girl
16. Scary Monsters (Super Creeps)
17. Rebel Rebel
18. I Can’t Explain
19. White Light White Heat

CD


Disco 2

1. Station To Station
2. Cracked Actor
3. Ashes To Ashes
4. Space Oddity
5. Young Americans
6. Soul Love
7. Hang Onto Yourself
8. Fame
9. TVC15
10. Stay
11. Jean Genie
12. Modern Love

CD


Let's Dance (David Bowie 1983)

01. Modern Love
02. China Girl
03. Let’s Dance
04. Without You
05. Ricochet
06. Criminal World
07. Cat People (Putting Out Fire)
08. Shake It
09. Under Pressure


CD
 senha: muro

9 de dez de 2011

The Frost

Mais conhecida como “a banda de Dick Wagner”, o Frost foi um dos grupos que mais rapidamente chamou a atenção de público e crítica em Detroit devido a seus concorridíssimos concertos.
 Wagner vinha do grupo The Bossmen, banda famosa nas rádios de Michigan cujo baixista era ninguém menos do que Mark Farner, futuro líder do Grand Funk Railroad.
 Para a próxima década que se aproximava, Wagner resolveu apostar num som mais selvagem e pesado, nascia o Frost. Em 1970 a banda já tinha três álbuns lançados e era uma das “favoritas da casa” no famoso Grande Ballroom.

Fato: O experiente guitarrista Dick Wagner ajudou carreiras de gente importante como Alice Cooper, Lou Reed, Kiss, Aerosmith e Peter Garbriel, sendo por algum tempo o braço direito dos dois primeiros, tanto em estúdio como ao vivo. Wagner também liderou outra grande banda de Detroit dos anos setenta, o Ursa Major. 

 do Poeira

Formação:
Gerdy Garris
Don Hartman
Bob Riggs
Dick Wagner
Gordy Garris

Frost Music -1969















1.Jennie Lee (3:04)
2.The Family (3:02)
3.A Long Way Down From Móbile (3:07)
4.Take My Hand (4:19)
5.Mystery Man (4:26)
6.Baby Once You Got It (2:37)
7.Stand In The Shadows (8:02)
8.Little Susie Singer (Music To Chew Gum By) (2:44)
9.First Day Of May (3:30)
10.Who Are You? (5:16)

CD

Rock and Roll Music -1970
















01 Rock and Roll Music 2:46
02 Sweet Lady Love 3:00
03 Linda 3:03
04 Black Train 2:40
05 Help Me Baby 6:41
06 Donny's Blues 7:47
07 We Got to Get out of This Place 12:08

 Through the Eyes of Love -1970 















1. Black as Night 7:36
2. Fifteen Hundred Miles (Through the Eyes of a Beatle) 3:39
3. Through the Eyes of Love (God Helps Us Please) 6:15
4. Maybe Tomorrow 2:53
5. It's So Hard 4:51
6. A Long Way from Home 3:52
7. Big Time Spender 4:32

7 de dez de 2011

Cry Of Love - Brother (1993)

A banda Cry Of Love teve existência efêmera (apenas dois discos lançados antes do fim) o que não lhe tira, de modo algum, a qualidade.
O debut, “Brother” é southern/blues rock de características claramente setentistas (remetem a Lynyrd Skynyrd, mas também a Free).
A guitarra de Audley Freed (que com a dissolução da banda foi tomar parte do Black Crowes), selvagem, segue a trilha de Rory Gallagher; o vocal de Kelly Holland (que saiu após o primeiro disco) é arrasador.
Um álbum que, mesmo após tantos anos, ainda mantém absoluto frescor.


01. Highway Jones
02. Pretty As You Please
03. Bad Thing
04. Too Cold In The Winter
05. Hand Me Down
06. Gotta Love Me
07. Carnival
08. Drive It Home
09. Peace Pipe
10. Saving Grace

Kelly Holland - vocals, percussion and piano
Audley Freed - guitar
Robert Kearns - bass
Jason Patterson - drums

Additional Musicians:
John Custer - piano (3)
Pepper Keenan - tremolo guitar (3)






Por Giulianella Furlan

6 de dez de 2011

Three Man Army - Third of a life Time (1971)

Realmente eu não entendo como milhares de grandes discos e grandes bandas foram absurdamente ignoradas nos anos 70 e hoje são como pepitas de ouro em um garimpo.

A Three Man Army é um grande exemplo, essa banda já tinha o Carmine Appice,lendário batera, o Mike Kelly que era do Spooky Tooth ,outra grande banda, e Tony Newman, que segurou as pontas depois da saída da Carmine, indo tocar logo depois com Bowie e com o T-rex. Esse disco ,o Third of a life Time é matador.

do Marka Diabo

01.Butter Queen
02.Daze
03.Another Day
04.One Third of a Lifetime
05.Nice One
06.What's My Name
07.Three Man Army
08.See What I Took
09.Midnight
10.Together


CD

3 de dez de 2011

Hypatia Lake - Ouroboros (2011)

Um pouco de stoner e muito de heavy psych é o que se pode encontrar em “Ouroboros”, disco do trio Hypatia Lake.
De acordo com os músicos, “somos convidados a fazer uma viagem cósmica. Uma viagem em que todo o destino da Multiverse (universo múltiplo), repousa sobre os ombros de um ser humano, um personagem na cidade de Hypatia Lake, cujo nome é Rose Marie”.
Com fortes influências nos anos 70 (Sabbath e Hendrix são referência), o disco intercala momentos mais pesados com alguns francamente líricos e viajantes (até acústicos). A aura das canções é bem retro e a sonoridade, interessante.




01. Star Eater 03:13
02. Suicide (will not save you from this darkness that comes for us all) 04:54
03. White Raven, Black Sun 03:05
04. A Plea to the Queen 02:23
05. The Eclipse on the Horizon has the Wings of a Demon 03:37
06. Prophecy I 01:15
07. The Keepers of the Great White Lodge 05:59
08. Only the Queen (can speak to the nine-eyed rose of infinity) 03:15
09. Prophecy II 02:37
10. The End is the Beginning of the End (Ouroboros) 05:58


Lance Watkins: Vocals and Guitar
Randall Skrasek: Vocals and Bass
Dave Foley: Drums and Visual Programming



CD

por Giulianella Furlan

30 de nov de 2011

Traveling Wilburys

Em homenagem aos 10 anos da morte de George Harrinson,posto aquí no blog os discos dos Traveling Wilburys.


"Imagine só um grupo que reunisse o melhor cantor do mundo (Roy Orbison) com o melhor compositor (Bob Dylan)".


A frase do integrante - e também co-produtor - Jeff Lynne dá uma idéia do que foi o projeto Traveling Wilburys, uma idéia "mágica" que bolou da cabeça de George Harrison e que foi gravado em inacreditáveis 10 dias em uma banda que tinha Roy, Bob, George, Jeff e Tom Petty. Um sucesso estrondoso, com mais de cinco milhões de cópias vendidas e que revitalizou a carreira de todos.

Em 1988, George Harrison estava pensando em uma idéia para escrever um lado B para seu novo compacto-solo This Is Love do aclamadíssimo disco Cloud Nine (nono lugar na parada norte-americana) quando saiu para jantar com os amigos Roy Orbison e Jeff Lynne (co-produtor do álbum junto com George).

George convidou os dois para a gravação no dia seguinte, em Los Angeles, e resolveu ligar para Bob Dylan, dono de um pequeno estúdio caseiro, em Malibu. Como George tinha esquecido uma guitarra na casa de Tom Petty, acabaram o convidando para umas gravações.

George adorou o resultado da sessão. A primeira canção a ser gravada e que seria usada no lado B era "Handle with Care".
O ex-Beatle conta que todos gostaram e ao ser perguntado qual era o nome da música, Harrison viu uma caixa onde estava escrito "manuseie com cuidado". Imediatamente tirou o título.




Não tendo muita certeza sobre o que deveria fazer com a faixa gravada, Harrison a guardou a canção por um tempo, até que resolveu levá-la ao chefe da A&M Records, Mo Ostin, que ficou extasiado com o material.
"Percebi que ela era boa demais para ser um lado B, a voz de Roy era algo incrível. 'George, não podemos fazer isso virar um álbum?' foi a pergunta que fiz. E acho que ele pensava o mesmo há algum tempo."

Sem perder tempo, resolveu ligar para os outro quatro participantes e convidou-os para fazerem um álbum, uma idéia aceita de imediato. Nascia assim, de maneira totalmente improvisada, o Traveling WIlburys.
"Se você tentasse reunir essas pessoas para uma banda e planejasse isso, jamais daria certo. A maneira que aconteceu foi pura mágica, sei lá, talvez fosse uma noite de lua cheia, algo assim", conta George.

Para as gravações, foram até a casa do produtor e ex-líder dos Eurythmics, Dave Stewart, que havia sido produtor de alguns LPs de Dylan dos anos 80, como Empire Burlesque.
O estúdio era muito apertado e não comportava cinco músicos com guitarras e, por isso, resolveram gravar na cozinha da casa, colocando os microfones e violões, fazendo os vocais dentro do próprio estúdio.
Outro problema é que Dylan tinha uma excursão agendada para o final do mês de maio e por isso precisavam ser rápidos, já que a primeira reunião aconteceu no dia 7 de maio.
Dessa maneira, se comprometeram a gravar 10 canções em 10 dias e o arranjos seria gravados em Londres, sem Dylan.

Gravar um grupo com cinco grandes nomes seria um problema, não fossem eles tão amigos, a ponto de escreverem as canções juntos e compartilharem um ambiente de pura alegria.

Na verdade, todos se sentiam extasiados por montarem uma banda, ainda que ficcional, com nada menos que Roy Orbison, uma das lendas dos anos 50 e aquele que Elvis Presley considerava a maior voz do mundo.
Como não queriam usar os nomes reais, resolveram criar uma espécie de irmandade, os Traveling Wilburys, embora o primeiro nome fosse Trembling Wilburys. A mudança só aconteceu após sugestão de Lynne.

Dessa maneira, os integrantes teriam os seguintes nomes:

Nelson Wilbury - George Harrison
Otis Wilbury - Jeff Lynne
Lefty Wilbury - Roy Orbison
Charlie T. Jr. - Tom Petty
Lucky Wilbury - Bob Dylan

As músicas eram feitas em conjunto, mas um dia Tom e Bob apareceram com "Tweeter and the Moneky Man" uma canção que só "dois americanos poderiam escrever", segundo George. Para ele, era uma maravilha ver como Bob trabalhava e mexia nas letras, melhorando-as a cada minuto.

Uma outra curiosidade foi a gravação de "Rattled", onde o excepcional baterista Jim Keltner começou a batucando por toda a cozinha da casa, dentro do refrigerador, nas garrafas, em tudo, que ia sendo gravado para dar uma acústica bem "suja", como se fosse um verdadeiro rock dos anos 50.

Roy Orbison era sem dúvida nenhuma o grande nome e - ao mesmo tempo - o grande outsider do projeto, uma lenda viva dos anos 50 e que havia sido o ídolo de todos eles, o grande amigo de Elvis, de Carl Perkins, de Jerry Lee, dono da voz mais sensual e poderosa que o rock já conhecera.

E Roy estava em um momento de baixa na carreira na primeira metade dos anos 80, quase esquecido e lentamente reconstruía a fama. Em 1987 havia recebido um prêmio Grammy de Best Country Collaboration with Vocals, ao fazer vocais com k. d. lang em "Crying".

"Se você está sentado no sofá, trabalhando em uma canção e Roy está cantando, mesmo que ele cantasse em um tom suave, é um tom especial, um som especial, um grande presente. Sempre dizíamos isso a ele: 'Roy, você deve ser o melhor cantor do mundo. E ele dizia 'sim, eu sou'. Ele tem a melhor voz da música pop. Você não consegue superá-lo", conta Tom no DVD que acompanha a caixa especial, editada em 2007 e que reúne os dois CDs lançados pelo grupo.
A performance de Roy em "Not Alone Any More" é de fazer qualquer ser humano com sangue nas veias se emocionar.

Após as gravações, George viajou com as gravações para Londres acompanhado de Jeff, Tom e Roy para finalizar os arranjos enquanto Bob começava uma nova excursão.

Lançado em outubro de 1988, Traveling Wilburys Volume 1 foi um sucesso imenso e inesperado, vendendo cinco milhões de cópias, chegando ao terceiro posto nos Estados Unidos e segundo, na Inglaterra.
O disco acabaria gravando um Grammy, em 1989, na categoria Best Rock Performance by a Duo or Group with Vocal (album).



Traveling Wilburys - Vol. 1



Lado A
1. "Handle with Care" – 3:20
2. "Dirty World" – 3:30
3. "Rattled" – 3:00
4. "Last Night" – 3:48
5. "Not Alone Any More" – 3:24
Lado B
1. "Congratulations" – 3:30
2 . "Heading for the Light" – 3:37
3 . "Margarita" – 3:15
4. "Tweeter and the Monkey Man" – 5:30
5. "End of the Line" – 3:30



CD


O sucesso fez com que George Harrison quisesse um novo disco, que seria batizado de Volume 3, ao melhor estilo beatlepara criar uma mística e confudir as pessoas.
Mas o que seria um grande acontecimento sofreu uma perda imensa com a inesperada morte de Roy Orbison, de ataque cardíaco, no dia 6 de dezembro de 1988, aos 52 anos.
A perda de Roy foi uma perda imensa, mas ainda os quatro membros restantes lançaram um novo disco, o tal Volume 3, editado em 1990.





Novo disco, novos personagens:
Spike Wilbury - George Harrison
Clayton Wilbury - Jeff Lynne
Muddy Wilbury - Tom Petty
Boo Wilbury - Bob Dylan



Apesar de ter feito um boa carreira comercial, o novo álbum ficou bem abaixo do primeiro, o que era normal, já que se o anterior fora concebido de maneira "mágica", o segundo fora planejado. E, além disso, o charme de Roy não existia mais.


Traveling Wilburys - Vol. 3




Lado A
1. "She's My Baby" – 3:14
2. "Inside Out" – 3:36
3. "If You Belonged To Me" – 3:13
4. "The Devil's Been Busy" – 3:18
5. "7 Deadly Sins" – 3:18
6. "Poor House" – 3:17
Lado B
1. "Where Were You Last Night?" – 3:03
2. "Cool Dry Place" – 3:37
3. "New Blue Moon" – 3:21
4. "You Took My Breath Away" – 3:18
5. "Wilbury Twist" – 2:56



CD


Essa história foi contada pelo grande Rubens do Mofo

24 de nov de 2011

OCC Rocks - 2009


Orange County Chopper, oficina da família Teutul, estrela do programa American Chopper, lançou o CD “OCC Rocks” em 2009. Com um repertório escolhido por Paul Teutul Sr., o CD traz uma compilação de rocks clássicos e algumas faixas tocadas pela OCC Band, formada por funcionários da customizadora.

O CD ainda traz uma participação especial de Paul Sr. na releitura do clássico “Summertime Blues”. O segundo episódio da nova temporada da série “American Chopper” focou justamente na gravação do álbum, além de mostrar, é claro, uma moto que a família Teutul projetou inspirada pela banda e ao som de rock’n’roll.
São ao todo 17 faixas, de artistas como Mountain, Eddie Money, Mott The Hoople, Rick Derringer, Blue Oyster Cult, Toto, Ted Nugent, Guess Who, Kansas, The Outlaws, Molly Hatchet, Judas Priest e três exclusivas tocadas pela Banda OCC.

1. Mississippi Queen (Mountain)
2. Two Tickets To Paradise (Eddie Money) 
3. Summertime Blues (The OCC Band feat Paul Teutul Sr)
4. Sweet Jane (Mott The Hopple) 
5. Rock & Roll, Hoochie Koo (Rick Derringer)
6. Burnin' For You (Blue Oyster Cult)  
7. Cold Sweat (The OCC Band feat Bumblefoot)
8. Hold The Line (Toto)  Listen
9. Cat Scratch Fever (Ted Nugent) 
10. American Woman (Guess Who) 
11. Hit and Run (The OCC Band) 
12. Carry On My Wayward Son (Kansas) 
13. Green Grass & High Tides (The Outlaws) 
14. Flitrin' With Disaster (Molly Hatchet)  
15. Pushin' Too Hard (The OCC Band) 
16. You've Got Another Thing Coming (Judas Priest)
17. Bonnie and Clyde (Death Valley Screamers)


CD

THE PARLOR MOB - Dogs (2011)



Voce poderá estranhar o novo trabalho da banda THE PARLOR MOB que não está tão retrô e tão fincado na sonoridade do Led Zeppelin como o disco de 2008,esse trabalho tem uma pegada mais moderna.
Mas é uma questão de ouvir mais e com essa perspectiva de algo mais contemporâneo.


Mark Melicia - vocais
David Rosen - Guitarra
Paul Richie - Guitarra
Anthony Chick - Baixo
Sam Bey - Bateria


01. How It’s Going to Be (4:27)
02. Into the Sun (3:04)
03. Fall Back (3:10)
04. Practice In Patience (3:46)
05. American Dream (3:17)
06. I Want To See You (5:29)
07. Hard Enough (3:46)
08. Cross Our Hearts (3:32)
09. Take What’s Mine (2:52)
10. Slip Through My Hands (2:33)
11. Holding On (4:10)
12. The Beginning (5:56)


CD

22 de nov de 2011

Leslie West – Unusual Suspects (2011)

Esse álbum já estava pronto quando Leslie West passou pelos recentes problemas de saúde que lhe custaram uma perna. Ainda bem que deu tempo para finalizar, pois a turma chamada para participar do trabalho justifica qualquer expectativa. À bem da verdade, mesmo com todos os convidados, as características primordiais continuam as mesmas, para alegria geral.

Cada músico se adaptou com total competência à proposta sonora de Leslie, que ainda contou com uma banda de apoio de primeira, com o produtor Fabrizio Grossi assumindo o baixo, enquanto o exímio Kenny Aronoff – atualmente no Chickenfoot – conduziu as baquetas com sua já tradicional competência.

Mas claro que o grande destaque fica por conta do próprio West, que soa ainda jovial, mesmo com a idade, além da saúde abalada pelo diabetes. E ouvi-lo trocando solos com figuras como Steve Lukather, Billy Gibbons e Joe Bonamassa é algo realmente especial. Mas dois craques das seis cordas acabam roubando a cena. Slash e Zakk Wylde deixam suas marcas em “Mudflap Mama” e “Nothing’s Changed” (pegada Hard fulminante), respectivamente. E na reta final, reaparecem em bela versão para “Turn Out The Lights”, de Willie Nelson, enlouquecendo de vez os fãs em verdadeira celebração ao feeling, com sua levada acústica e incursões elétricas.

Mesmo quando faz todo o serviço sozinho, Leslie brilha, como na ótima “To The Moon” ou na emocionante “Legend”, com uma letra pra lá de tocante, servindo como um verdadeiro testamento. A única pisada no tomate fica para a versão de “I Feel Fine”, dos Beatles – não adianta, isso devia ser proibido no pós-Joe Cocker. Mas nada que comprometa o resultado final, até porque a sequência com “Love You Forever” e o momento intimista em “You & Me” recolocam tudo no devido lugar. Pra encerrar, a versão para o tema de Beetlejuice, já conhecida das participações do músico no programa do comediante norte-americano Howard Stern.

Que as forças superiores concedam forças para que essa lenda ainda possa nos oferecer belos álbuns, como esse. Além, é claro de turnês como a vindoura 3 Guitar Heroes, ao lado dos também lendários Michael Schenker e Uli Jon Roth.

Resenha de Jay do Halen

Leslie West (vocals, guitars)
Fabrizio Grossi (bass)
Phil Parlapiano (piano)
Kenny Aronoff (drums)


01. One More Drink For The Road (Steve Lukather)
02. Mudflap Mama (Slash)
03. To The Moon
04. Standing On A Higher Ground (Billy Gibbons)
05. Third Degree (Joe Bonamassa)
06. Legend
07. Nothing's Changed (Zakk Wylde)
08. I Feel Fine
09. Love You Forever
10. You & Me
11. Turn Out The Lights (Slash & Zakk Wylde)
12. I Don’t Know: The Beetlejuice Song


CD

Metallica - 30 anos em imagens



Em comemoração aos 30 anos de carreira, o Metallica lançou em sua página do Facebook uma galeria comemorativa. Clique aquí e acesse.

21 de nov de 2011

As Melhores de 2011 (Top 10 Songs of 2011)



O site 'The Ultimate Classic Rock' escolheu as melhores canções de 2011.

 


1. I'll Bite Your Face Off (Alice Cooper)

2. No Spare Parts (Rolling Stones)

3. Big Foot (Chickenfoot)

4. Secret Love (Stevie Nicks)

5. Sad Song (The Cars)

6. Fear Of Falling (Robbie Robertson)

7. City Of Hope (Journey)

8. Going Back (George Thorogood)

9. Feels So Good (Steven Tyler)

10. We Can Fly (Yes)


Aproveito pra postar aquí os discos lançados esse ano de onde sairam essas canções.

Welcome 2 My Nightmare - 2011


01. I Am Made Of You 05:32
 02. Caffeine 03:24
 03. The Nightmare Returns 01:15
 04. A Runaway Train Alice Cooper 03:52
 05. Last Man On Earth 03:47
 06. The Congregation 03:59
 07. I´ll Bite Your Face Off 04:26
 08. Disco Bloodbath Boogie Fever 03:36
 09. Ghouls Gone Wild 02:35
 10. Something To Remember Me By 03:18
 11. When Hell Comes Home 04:30
 12. What Baby Wants 03:45
 13. I Gotta Get Outta Here 04:21
 14. The Underture 04:38

No Spare Parts (Rolling Stones)

Na época da gravação de "Some Girls" foi cotado que a banda gravou uma grande
quantidade de material e ao que tudo indica, essa é a primeira de muitas faixas
que serão lançadas oficialmente agora.


Some Girls (1978)
01. Miss You
02. When The Whip Comes Down
03. Imagination
04. Some Girls
05. Lies
06. Far Away Eyes
07. Respectable
08. Before They Make Me Run
09. Beast Of Burden
10. Shattered

CD



Chickenfoot lll
01. Last Temptation
02. Alright, Alright
03. Different Devil
04. Up Next
05. Lighten Up
06. Come Closer
07. Three and a Half Letters
08. Big Foot
09. Dubai Blues
10. Something Going Wrong
11. Untitled Hidden Track

CD



In Your Dreamns
01. Secret Love 3:15
 02. For What It’s Worth 4:32
 03. In Your Dreams 3:58
 04. Wide Sargasso Sea 5:36
 05. New Orleans 5:34
 06. Moonlight (A Vampire’s Dream) 5:26
 07. Annabel Lee 5:58
 08. Soldier’s Angel 5:16
 09. Everybody Loves You 5:16
 10. Ghosts Are Gone 6:06
 11. You May Be The One 5:26
 12. Italian Summer 4:38
 13. Cheaper Than Free (Feat. Dave Stewart) 3:38


CD

The Cars – Move Like This (2011)
01. Blue Tip
02. Too Late
03. Keep On Knocking
04. Soon
05. Sad Song
06. Free
07. Drag On Forever
08. Take Another Look
09. It’s Only
10. Hits Me


CD




Robbie Robertson - How To Become Clairvoyant (2011)
1. Straight Down the Line (Robertson) 5:19
2. When the Night Was Young (Robertson) 5:05
3. He Don't Live Here No More (Robertson) 5:46
4. The Right Mistake (Robertson) 4:30
5. This Is Where I Get Off (Robertson) 5:09
6. Fear of Falling (Clapton, Robertson) 5:18
7. She's Not Mine (Robertson) 4:28
8. Madame X (Clapton) 4:46
9. Axman (Robertson) 4:36
10. Won't Be Back (Clapton, Robertson) 4:10
11. How to Become Clairvoyant (Robertson) 6:17
12. Tango for Django (Robertson, de Vries) 3:50


CD

Eclipse
01. City Of Hope
02. Edge Of The Moment
03. Chain Of Love
04. Tantra
05. Anything Is Possible
06. Resonate
07. She's A Mystery
08. Human Feel
09. Ritual
10. To Whom It May Concern
11. Someone
12. Venus


CD

2120 South Michigan Avenue
1.Going Back" ( Tom Hambridge , George Thorogood ) - 3:24
 2." Hi Heel Sneakers- "(com Buddy Guy ) ( Robert Higginbotham ) - 3:29
 3." Seventh Son "( Willie Dixon ) - 3:07
 4." Spoonful "(Willie Dixon) - 4:13
 5." Let It Rock "( Chuck Berry ) - 2:55
 6."Two Trains Running (Still a Fool)" ( McKinley Morganfield ) - 5:13
 7." Bo Diddley "( Ellas McDaniel ) - 3:08
 8."Talk Mama à sua filha" ( JB Lenoir , Alex Atkins) - 2:30
 9." Help Me "(Willie Dixon, Aleck "Rice" Miller , Ralph Graves ) - 4:02
 10." My Babe "(com Charlie Musselwhite ) (Willie Dixon) - 3:20
 11."Willie Dixon Gone" (Tom Hambridge, George Thorogood) - 3:12
 12."Chicago Bound" (James A. Lane) - 2:59
 13." 2120 South Michigan Avenue. " (Com Charlie Musselwhite) ( Nanker Phelge ) -
4:38

CD
Single - Feels So Good
Fly From Here
01. Fly From Here – Overture
02. Fly From Here – Pt. I – We Can Fly
03. Fly From Here – Pt. II – Sad Night at the Airfield
04. Fly From Here – Pt. III – Madman at the Screens
05. Fly From Here – Pt. IV – Bumpy Ride
06. Fly From Here – Pt. V – We Can Fly Reprise
07. The Man You Always Wanted Me to Be
08. Life on a Film Set
09. Hour of Need
10. Solitaire
11. Into The Storm

20 de nov de 2011

50 Anos a Mil - Lobão



50 Anos a Mil é a autobiografia do Lobão, que conta em um volume fartamente ilustrado a história do menino que queria ser jogador de futebol e acabou se transformando num dos grandes nomes do rock brasileiro. As músicas, os amigos, as confusões com a polícia - o grande lobo não poupa nada nem ninguém.

A biografia tem início com uma cena bastante peculiar: Lobão e Cazuza cheirando cocaína sobre o caixão de Júlio Barroso. Lobão reconstrói o momento, reproduz as falas e detalha elucubrações – do tipo “É a hora do pastiche e da indulgência… A hora do frenesi dos mesmos cadáveres insepultos de sempre, sugando a juventude dos que nada mais têm a oferecer, além do próprio sangue de barata.” – com a mesma segurança de alguém que tem em mãos um controle remoto, podendo conferir, quadro a quadro, uma situação devidamente registrada. Mas não há registros. E a única testemunha que ainda respira presente na história datada de 1984 é ele, o autor.

Uma das razões para a publicação de “50 Anos a Mil”, aliás, como o músico gosta de repetir em entrevistas e declarações no twitter, foi o fato de Lobão ter sido extirpado da história de Cazuza, um de seus maiores amigos, levada às telas no ano de 2004. Não sem razão, o cantor acusa os produtores do longa de terem “sanitizado” a biografia do amigo, resultando em um filme muito mais próximo de um capítulo de “Malhação” que da realidade.

O escritor Gabriel Garcia Marquez defende que “a história de uma pessoa não é o que lhe aconteceu, e sim o que ela lembra e como ela lembra”. Depois do episódio com “Cazuza – O Tempo Não Para”, Lobão decidiu contar o que lembra ser a sua história, da maneira como se lembra de tê-la vivido.


16 de nov de 2011

NEWS

Saturday 9 June - Metallica
Sunday 10 June - Black Sabbath

Plus loads more bands to follow

tickets on sale Fri 18 Nov 9am GMT (1am PST):
http://bitly.com/download2012

The Allman Brothers Band - Duane Allman Years

Uma das correntes artísticas mais predominantes na louca década de 60 era aquela que mostrava certos elementos da natureza dentro de um conceito psicodélico, como o tradicional sinal de paz e amor, estrelas, pequenas criaturas e... cogumelos. Tanta lisergia acabou se misturando com o lamento do blues já devidamente eletrificado pelos ingleses e produziu uma das maiores lendas musicais de todos os tempos.

Há 38 anos, os irmãos Duane e Gregg Allman fundaram o The Allman Brothers Band. Seus integrantes foram os arquitetos daquilo que posteriormente ficou conhecido como southern rock ou rock sulista, influenciando todo o planeta na primeira metade dos anos 70 . Sua devoção ao blues sempre foi inquestionável. Algumas versões elaboradas pela banda Statesboro Blues, Stormy Monday e Crossroads, só para citar as mais famosas muitas vezes superaram as canções originais no que se refere à entrega da alma.


Seu sentido de improvisação, que jamais soou auto-indulgente, se tornou lendário a versão ao vivo de Whipping Post’, com 22 minutos, ainda é considerado um marco dentro da história da espontaneidade guitarrística mundial. Uma história de triunfos, tragédias, arrependimentos, redenções, brigas, drogas alucinógenas e renascimentos.

Uma lenda chamada Duane


Desde o momento em que subiu em um palco,Duane Allman revelou traços do seu carisma e sua enorme sensibilidade.
Com extraordinário senso de dinâmica e um inacreditável carisma,ele eletrizava quem quer que estivesse na platéia.

Howard Duane Allman nasceu em Nashville em 1946,enquanto seu irmão Gregg Lenoir Allman,nasceu um ano depois.
Os dois começaram tocando juntos em pequenos bailes da re gião de Daytona Beach com um grupinho chamado The Escorts,que fazia apenas uma mistura de Beatles e Stones em seus primórdios.Quando trocaram de nome-passaram a se chamar Allman Joys,a dupla abraçou como maior influencia o blues britanico e chegou a gravar um compacto contendo uma versão muito tosca de "Spoonful" de Willie Dixon.




ouça aquí

http://www.mbrowni.com/Sounds/Spoonful.mp3

saiba mais

http://nitro-retro.blogspot.com/2008/11/allman-joys.html

Quando se mudaram com a família para Los Angeles em 65,Duane e Gregg entraram no Hourglass,um grupo que tendia mais para o soul e que havia sido contratado da Liberty Records por indicação do pessoal do grupo Nitty Gritty Band.


A banda chegou a gravar dois discos Hour Glass e Power of Love.

Este disco aqui postado é uma espécie de coletânea dos dois discos. 


Hour Glass e Power of Love (1968)




Track list:
01- Power of Love (Spooner Oldham-Dan Penn) - 2:50
02- Changing of the Guard - 2:33
03- To Things Before - 2:33
04- I'm Not Afraid - 2:41
05- I Can Stand Alone - 2:13
06- Down in Texas (Marlon Greene-Eddie Hinton) - 3:07
07- I Still Want Your Love - 2:20
08- Home for the Summer (Marlon Greene-Eddie Hinton) - 2:44
09- I'm Hanging Up My Heart For You (John Berry-Don Covay) - 3:09
10- Going Nowhere - 2:43
11- Norwegian Wood (This Bird Has Flown) (John Lennon-Paul McCartney) - 2:59
12- Now Is The Time - 3:59
13- Down in Texas (alternate version) (Marlon Greene-Eddie Hinton) - 2:21
14- It's Not My Cross to Bear - 3:36
15- Southbound - 3:41
16- God Rest His Soul (Steve Alaimo) - 4:02
17- February 3rd (Composer Unknown) - 2:56
18- Apollo 8 (Composer Unknown) - 2:37

19- Home for the Summer
20- I'm Hanging Up My Heart for You
21- Going Nowhere
22- Norwigian Wood
23- Now is th Time


Line-up:

Duane Allman - guitar, vocals
Gregg Allman - organ, electric piano, piano, vocals
Paul Hornsby - keyboards, guitar, vocals
Mabron McKinley - bass
Jesse Willard Carr - bass, vocals
Peter Carr - bass
Johnny Sandlin - drums


Parte 1
Parte 2
Opcional



The Hour Glass pode ser considerado o embrião de uma das melhores bandas de rock de todos os tempos: The Allman Brothers Band. Este é o segundo e último álbum da banda com este nome e foi lançado em março de 1968 pela Liberty Records e ainda tinha muita influência do dono da gravadora e produtor Dallas Smith, que queria centrar o conjunto na voz de Gregg, contrariando o pensamento de Duane que preferia uma tocada mais ao estilo jazz/blues de arranjos e solos privilegiando o conjunto como um todo.
Após a mudança de nome e com mais esperiência sabemos quem levou a melhor...

Decepcionado com a nula repercussão desses trabalhos e com o fato da gravadora ter rejeitado a proposta de fazer um terceiro disco,Duane voltou para Flórida e passou a trampar de session man no Fame studios,em Music Shoals(Alabama),além de tocar com o baterista do grupo 31st of February,Butch Trucks. Em certas ocasiões,ambos começaram a fazer algumas jams com o grupo Second Coming,liderado pelo guitarrista Dickey Betts e do qual também fazia parte o baixista Berry Oakley.
De vez em quando,aparecia outro baterista,Jai Johanny Johanson,apelidado de "Jaimoe".
O embrião do Allman Brothers estava se formando.

The 31st Of February September 1968 Sessions


Duane Allman - Guitar
Gregg Allman - Piano, Lead Vocals
with:
Scott Boyer - Acoustic Guitar, Vocals
David Brown - Bass
Butch Trucks - Drums


Lado A:
1. Morning Dew (3:45)
2. God Rest His Soul (3:55)
3. Nobody Knows You When You're Down And Out (4:32)
4. Come Down And Get Me (3:40)
5. Melissa (3:15)

Lado B:
1. I'll Change For You (2:57)
2. Back Down Home With You (2:25)
3. Well I Know Too Well (2:15)
4. In The Morning When I'm Real (2:40)


http://rapidshare.com/files/96357351/DGA001.rar

link do blog lowcostmusic


The Second Coming
Dickey Betts (Duane Allman) - guitar, vocals
Dale Betts (Gregg Allman) - keyboards, vocals
Reese Wymans - organ
Berry Oakley - bass
John Meeks - drums


A reputação de Duane estava crescendo vertiginosamente. Logo ele passou a gravar com Wilson Pickett (partiu de Duane a sugestão para que o soulman gravasse "Hey Jude",dos Beatles),Aretha Franklin e King Curtis(o célebre descobridor de Jimi Hendrix).



Mas o que Duane realmente adorava era fazer jams com seus amigos.Foi em uma delas -que durou exatamente 5 horas ininterruptas- que seus participantes decidiram que era hora de unir esforços.Feito isso,Duane não teve duvidas:ligou para Gregg,que ainda estava em Los Angeles,e chamou-o para o grupo.

Estava formada a Allman Brothers Band.

Em pouco tempo,o grupo já tinha empresário,o esperto agiota chamado Phil Walden,ex-empresário de Otis Redding e dono de uma recem formada gravadora, a Capricorn que convenceu o grupo a sair da pequena Jacksonville e ir pra Macon,na Georgia.
Walden queria que sua gravadora se especializasse em bandas de rock,principalmente depois que um dos seus diretores,Jerry Wexler,que havia sido vice-presidente da poderosa Atlantics,viu um dos ensaios do grupo.

O primeiro disco batizado com o nome do grupo,saiu em novembro de 69 e recebeu excelentes críticas,mas vendeu muito pouco -não mais de 50 mil cópias em sua primeira tiragem.Isso fez com que a banda saísse em turne pelo país pra divulgar o disco.
A iniciativa deu certo,visto que a receptividade do público nos shows alavancou as vendas do disco.


The Allman Brothers Band

01 - Don't Want You No More
02 - It's Not My Cross To Bear
03 - Black Hearted Woman
04 - Trouble No More
05 - Every Hungry Woman
06 - Dreams
07 - Whipping Post

http://sharebee.com/06d231f4

SENHA PASSWORD: bigze

No ano seguinte,já tendo consolidado uma grande reputação como uma das melhores bandas americanas daquela época,o Allman Brothers,lançou em setembro,seu segundo álbum,Idlewild South,produzido por Tom Dowd (que já havia trampado com o Cream e que mais tarde produziria o Doobie Brothers e o Van Halen),que serviu de passaporte para que o grupo tocasse no famoso festival da ilha Wight,ao lado de Jimi Hendrix e The Who.

Idlewild South
1. Revival 4:05
2. Don't Keep Me Wonderin' 3:30
3. Midnight Rider 2:59
4. In Memory Of Elizabeth Reed 6:58
5. Hoochie Coochie Man 4:58
6. Please Call Home 4:03
7. Leave My Blues At Home 4:17

http://sharebee.com/aee39533

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Bill Graham era o grande promotor de shows nos Estados Unidos, proprietário de das mitológicas casas Fillmore East e Fillmore West.

Apesar de ser um cara experiente já estava carecade agendar shows com Jimi Hendrix, Cream e outros astros luminares -, ele ficou absolutamente abismado quando assistiu à uma apresentação dos Allman Brothers. Era simplesmente inacreditável assisti-los, relembrou o veterano manager em uma de suas últimas entrevistas antes de morrer. Havia algo de mágico no som que faziam. As pessoas pediam um bis atrás do outro, e eles iam emendando os temas.

Houve uma ocasião, no Fillmore East, em que eles estavam abrindo os shows do Canned Heat. A platéia ficou tão enlouquecida com Duane e seus amigos que os caras só conseguiram sair do palco às três e meia da manhã! Quando os caras do Canned Heat vieram reclamar comigo, eu disse que então deveriam entrar no palco e explicar para a platéia que era a hora deles tocarem. Ninguém falou mais nada.
Uma dessas apresentações, realizada em março de 71, acabou virando o álbum duplo, Live At Fillmore East, o primeiro a ganhar Disco de Ouro.

Live At Fillmore East

Disco 1
1. Statesboro Blues
2. Trouble No More
3. Don't Keep Me Wonderin'
4. Done Somebody Wrong
5. Stormy Monday
6. One Way Out
7. In Memory Of Elizabeth Reed
8. You Don't Love Me
9. Midnight Rider


Disco 2
1. Hot 'Lanta
2. Whipping Post
3. Mountain Jam
4. Drunken Hearted Boy


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http://sharebee.com/93185b30
http://sharebee.com/7da7b045
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1970-The Allman Brothers Band Live At Ludlow Garage

Disco 1
1 Dreams - 10:15
2 Statesboro Blues - 8:09
3 Trouble No More - 4:13
4 Dimples - 5:00
5 Every Hungry Woman - 4:28
6 I'm Gonna Move to the Outskirts of Town - 9:22
7 (I'm Your) Hoochie Coochie Man - 5:23

Disco 2
1 Mountain Jam [Theme from First There Is a Mountain] - 44:00

http://sharebee.com/b0b13287
http://sharebee.com/3bd2277f
http://sharebee.com/d297d01c


SENHA PASSWORD: bigze

1970 - With or Without You

1) One More Ride
2) Home Jam
3) Little Martha
4) Statesboro Blues
5) In Memory of Elizabeth Reed
6) Midnight Rider
7) Hoochie Coochie Man
8) One More Ride
9) Allman Jam
10) Instrumental Jam
11) Trouble No More
12) Don't Keep Me Wondering
13) You Don't Love Me
14) Terraplane Blues / Come on in my Kitchen / Jesus Make Up My Dying Bed

http://sharebee.com/221fb49c

SENHA PASSWORD: bigze

VOCE SABIA QUE...

...os caras adoravam passear,nos finais de tarde,pelas alamedas do cemiterio rose Hill,local que serviu de fonte de inpiração para algumas das mais celebres composições da banda?

Que "In Memorry of Elizabeth Reed" - uma espécie de tributo a Miles Davis_ foi assim batizada depois que Betts viu o nome escrito em uma lápide e que a estátua de uma pequena garota em uma sepultura originou "Little Martha"?

...as guitarras favoritas de Duane eram duas gibson Les Paul '57,uma delas comprada de Christopher Cross(sim,aquele mesmo de "Ride like the wind");outra vendida por Billy Gibbons,do ZZ Top)?

...que Duane adorava usar um fuzz box com as baterias quase que totalmente descarregadas,pra dar um som bastante caracteristico?



A primeira de muitas Tragedias

A banda vivia um momento de euforia.
Todo mundo estava entusiasmado com as canções que estavam sendo gravadas em um estudio em Macon para o disco seguinte,que deveria se chamar [i]The Kind They Grow in the South.[/i]
Duane tinha realizado um dos seus maiores sonhos que era gravar com seu ídolo Eric Clapton,no álbum Layla and other assorted love songs, do grupo Derek and the Dominos-ele chegou a recusar educadamente um convite de clapton para que integrasse sua banda,preferindo continuar com os Allman Bros.

Um caso:
Quando Eric Clapton estava encalhado em uma introdução para as gravações do álbum Layla. Duane foi para uma outra sala e retornou pouco tempo depois com um presente para seu amigo: o riff de abertura da faixa-título.

Aquelas sete notas ajudaram Allman a assegurar um lugar permanente na história do rock (sua parte de slide na música também não prejudicou em nada!)



Mas de repente tudo chegou a ficar meio esquisito.Além de compartilhar o mesmo amor pelas guitarras e pelo blues,Duane e Clapton tambem se tornaram parceiros na heroína.Embora isso não afetasse sua performance no palco,Duane passou a ficar "chapadão"grande parte do tempo,algo que foi encarado pelos seus companheiros de banda como algo normal,visto que todos,já naquela época eram fissurados por maconha e cogumelos alucinógenos.

Gregg em uma bad trip,chegou a ameaçar os caras com uma arma,culminando em dar um tiro no próprio pé.
No meio de uma turne pelo Alabama,uma barreira policial brecou o onibus na estrada.Percebendo que o comportamento dos musicos beirava p errático,os tiras fizeram uma varredura pelo veiculo."Encontramos maconha e heroina suficiente pra dopar um bairro inteiro" disse o policial David Moltenhorp,um dos presentes na operação
Resultado,a banda inteira menos Jaimoe,que não se envolveu com drogas,foi parar na cadeia,acusada de porte de substancias ilícitas.

Só que aquilo não passava de um momento pra desfrutar o sucesso,transformou-se em tragédia.Até hoje pouca gente adimite,mas é muito provável que,em 29 de outubro de 71,Duane tenha saido da festa de aniversário de Linda Oakley (mulher de Berry),vendo elefantes azuis.
Foi qdo ao tentar desviar de um caminhão que cruzou seu caminho,o guitarrista perdeu o controle de sua moto e caiu,não sem antes receber todo o peso da máquina em seu crpo.
Levado em coma para um hospital,Duane morreu 2 horas depois,na mesa de operação aos 24 anos.




O desespero de todos aqueles que conheciam o guitarrista é até hoje doloroso pra quem testemunhou o que se segui.
Apesar da dor a banda resolveu continuar,sem acrescentar mais um guitarrista,já que consideravam Duane insubstituível.Foi qdo Dick betts passou a fazer todas as partes de guitarra inclusive os slides.
Duane se tornou um dos guitarristas mais impressionantes de todos os tempos,fonte de inspiração para todos aqueles que adoram o Southern rock.
Seu estilo,até hoje,é um amálgama peculiaríssimo de country,jazz,blues e rock.

Uma frase
"Há muitas formas diferentes de comunicação, mas a música é, sem dúvida, a mais pura de todas. Não se pode ferir ninguém com ela. Você pode até ofender alguém com determinadas canções, mas para isto é necessário que algo seja dito - impossível um instrumental magoar alguém de alguma forma. Por isso eu digo: música é uma graça divina".


O disco duplo Eat a Peach,lançado em fevereiro de 72,trouxe as musicas nas quais Duane havia trampado,ao lado de faixas gravadas ao vivo nas temporadas em Fillmore East.
O disco foi assim batizado por causa de uma frase que ele disse a revista Rolling Stone,quando perguntado o que faria pela revolução.
"Não há revolução,mas sim uma evolução.Por isso toda vez que estou na georgia como uma pêra pela paz",fazendo um trocadilho com a frase "I eat a peach for peace".

1972 Duane's Studio Sessions
Faixas:
01 Hey Jude - Wilson Pickett
02 Road Of Love - Clarence Carter
03 The Weight - Aretha Franklin
04 Games People Play - King Curtis
05 Shake For Me - John Hammond
06 Loan Me A Dime - Boz Scaggs
07 Rollin' Stone - Johnny Jenkins
08 It Ain't Fair - Aretha Franklin
09 The Weight - King Curtis
10 You Reap What You Sow - Otis Rush
11 Matchbox - Ronnie Hawkins
12 Stuff You Gotta Watch - Arthur Conley
13 Dirty Old Man - Lulu
14 Push, Push - Herbie Mann

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1972 Eat A Peach
Faixas:
"Ain't Wastin' Time No More" (Gregg Allman)
"Les Brers in A Minor" (Dickey Betts)
"Melissa" (Gregg Allman/Sandy Alaimo)
"Mountain Jam" (Donovan Leitch/Duane Allman/Gregg Allman/Dickey Betts/Jai Johanny Johansen/Berry Oakley/Butch Trucks)
"One Way Out" (Marshall Sehorn/Elmore James)
"Trouble No More" (McKinley Morganfield)
"Stand Back" (Gregg Allman/Berry Oakley)
"Blue Sky" (Dickey Betts)
"Little Martha" (Duane Allman)

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