

A gravadora, reticente em disponibilizar uma grande verba ao seu novo contratado, já havia se pronunciado negativamente em relação aos orçamentos e custos de produção, pois Ozzy era tratado como investimento de alto risco devido às inúmeras declarações colhidas junto a crítica especializada e pessoas próximas, que relatavam fatos poucos elogiosos sobre sua última fase de ‘front-man’ no Black Sabbath. Ozzy esquecia-se das letras e se apresentava de forma catatônica ao vivo. Mais tarde, isto seria transformado em marketing pessoal, uma verdadeira assinatura artística.
O que era considerado dificuldade para a maioria das pessoas, Sharon Osbourne transformou em oportunidade para o renascimento da carreira do marido e a criação de várias lendas e mitos. Visando uma boa abertura no mercado americano e já influenciados pelo assombro causado por Eddie Van Halen e sua revolucionária técnica na guitarra, Sharon organizou uma audição em Los Angeles afim de recrutar um guitarrista.
Uma lista interminável de bons candidatos ao cargo de ‘guitar-hero’ se dispuseram a fazer o teste mas, atendendo ao apelo de um amigo em comum, Dana Strum, baixista do Slaughter, Ozzy conheceu não apenas um excelente guitarrista, mas um mito.

Bastou apenas o aquecimento para Ozzy perceber o real valor de seu novo pupilo. De temperamento dócil e amigável, sempre disposto a colaborar, Randy Rhoads foi uma injeção de ânimo e determinação criativa na carreira de Ozzy, coisa que nunca havia experimentado com seus ex-parceiros. De posse desse trunfo, voltou para a Inglaterra onde arregimentou o baixista Bob Daisley, que acabara de ser dispensado do Rainbow por Ritchie Blackmore, o baterista Lee Kerslake, ex-Uriah Heep, e o tecladista Don Airey, com quem já havia trabalhado nas gravações de “Never Say Die”.

O resultado final dessa alquimia foi a criação de nove faixas num álbum que traz o mais puro Heavy Metal clássico que, vendendo 500.000 cópias em apenas 100 dias, consagrou Randy Rhoads como guitarrista revelação na conceituada revista americana Guitar Player, interrompendo o reinado absoluto de Eddie Van Halen e sedimentando de vez a carreira do casal Osbourne nos “mega-business” do Rock’n’Roll.
Tudo, do mais importante ao mais bizarro, que se sucede na trajetória do “Príncipe das Trevas” até os dias de hoje, teve origem a partir do lançamento deste histórico álbum. O resto, eu conto depois...
OZZY OSBOURNE: BLIZZARD OF OZZ [1980]

01-I Don't Know
02-Crazy Train
03-Goodbye To Romance
04-Dee
05-Suicide Solution
06-Mr Crowley
07-No Bone Movies
08-Revelation(Mother Earth)
09-Steal Away(The Night)
10-You Lookin' Ate Me Lookin' At Ypu(Bonus Track)
PRODUÇÃO: Ozzy Osbourne / Max Norman
Gravado no Ridge Farm Studios em Surrey, Inglaterra em março de 1980
FORMAÇÃO:
Ozzy Osbourne (Vocais)
Bob Daisley (Baixo)
Randy Rhoads (Guitarra)
Lee Kerslake (Bateria)
Don Airey (Teclados)
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Um comentário:
gracias mi hermano por el disco muy bueno
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